Golden Visa em 2026: o imobiliário fechou, o que é que ainda dá direito?
A via do imobiliário acabou. Hoje o Golden Visa português faz-se por fundos, investigação ou património cultural — e o caminho à cidadania mudou.
O Golden Visa português continua a existir em 2026, mas é um animal diferente do que ficou famoso há uns anos. A grande mudança: comprar uma casa já não dá acesso ao visto. A porta do imobiliário fechou-se.
O que ainda conta
As vias que se mantêm passam sobretudo por fundos de investimento elegíveis, investigação científica e património cultural. Ou seja, o dinheiro tem de ir para opções que o Estado quer incentivar, e não para tijolo. Para muitos investidores, isto mudou completamente a conta de poupança e risco — um fundo não é o mesmo que um apartamento que se pode usar ou arrendar.
Os direitos (e o relógio da cidadania)
Quem entra mantém o essencial: direito a viver em Portugal, circular no Espaço Schengen sem vistos extra e, com o tempo, pedir residência permanente ao fim de cinco anos. A grande nota é a cidadania: com a reforma da Lei da Nacionalidade de 2026, o prazo subiu — fala-se em sete anos para nacionais da UE e da CPLP e dez anos para os restantes. É mais tempo do que antes, e convém contar com isso desde o início.
Vale a pena?
Depende muito do perfil. Para quem quer uma porta de entrada flexível na Europa e tem capital para alocar a fundos, continua a ser uma ferramenta interessante. Para quem sonhava comprar casa e ganhar o visto de borla, esse plano acabou. Como sempre nestas coisas: aconselhamento sério antes de mover um cêntimo.
Imagem ilustrativa · Foto: Yan Krukau / Pexels