AIMA promete estar mais perto: rede de espaços locais e prazos a encurtar
A agência que trata da imigração diz estar a acelerar o agendamento de biometria e a criar uma rede de espaços locais para descongestionar o atendimento.
Quem já lidou com a AIMA sabe que a palavra que melhor descreve a experiência tem sido, durante muito tempo, paciência. Mas há sinais de que as coisas se estão a mexer — devagar, mas a mexer.
Os prazos da AIMA estão mesmo a encurtar?
Segundo o retrato mais recente, o intervalo entre submeter um pedido e fazer a recolha de biometria anda agora à volta de doze meses, e quem entregou processos até ao final de 2025 está a ser marcado para o último trimestre deste ano. Não é rápido, mas é melhor do que os atrasos que marcaram os meses anteriores.
O elo mais fraco continua a ser a emissão do cartão em si. Marcar a biometria é uma coisa; ter o título de residência físico na mão é outra, e essa fase ainda não acompanhou o ritmo dos agendamentos. Ou seja: se está no processo, conte com a etapa final a demorar mais do que gostaria.
Atendimento mais perto de casa
A grande aposta anunciada é levar os serviços para junto das pessoas. A ideia é criar uma rede de espaços locais da AIMA, para que a legalização e o apoio social deixem de obrigar a longas viagens até aos grandes balcões. Ferramentas digitais estão também a ser reforçadas para distribuir o trabalho por mais gente. No papel, é exatamente o que faltava; na prática, vamos acreditando à medida que os espaços abrem.
Para mais detalhe sobre o dia a dia dos processos, veja o que escrevemos sobre a prova de morada mais exigente e sobre o agendamento por reconhecimento facial. A informação oficial está no site da AIMA.
Por Juliana Castilho
Imagem ilustrativa · Foto: Marta Branco / Pexels