Os relógios atrasam uma hora esta madrugada (e em Lisboa o sol vai pôr-se às 17h44)
Na madrugada de domingo, 25 de outubro, às 2h00 no continente e na Madeira passa a ser 1h00; nos Açores, à 1h00 passa a ser meia-noite. Fizemos as contas ao pôr do sol em seis cidades: no domingo chega uma hora mais cedo do que no sábado, das 17h30 em Bragança às 18h23 no Funchal.
Esta noite dorme-se mais uma hora. Na madrugada de domingo, 25 de outubro, quando os relógios do continente e da Madeira marcarem 2h00, voltam a ser 1h00. Nos Açores a mudança é à mesma hora universal, o que lá quer dizer que à 1h00 passa a ser meia-noite.
O telemóvel e o computador tratam disso sozinhos. O forno, o micro-ondas, o relógio do carro e aquele relógio de parede que ninguém acerta desde março ficam por sua conta.
O que muda ao fim da tarde
A parte que se sente é a luz. Fizemos as contas ao pôr do sol em seis cidades, com as efemérides solares de cada uma, e a diferença entre sábado e domingo é de uma hora certa. Em Lisboa, o sol põe-se por volta das 18h45 no sábado e das 17h44 no domingo.
Bragança fica às escuras primeiro, perto das 17h30. Porto (17h39), Faro (17h42) e Ponta Delgada (17h51, hora dos Açores) ficam pelo meio. O Funchal ganha a todos, com o sol a desaparecer por volta das 18h23.
Em troca, as manhãs clareiam. Quem sai de casa às 7h30 em Lisboa já não sai de noite: o nascer do sol passa de cerca das 7h55 para as 6h56. E o encolher continua até ao solstício. A 21 de dezembro, Lisboa terá o pôr do sol perto das 17h18 e Bragança antes das 17h00.
Porque é que ainda mudamos a hora
A regra é europeia. A Diretiva 2000/84/CE manda todos os Estados-membros mudar a hora no último domingo de outubro e no último domingo de março, à 1h00 de Tempo Universal, ao mesmo tempo em toda a União. É por isso que a hora de verão volta a 28 de março de 2027.
Era para ter acabado. Em 2018, depois de uma consulta pública com 4,6 milhões de respostas, a Comissão Europeia propôs pôr fim às mudanças, e o Parlamento Europeu aprovou em 2019 que terminassem em 2021. Faltou o acordo dos governos no Conselho, onde a proposta ficou parada desde então.
Portugal tem defendido manter o sistema atual. Do lado de lá do Atlântico, os Estados Unidos também andam a discutir o assunto, e já tínhamos contado como o Congresso americano esteve perto de fixar a hora de verão para sempre. Em Bruxelas, a Comissão encomendou em fevereiro um estudo a dez cenários, incluindo hora de verão ou de inverno permanentes, com resultados esperados para o fim de 2026.
Até lá, a rotina é a mesma de sempre: domingo de manhã, conte com uma hora a mais na cama e com um fim de tarde bem mais curto.
Por Marta Carneiro
Gráfico: Tugadaily, cálculos próprios de efemérides solares