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Condutor ao volante de um carro
Imigração 5 de julho de 2026

Trocar a carta de condução estrangeira: agora é tudo online

Desde janeiro de 2026, os pedidos de troca de carta fazem-se só pela internet. Quem tem de trocar, quem pode continuar a conduzir sem trocar e o prazo dos 15 anos.

Quem chega a Portugal com carta de condução de fora tem uma dúvida quase universal: posso conduzir já, ou tenho de trocar o documento primeiro? A resposta depende do país que a emitiu — e, desde este ano, o processo mudou de balcão.

O que muda na troca da carta de condução em 2026?

Desde 21 de janeiro de 2026, todos os pedidos de troca de títulos de condução estrangeiros passaram a ser feitos exclusivamente online, no portal do IMT. Deixou de haver atendimento presencial para este efeito, o que evita filas mas obriga a ter a papelada digitalizada e em ordem antes de submeter.

Trocar ou não trocar?

Nem toda a gente é obrigada a trocar de imediato. As cartas de países da CPLP e da OCDE — Angola, Brasil, Cabo Verde, Reino Unido ou Suíça, entre outros — permitem conduzir em Portugal sem troca obrigatória, desde que o país emissor tenha subscrito uma das convenções de trânsito (Genebra 1949 ou Viena 1968) ou tenha acordo bilateral com Portugal. Entre os membros da CPLP com acordo bilateral estão Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Há, porém, um limite que apanha muita gente desprevenida: o título não pode ter mais de 15 anos desde a emissão ou última renovação, e não pode estar apreendido, suspenso, caducado ou cassado. Passado esse prazo, ou se fixar residência, a troca torna-se necessária para continuar a conduzir com segurança jurídica.

O melhor é tratar disto cedo, junto com os outros passos da mudança — veja o nosso guia sobre que visto escolher para se mudar para Portugal. As regras e o pedido online estão no IMT.

Por Juliana Castilho

Imagem ilustrativa · Foto: Sachu Zayn / Pexels

Vista sobre Lisboa a partir do Castelo de São Jorge
Imigração 14 de julho de 2026

Residência permanente para cidadãos da UE: o novo portal da AIMA já abriu

Desde 1 de julho de 2026, os cidadãos da UE e as suas famílias podem pedir o certificado e o cartão de residência permanente em Portugal através do Portal de Renovações da AIMA. Guia completo.

Se é cidadão de outro país da União Europeia e já vive em Portugal há alguns anos, há uma novidade que lhe diz respeito: desde 1 de julho de 2026, pode pedir a residência permanente diretamente online, através do Portal de Renovações da AIMA. Acabou a necessidade de marcar atendimento presencial só para este passo. Em regra, qualquer cidadão de um Estado-membro da UE (e do Espaço Económico Europeu) que tenha residido legalmente em Portugal durante cinco…

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Casal sénior a contemplar o mar, imagem ilustrativa
Imigração 12 de julho de 2026

Visto D7: quanto precisa para viver em Portugal com rendimentos passivos — guia 2026

O visto D7 exige rendimento passivo de pelo menos 920 euros por mês em 2026 — o salário mínimo. Reformas, rendas e dividendos contam. O guia passo a passo.

O visto D7 exige, em 2026, um rendimento passivo comprovado de pelo menos 920 euros por mês — o equivalente ao salário mínimo nacional português. É esta a porta de entrada em Portugal para reformados e para quem vive de rendas, dividendos, juros ou royalties: prova-se o rendimento, pede-se o visto no consulado do país de residência e, já em Portugal, converte-se tudo numa autorização de residência. Parece simples, e a lógica é mesmo essa — mas os detalhes…

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Crianças numa sala de aula
Imigração 12 de julho de 2026

Matrículas escolares 2026/27: guia para famílias recém-chegadas a Portugal

Como matricular os filhos na escola pública em Portugal: prazos de julho, Portal das Matrículas, documentos e o direito à escola para todas as crianças.

Se chegou há pouco a Portugal com filhos em idade escolar, a resposta curta é esta: as matrículas para o ano letivo 2026/27 fazem-se online no Portal das Matrículas, os prazos de julho ainda estão a correr para vários anos de escolaridade, e todas as crianças têm direito a frequentar a escola pública — independentemente da situação documental da família. O calendário, fixado pelo Despacho n.º 4472-A/2026, escalona os pedidos por ano de escolaridade. Os…

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Empresário ao balcão de um pequeno negócio
Imigração 12 de julho de 2026

Visto D2: como abrir um negócio e viver em Portugal — o guia 2026

O visto D2 é a porta de entrada para empreendedores e independentes que querem viver em Portugal. Plano de negócios, cerca de 11 mil euros de meios próprios e pedido no consulado: as contas e os passos em 2026.

