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Joaquim Miranda Sarmento, ministro de Estado e das Finanças, a discursar num púlpito
Negócios 15 de julho de 2026

A economia acelerou no segundo trimestre, diz o ministro das Finanças — e a fatura do PRR é que trava o resto

Miranda Sarmento garantiu no Parlamento que consumo, investimento e exportações aceleraram no segundo trimestre de 2026. O senão: os empréstimos do PRR comem a margem orçamental.

Se andava à espera de más notícias sobre a economia, esta quarta-feira não trouxe nenhuma. Miranda Sarmento foi ao Parlamento e disse que os dados do segundo trimestre são francamente positivos, com aceleração do consumo, do investimento e das exportações. A estimativa rápida do INE só sai no fim do mês, por isso ainda é uma promessa e não um facto — mas é a leitura do próprio Governo, e essa costuma ser conservadora quando pode.

O retrato que o ministro deixou na Comissão de Orçamento e Finanças é o de um país que continua a puxar por três motores ao mesmo tempo. O turismo, diz, mantém-se muito dinâmico. As exportações crescem, e crescem tanto em tecnologia como em serviços. E o mercado de trabalho está resiliente, com o desemprego já abaixo dos 6% e criação de emprego a sério.

Então porque é que não há dinheiro para gastar?

Porque a parte boa e a parte apertada vêm da mesma origem. O PRR é hoje um dos principais motores do aumento do investimento público — e é também aquilo que come a folga. A execução do plano implica um montante muito elevado de empréstimos, e esses empréstimos reduzem a margem que sobra para responder a um choque inesperado, seja uma tempestade ou a guerra no Médio Oriente.

Traduzido: o investimento público que está a ajudar o PIB é, em boa parte, dívida com data marcada. Por isso é que o ministro repete que 2026 continua a ser um exercício orçamental exigente mesmo quando os números vêm bons. É um discurso incómodo de fazer — ninguém gosta de dar uma boa notícia e logo a seguir explicar porque é que ela não chega para nada.

O que é que isto muda na carteira de quem trabalha?

Pouco, este ano, e é aí que está a discussão política. O Governo mantém a previsão de um saldo orçamental equilibrado em 2026 e aponta ao mesmo tempo para um crescimento na ordem dos 2%. Para chegar lá, afastou por agora um imposto sobre lucros excessivos, mais uma descida do IRS e a assunção de um suplemento às pensões. Ou seja: os números melhoram, mas o alívio fica para depois.

Vale a pena guardar isto para amanhã. O debate do Estado da Nação é quinta-feira, e a oposição já disse que vai centrar tudo no custo de vida — o que garante que estes mesmos dados vão ser lidos ao contrário por metade da sala. E convém lembrar que isto encaixa num arranque de ano em que o PIB já tinha crescido 2,2% no segundo trimestre segundo as contas da Católica, feitas por fora do Governo.

A estimativa rápida do INE, no fim do mês, é que decide quem tinha razão. Até lá, as contas oficiais estão no portal do Governo.

Por Beatriz Mota

Imagem: Agência Lusa / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

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Negócios 15 de julho de 2026

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Negócios 15 de julho de 2026

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Negócios 12 de julho de 2026

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Negócios 12 de julho de 2026

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Negócios 11 de julho de 2026

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Negócios 11 de julho de 2026

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Barras de ouro
Negócios 11 de julho de 2026

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Negócios 10 de julho de 2026

Delta resgata Mocoffee: 3 milhões para salvar a fábrica de cápsulas da Azambuja

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Negócios 10 de julho de 2026

Campeões Tecnológicos Europeus: Portugal adere a fundo do BEI que quer mobilizar 80 mil milhões

Portugal aderiu à Iniciativa Campeões Tecnológicos Europeus do BEI, que quer angariar 15 mil milhões de euros e mobilizar até 80 mil milhões para 1.500 tecnológicas em expansão.

