Programa AVANÇAR: empresas recebem até 12,4 mil euros por contratar jovens sem termo
O programa AVANÇAR do IEFP apoia contratações sem termo de jovens qualificados com salário desde 1.330 euros: até 12,4 mil euros por contrato e desconto na TSU.
Candidatar / Saber maisContratar um jovem qualificado sem termo pode valer a uma empresa portuguesa entre 8,6 mil e 12,4 mil euros de apoio direto — mais metade das contribuições para a Segurança Social. É esta a proposta do AVANÇAR, o programa do IEFP pensado para tirar os jovens do carrossel dos contratos precários e dos salários de entrada baixos.
Como funciona o programa AVANÇAR?
A lógica assenta em três pernas. A empresa recebe um apoio financeiro entre 8,6 mil e 12,4 mil euros por cada contratação sem termo de um jovem qualificado, desde que o salário base seja igual ou superior a 1.330 euros. A isto soma-se o desconto de 50% nas contribuições para a Segurança Social. E o próprio jovem recebe uma bolsa mensal de 150 euros paga pelo IEFP durante o primeiro ano — um empurrão direto no rendimento de quem começa.
Quem pode candidatar-se e onde?
As candidaturas são feitas pelas empresas na plataforma iefponline, onde a medida e os requisitos estão detalhados; a apresentação oficial do programa está no site do IEFP. A meta pública é ambiciosa: chegar aos 25 mil jovens com contrato permanente e salário de pelo menos 1.330 euros. Para o jovem contratado, o pacote fica ainda mais interessante se somado ao IRS Jovem, que isenta 100% do imposto no primeiro ano — e quem prefere criar o próprio posto tem os apoios INICIAR ao empreendedorismo jovem.
Porque é que a medida existe?
Porque Portugal forma bem e paga tarde: a fuga de licenciados para fora deve-se menos à falta de emprego e mais à qualidade do primeiro contrato. Atacar a precariedade de entrada — contrato sem termo, salário acima da média de arranque, custos patronais aliviados — é a aposta para que a primeira oportunidade a sério apareça cá dentro, não em Amesterdão.
Para as empresas que se queixam de não segurar talento, o recado é simples: o Estado está a pagar parte da fatura. O resto — o projeto, a equipa, a razão para ficar — continua a ser da casa.
Por Miguel Sarmento
Imagem ilustrativa · Foto: Mikhail Nilov / Pexels