Com os Emmys 2026, Jean Smart tem um prémio por cada temporada de 'Hacks'. É a primeira pessoa a consegui-lo
A 78.ª gala decorreu na segunda-feira em Los Angeles. 'Widow's Bay' levou seis estatuetas na noite e 14 no ano, recorde para uma comédia, e 'The Pitt' voltou a ganhar a melhor série dramática.
A 78.ª gala dos Emmy decorreu na noite de segunda-feira no Peacock Theater, em Los Angeles, com Mariska Hargitay como anfitriã, a primeira mulher a apresentar a cerimónia em quinze anos. E terminou com uma marca que a Academia de Televisão nunca tinha registado.
Jean Smart ganhou o prémio de melhor actriz principal em série de comédia por “Hacks”, o quinto que a série lhe dá, e tornou-se a primeira intérprete a ganhar um Emmy por cada temporada de uma série. É também o oitavo da carreira, o que a coloca ao lado de Allison Janney, Cloris Leachman e Julia Louis-Dreyfus no topo da lista de sempre entre intérpretes. Janney chegou lá na mesma noite, com o prémio de melhor actriz secundária em drama por “The Diplomat”.
O que ganhou mais
A noite foi de “Widow’s Bay”, estreada em Portugal como “O Segredo de Widow’s Bay”, a comédia de terror da Apple TV passada numa ilha assombrada da Nova Inglaterra. Seis estatuetas na gala, incluindo melhor série de comédia, e catorze no conjunto das três cerimónias deste ano, o que bate as treze de “The Studio” no ano passado e fica como o máximo de sempre para uma comédia num só ano.
Entre esses seis está um caso raro: Matthew Rhys ganhou melhor actor em comédia por “Widow’s Bay” e melhor actor em série limitada ou filme por “The Beast in Me”, da Netflix. Ninguém tinha ganho dois Emmy de interpretação principal no mesmo ano. Somando o que tinha de “The Americans” em 2018, Rhys é agora a única pessoa com prémios de actor principal nas três categorias, drama, comédia e série limitada.
Do lado do drama
“The Pitt” ganhou a melhor série dramática pela segunda temporada seguida, e é a primeira série desde “Mad Men” a vencer a categoria nas suas duas primeiras temporadas. Noah Wyle fez o equivalente em melhor actor, algo que não acontecia desde Bryan Cranston por “Breaking Bad”, em 2009. A concorrência da Apple TV não saiu de mãos vazias: “Pluribus” levou dois, com Rhea Seehorn a ganhar o primeiro Emmy da carreira e Vince Gilligan a ganhar o primeiro individual de escrita, depois de anos a receber os de “Breaking Bad” como produtor.
Nas restantes, “DTF St. Louis” ficou com a melhor série limitada, “The Traitors” venceu o terceiro consecutivo em reality de competição e “The Late Show with Stephen Colbert” o segundo em série de variedades.
E dois recordes de idade
Sally Field passou a ser a mais velha de sempre a ganhar melhor actriz em série limitada ou filme, por “Remarkably Bright Creatures”, da Netflix; faz 80 anos em novembro. Stephen Root fez o mesmo na sua categoria, actor secundário em comédia. Hiro Murai tornou-se o primeiro realizador asiático a ganhar em realização de comédia.
Fora da votação, o Bob Hope Humanitarian Award foi para Michael J. Fox, pelo trabalho da sua fundação no financiamento da investigação sobre a doença de Parkinson. Tínhamos escrito na semana passada que a emissão deste ano reduziu de 26 para 19 as categorias entregues em directo, e foi essa emissão mais curta que entregou todos os prémios acima.
Por Lucy Bennett
Imagem: Television Academy (fotografia da emissão da 78.ª gala dos Emmy)