Segunda-feira há greve na função pública. Antes de levar os filhos à escola, confirme se abre
O STTS e a FESINAP convocaram uma greve de 24 horas para 2 de novembro que abrange escolas, centros de saúde, hospitais, registos e Segurança Social. Na educação não há serviços mínimos, por isso há escolas que podem fechar. A Frente Comum já marcou outra paralisação para 20 de novembro.
Segunda-feira, 2 de novembro, é dia de greve em boa parte da Administração Pública. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS) e a federação FESINAP convocaram uma paralisação de 24 horas, e as escolas já estão a avisar os pais: há agrupamentos que admitem, no próprio aviso publicado esta semana, que a greve “poderá mesmo encerrar escolas”.
O conselho é simples. Antes de deixar a criança ao portão, confirme se a escola abre e em que condições.
Quem pode parar
O pré-aviso é largo. Cobre trabalhadores com vínculo público ou contrato individual, de carreiras gerais e especiais, e inclui a Polícia Municipal. Na prática, o impacto deve sentir-se sobretudo onde os assistentes operacionais seguram o dia a dia: escolas e jardins de infância (vigilância, limpeza, refeitórios), centros de saúde e hospitais.
A lista não acaba aí. Registos e Notariado, tribunais, Segurança Social, a DGAV e a proteção civil também estão no âmbito da convocatória, e onde houver associados podem ser afetadas IPSS e Misericórdias.
A greve vai das 0h às 24h. Para quem trabalha por turnos, pode começar no turno que arranca depois das 20h de domingo.
O que fica garantido
Na saúde há serviços mínimos nas unidades que funcionam 24 horas por dia, e o sindicato garante quimioterapia, imunoterapia, hemodiálise e dádivas de sangue. Consultas, exames e cirurgias programadas podem ser remarcados.
Na educação não há serviços mínimos. É por isso que cada direção decide no próprio dia, com o pessoal que tiver.
O que pedem
Entre as reivindicações estão um cartão de refeição de 10,20 euros por dia, isento de imposto, a negociar num acordo coletivo; mudanças no SIADAP para que os pontos acumulados não se percam quando alguém muda de carreira; o reconhecimento da carreira dos assistentes de ação educativa; e um subsídio de risco para os técnicos auxiliares de saúde. O STTS diz esperar uma adesão entre 80% e 90%. O número real só se saberá na segunda-feira.
E há outra a 20 de novembro
Não é a única data a apontar. A Frente Comum, da CGTP, marcou greve nacional da Administração Pública para 20 de novembro, quatro dias antes da votação final global do Orçamento, que passou na generalidade com a abstenção do PS. Em outubro, recorde-se, já tinha havido a greve das carreiras gerais de 2 de outubro. Novembro promete ser um mês de portões fechados.
Por Marta Carneiro
Ilustração: Tugadaily