A resposta curta: o visto D2 é o visto de residência para quem quer viver em Portugal a partir de um negócio próprio — abrir uma empresa, transferir uma que já existe ou trabalhar como independente — e pede-se no consulado português (ou centro VFS) do país onde vive, com um plano de negócios credível e prova de que consegue sustentar-se cá. Não há um valor mínimo de investimento fixado por lei; há um projeto que tem de convencer. É o visto nacional para…

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Avenida da Liberdade, em Lisboa
Imigração 11 de julho de 2026

Portugal é o 9.º país mais populoso da UE: revisão do INE conta 11,4 milhões de habitantes

Portugal subiu a nono país mais populoso da União Europeia, com 11.424.031 habitantes no final de 2025, depois de o INE rever as estimativas e contar 1,6 milhões de estrangeiros residentes.

Portugal tem 11.424.031 habitantes e é agora o nono país mais populoso da União Europeia, subindo um lugar num ano. O número consta das estimativas de população residente a 31 de dezembro de 2025, divulgadas pelo INE com uma revisão profunda das séries desde 2021 — que passou a contar em pleno os cerca de 1,6 milhões de estrangeiros a viver no país. Mais do que se pensava. As estimativas agora publicadas apontam para 11.424.031 residentes no fecho de…

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Edifício de um centro distrital da Segurança Social, em Setúbal
Imigração 11 de julho de 2026

NISS: como pedir o número da Segurança Social em Portugal — guia 2026

O NISS pede-se online, é gratuito e é obrigatório para trabalhar em Portugal. Saiba que documentos precisa, como funciona o pedido para estrangeiros e quanto tempo demora.

O NISS — Número de Identificação da Segurança Social — pede-se online, através de formulário no portal da Segurança Social, e é gratuito. É o número que o identifica perante o sistema de proteção social português: sem ele não há descontos, não há contrato de trabalho declarado, não há subsídios nem, mais tarde, pensão. Para quem chega a Portugal para trabalhar, é dos primeiros números da vida burocrática — logo a seguir ao NIF. Toda a gente que trabalhe…

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Bandeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)
Imigração 10 de julho de 2026

Autorização de residência CPLP: como funciona em 2026, quem pode pedir e o que mudou

A autorização de residência CPLP exige agora visto consular prévio, custa 15 euros e dá cartão de modelo europeu válido por dois anos, com acesso a Schengen.

A autorização de residência CPLP continua a ser o caminho mais direto para cidadãos de países de língua portuguesa viverem legalmente em Portugal — mas as regras de 2026 já não são as de há dois anos. A mudança essencial: é preciso um visto consular obtido no país de origem antes de chegar; deixou de ser possível regularizar-se já em território português com entrada de turista. Cidadãos dos Estados do Acordo de Mobilidade da CPLP, assinado em Luanda em…

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Pessoa a preencher uma prova escrita numa secretária
Imigração 10 de julho de 2026

CIPLE: como funciona o exame de português para a nacionalidade, datas e preços

O CIPLE certifica o nível A2 exigido para a nacionalidade portuguesa. Datas de 2026, preços entre 75 e 95 euros, inscrição no CAPLE e como se preparar.

Para obter a nacionalidade portuguesa é preciso provar que se fala português — e o CIPLE é a forma mais comum de o fazer. O Certificado Inicial de Português Língua Estrangeira corresponde ao nível A2 do quadro europeu, precisamente o mínimo que a lei exige como prova de conhecimento da língua para efeitos de nacionalidade. Uma prova oficial do CAPLE, o centro de avaliação da Universidade de Lisboa, com três componentes: compreensão da leitura e produção…

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Diploma enrolado com fita sobre uma mesa
Imigração 10 de julho de 2026

Reconhecimento de diplomas estrangeiros em Portugal: os três tipos e onde pedir

O reconhecimento de diplomas estrangeiros em Portugal faz-se por três vias — automático, de nível e específico — através do portal da DGES ou das universidades. Guia com passos, documentos e FAQ.

