Cheque-Formação: o apoio do Estado para quem quer estudar sem parar de trabalhar
O IEFP comparticipa formação a quem já trabalha, com especial atenção às competências digitais. Como funciona e por onde se começa a candidatura.
Há uma ideia que ganhou força nos últimos anos: aprender não acaba quando se arranja emprego. O problema é que a formação custa dinheiro e tempo, dois luxos que nem sempre sobram. É aí que entra o Cheque-Formação, um apoio do IEFP pensado precisamente para quem já trabalha e quer atualizar-se sem esvaziar a carteira.
Como funciona
A lógica é simples: o Estado comparticipa parte (ou a totalidade, dentro de um limite) do custo de ações de formação profissional. A variante mais falada é a do digital, que chega a cobrir várias centenas de euros para quem quer melhorar competências informáticas — de folhas de cálculo a ferramentas mais avançadas. O apoio destina-se a pessoas empregadas, seja por conta de outrem, a recibos verdes ou em nome individual, e não exige um nível de partida específico.
O que ter em conta
Como em quase tudo o que envolve fundos públicos, o segredo está nos pormenores. A formação tem de ser dada por uma entidade certificada, é preciso ter a situação regularizada perante as Finanças e a Segurança Social, e há documentos a juntar na candidatura, feita através do portal iefponline. Os montantes e os prazos vão mudando a cada edição, por isso vale sempre a pena confirmar as condições em vigor antes de contar com o cheque.
O balanço é positivo para quem tem disciplina: é dinheiro público a servir para exatamente aquilo que devia — tornar as pessoas mais preparadas para o mercado de trabalho.
Veja também: os apoios do Portugal 2030 para empresas. Medidas e candidaturas no portal do IEFP.
Por Miguel Sarmento
Imagem ilustrativa · Foto: Pexels