Os aeroportos portugueses fizeram 7,1 milhões de passageiros em maio e bateram outro recorde
Os aeroportos nacionais movimentaram 7,1 milhões de passageiros em maio de 2026, mais 2,9% do que há um ano e um novo máximo histórico, segundo o INE. Lisboa concentra metade do tráfego.
Sete vírgula um milhões de pessoas passaram pelos aeroportos portugueses em maio. Num mês. Que nem sequer é época alta.
É um novo máximo histórico, mais 2,9% do que em maio do ano passado, e vem confirmar aquilo que qualquer pessoa que tenha tentado passar a segurança na Portela às sete da manhã já sabia: isto não está a abrandar.
Quantos passageiros passaram pelos aeroportos portugueses em maio de 2026?
Foram 7,1 milhões, entre embarques, desembarques e trânsitos diretos, distribuídos por 23,8 mil aterragens de voos comerciais, a que se juntam 22,1 mil toneladas de carga e correio. Em média desembarcaram 115,5 mil passageiros por dia, contra 112,8 mil em maio de 2025.
De janeiro a maio, o total subiu 3,2% face ao ano passado. Os números são do INE e estão nas estatísticas oficiais do instituto.
Qual é o aeroporto com mais passageiros em Portugal?
Lisboa, e não está perto. A capital concentra 50,6% de todo o tráfego nacional, com 14,3 milhões de passageiros acumulados; o Porto vai em 6,8 milhões e Faro em 3,5 milhões, ou seja 12,5% do total.
A esmagadora maioria de quem desembarca vem de fora: 83,9% do tráfego é internacional, com a Europa à cabeça e o continente americano em segundo lugar.
E é aqui que o recorde deixa de ser só uma curiosidade estatística. Metade do país passa por uma única infraestrutura que toda a gente concorda estar no limite, e a discussão do novo aeroporto continua a arrastar-se enquanto os números sobem todos os meses. Ao mesmo tempo, a privatização da TAP com a Lufthansa e a Air France à espreita vai decidir quem controla boa parte destes voos, e a economia acelerou no segundo trimestre muito por causa deste tipo de tráfego.
Turismo a bater recordes é ótimo para as contas. Também é o motivo pelo qual a fila da segurança não vai encolher tão cedo.
Por Beatriz Mota
Imagem: Jcornelius / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)