Se tirou o curso fora e quer que ele valha em Portugal, o caminho chama-se reconhecimento de graus e diplomas estrangeiros — e faz-se por uma de três vias: reconhecimento automático, reconhecimento de nível ou reconhecimento específico. Todas têm exatamente o mesmo valor legal; o que muda é para que servem, quanto tempo demoram e quem as processa. Escolher a via certa à primeira poupa meses. É a via rápida, disponível apenas para alguns graus de alguns…

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Bandeira das Nações Unidas, cuja convenção de 1954 define o estatuto dos apátridas
Imigração 10 de julho de 2026

Estatuto do apátrida: o que muda com a nova lei aprovada no Parlamento

O Parlamento aprovou em votação final o novo estatuto do apátrida em Portugal, com um quadro legal próprio para quem não tem nacionalidade de nenhum país.

Portugal vai passar a ter um quadro legal próprio para as pessoas que não são reconhecidas como nacionais por nenhum país. O novo estatuto do apátrida foi aprovado em votação final global no Parlamento no início de julho, com uma maioria rara nos tempos que correm: toda a esquerda, PSD e Iniciativa Liberal votaram a favor, o CDS absteve-se e apenas o Chega votou contra. Alguém que nenhum Estado reconhece como seu cidadão — sem passaporte, sem…

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Documentos fiscais e calculadora sobre uma mesa (imagem ilustrativa)
Imigração 9 de julho de 2026

IFICI: o regime fiscal que substituiu o RNH — quem paga 20% de IRS em 2026

O IFICI aplica uma taxa especial de 20% aos rendimentos de trabalho de novos residentes em atividades elegíveis, durante 10 anos. Quem pode aderir, prazos e como pedir.

A resposta direta: o IFICI — Incentivo Fiscal à Investigação Científica e Inovação — é o regime que substituiu o Residente Não Habitual (RNH) e permite a novos residentes em Portugal pagar uma taxa especial de 20% de IRS sobre rendimentos de trabalho dependente e independente de atividades elegíveis, durante 10 anos. É mais exigente do que o antecessor, mas para quem se qualifica continua a ser dos regimes mais competitivos da Europa. As condições de base…

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Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa
Imigração 8 de julho de 2026

EES: como funciona o novo sistema de fronteiras da UE que acabou com os carimbos

O Sistema de Entrada/Saída (EES) da UE está totalmente operacional desde 10 de abril de 2026: regista biometria de cidadãos não-UE em estadias curtas e substituiu o carimbo no passaporte. Guia completo.

O carimbo no passaporte morreu. Desde 10 de abril de 2026, o Sistema de Entrada/Saída da União Europeia — EES, na sigla inglesa — está totalmente operacional em 29 países europeus, incluindo Portugal, e substitui o velho carimbo de tinta por um registo digital com fotografia e impressões digitais. Se tem familiares ou amigos fora da UE que o visitam, ou se é residente com passaporte de país terceiro, isto interessa-lhe diretamente. O EES é um sistema…

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Palácio das Necessidades, sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa
Imigração 8 de julho de 2026

Visto de procura de trabalho em Portugal: o que mudou em 2026 e quem pode pedir

O visto de procura de trabalho foi suspenso em outubro de 2025 e vai regressar apenas para profissionais qualificados. Eis o ponto da situação em 2026 e as alternativas.

A resposta curta: o antigo visto de procura de trabalho, tal como existia, já não está disponível — foi suspenso em 23 de outubro de 2025, com a entrada em vigor da Lei n.º 61/2025, e os consulados portugueses deixaram de aceitar pedidos nessa modalidade. No seu lugar vai nascer um visto de procura de trabalho reservado a profissionais qualificados, que à data em que escrevemos ainda aguarda regulamentação completa. Durante três anos, este visto foi uma…

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Notas de euro numa carteira
Imigração 7 de julho de 2026

Meios de subsistência: quanto dinheiro é preciso para um visto de Portugal em 2026?

Em 2026, os meios de subsistência para vistos portugueses partem dos 920 euros mensais (o salário mínimo): 100% para o requerente, 50% por adulto extra e 30% por filho. Veja as contas.

A resposta curta: em 2026, a referência são 920 euros por mês — o valor do salário mínimo nacional, fixado pelo Decreto-Lei n.º 139/2025. É a partir daí que os consulados fazem as contas aos "meios de subsistência", o requisito obrigatório de qualquer visto de longa duração para Portugal. Quem pede o visto tem de provar que consegue viver cá com o seu próprio dinheiro — ou que estará em condições de o obter depois de entrar. A regra base é uma percentagem…

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