Quarto para estudar: o que muda no alojamento universitário em 2026/27
Reforma da ação social, apoio de 160 euros por mês e várias fases de candidatura a residências. O guia para quem entra ou regressa ao ensino superior.
Encontrar um quarto perto da faculdade é, para muitas famílias, tão stressante como as próprias notas de acesso. Para o ano letivo 2026/27 há novidades que convém conhecer a tempo — porque os prazos não esperam por ninguém.
Quais os prazos das candidaturas ao alojamento estudantil?
Para quem já está inscrito, a candidatura ao alojamento nas residências decorreu entre 25 de maio e 30 de junho. Para quem entra pela primeira vez, há três fases mais tarde: 24 a 27 de agosto, 14 a 16 de setembro e 30 de setembro a 2 de outubro. Vale a pena marcar estas datas no calendário, porque as vagas nas residências são limitadas e a prioridade vai para os estudantes bolseiros da ação social.
A reforma que pode mudar as contas
Há também uma mudança de fundo. Em maio, o Governo aprovou uma reforma do sistema de ação social no ensino superior, prevista para entrar em vigor já em 2026/27, com a promessa de que nenhum aluno fica de fora por razões económicas. A ideia é calcular a bolsa a partir da diferença entre o custo real de estudar naquele concelho — propina, alimentação, transporte e alojamento — e o rendimento do agregado.
Para os deslocados alojados em residência há um apoio mensal que pode chegar aos 160 euros, além de um complemento de alojamento ligado ao valor pago na residência. Não resolve tudo, mas alivia a fatura de quem tem de sair de casa para estudar.
Quem não consegue lugar numa residência cai no mercado privado, onde a pressão é conhecida — veja como estão as rendas em 2026. Toda a informação oficial sobre bolsas e alojamento está na DGES.
Imagem ilustrativa · Foto: Sulaiman Afrij / Pexels