A OpenAI quer ir para a bolsa — e desligou o Sora pelo caminho
A dona do ChatGPT avançou em segredo com os papéis para entrar em bolsa. Ao mesmo tempo, fechou o gerador de vídeo Sora, que queimava milhões por dia.
A empresa que pôs o ChatGPT em todas as bocas deu um passo que muda o jogo: avançou, de forma confidencial, com o pedido para entrar em bolsa. Por outras palavras, a OpenAI prepara-se para deixar de ser aquela startup misteriosa e passar a ter o seu valor a saltar no ecrã todos os dias, como a Apple ou a Google.
O que destrancou a porta foi o dinheiro das empresas. A OpenAI está a apostar cada vez mais no mercado empresarial — sobretudo em programação assistida por IA — e é aí que a faturação começou a ganhar músculo. Virar-se para quem paga contas todos os meses é bem mais previsível do que depender de quem usa o ChatGPT de graça.
E houve uma vítima nesta arrumação da casa: o Sora, o gerador de vídeo por IA, foi descontinuado. Os números explicam tudo — dizem que queimava cerca de 15 milhões de dólares por dia em custos de computação, enquanto ao longo de toda a vida só rendeu uns magros 2,1 milhões. Até para quem nada em dinheiro, essa conta não fecha.
Porque é que isto interessa
Quando uma empresa destas se prepara para a bolsa, começa a cortar o que não dá lucro e a mostrar contas certas. Tradução para nós: menos brinquedos grátis e deslumbrantes, mais ferramentas pensadas para quem paga. A festa da IA a todo o gás pode estar a entrar na fase adulta — a das faturas.
Imagem ilustrativa · Foto: Shantanu Kumar / Pexels