Portugal vai entrar com dinheiro próprio na nova fase da Iniciativa Campeões Tecnológicos Europeus, a aliança de investimento liderada pelo Banco Europeu de Investimento que quer mobilizar até 80 mil milhões de euros para 1.500 empresas tecnológicas europeias em fase de expansão. O anúncio foi feito esta sexta-feira pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, à margem da reunião do Ecofin, em Bruxelas. Ainda não se sabe — e essa é a parte…

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ISTSat-1, o primeiro satélite universitário português
Negócios 10 de julho de 2026

Setor espacial português vale 1,2 mil milhões de euros — e cada euro gera mais 1,17 na economia

O setor espacial em Portugal contribuiu com 1,2 mil milhões de euros para o PIB entre 2019 e 2024, diz o estudo da Novaspace para a Agência Espacial Portuguesa.

O espaço já é um negócio a sério em Portugal: entre 2019 e 2024, as atividades espaciais contribuíram diretamente com 1,2 mil milhões de euros para o PIB nacional. A conta é do estudo socioeconómico que a Novaspace fez para a Agência Espacial Portuguesa — o retrato mais completo de sempre do setor — e vem com um multiplicador que explica o entusiasmo: por cada euro que o espaço acrescenta diretamente à economia, geram-se mais 1,17 euros nas cadeias de…

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Cálice de vinho do Porto
Negócios 9 de julho de 2026

Vinhos portugueses: AEP junta compradores de seis mercados europeus no Porto

A terceira edição do Portugal Premium Wines trouxe importadores do Reino Unido, Alemanha, Países Baixos, Bélgica, Irlanda e Escandinávia ao Porto para negociar com 20 produtores nacionais.

Enquanto meio país olhava para os termómetros, no Porto falava-se de exportações a copo cheio. A Associação Empresarial de Portugal (AEP) promoveu até esta quinta-feira a terceira edição do Portugal Premium Wines, uma missão inversa que trouxe importadores de seis mercados europeus estratégicos para negociar diretamente com produtores nacionais. É uma iniciativa da AEP que, em vez de levar os produtores lá fora, traz os compradores cá dentro: importadores…

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Gráfico de crescimento económico com linha ascendente
Negócios 9 de julho de 2026

PIB de Portugal cresce 2,2% no segundo trimestre e Católica revê 2026 em alta

A economia portuguesa terá crescido 2,2% em termos homólogos no segundo trimestre de 2026, segundo o NECEP da Católica, que subiu a previsão anual de 1,5% para 1,8%.

A economia portuguesa terá crescido 2,2% em termos homólogos no segundo trimestre de 2026, e a Universidade Católica reviu em alta a previsão para o conjunto do ano — de 1,5% para 1,8%. É a confirmação de que a recuperação ganhou tração depois de uma primeira metade do ano marcada por energia cara e cadeias de distribuição perturbadas. Segundo o NECEP – Católica Lisbon Forecasting Lab, o PIB terá crescido 0,6% em cadeia (face ao trimestre anterior) e 2,2%…

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Gruas num estaleiro de construção
Negócios 8 de julho de 2026

Criação de empresas em Portugal recua 4,1% no semestre — mas a construção dispara

Nasceram 27.831 empresas em Portugal no primeiro semestre de 2026, menos 4,1% do que há um ano. A construção cresceu 11% e é, pela primeira vez, o segundo setor que mais empresas cria.

Portugal criou 27.831 novas empresas no primeiro semestre de 2026 — menos 4,1% do que no mesmo período do ano passado. À primeira vista é uma má notícia; vista de perto, é uma fotografia com mais nuance: fecham menos empresas do que antes e há um setor a remar claramente contra a maré. A construção. O setor registou um crescimento de 11% em novas empresas no semestre e alcançou, pela primeira vez, o segundo lugar entre todas as atividades económicas. Não…

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Frota do Grupo Paulo Duarte
Negócios 8 de julho de 2026

Grupo Paulo Duarte: britânica ICG compra 33,5% e investe até 200 milhões na transportadora de Torres Vedras

O Grupo Paulo Duarte vendeu 33,5% do capital à gestora britânica ICG, que vai investir até 200 milhões de euros para criar um gigante ibérico do transporte de mercadorias.

Uma das transportadoras mais antigas de Portugal acaba de ganhar um sócio de peso. A gestora de ativos britânica ICG, cotada em Londres, comprou 33,5% do Grupo Paulo Duarte e compromete-se a investir até 200 milhões de euros para acelerar o crescimento da empresa de Torres Vedras — com um objetivo declarado: transformá-la num dos maiores operadores de transporte rodoviário de mercadorias da Península Ibérica. No dia a dia, pouco — e isso é deliberado. A…

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