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Vista da cidade do Porto, sede da CCDR Norte
Oportunidades 9 de julho de 2026

CCDR Norte: concurso para dois técnicos superiores com candidaturas até 28 de julho

A CCDR Norte abriu concurso para dois técnicos superiores na área do ordenamento do território, com candidaturas de 8 a 28 de julho de 2026.

Onde
Região Norte
Organização
CCDR Norte
Prazo
28 de julho de 2026
Candidatar / Saber mais

Quem procura entrar na função pública no Norte tem uma vaga concreta em cima da mesa: a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte) abriu concurso para dois técnicos superiores na Divisão de Ordenamento e Sustentabilidade do Território, com candidaturas de 8 a 28 de julho de 2026.

Quem se pode candidatar?

O concurso destina-se a técnicos superiores e enquadra-se na área do ordenamento e sustentabilidade do território — trabalho ligado ao planeamento e à gestão do uso do solo na região. As condições exatas de habilitações e requisitos constam do aviso integral, publicado nos procedimentos concursais da CCDR Norte (referência OE202605/1710).

Até quando há tempo?

As candidaturas estão abertas até 28 de julho de 2026. Convém ler o aviso completo antes de submeter, porque na função pública os detalhes formais — método de candidatura, documentos e prazos — contam tanto como o perfil.

Para o panorama mais alargado, veja o nosso apanhado do emprego público e concursos e dos avisos do Portugal 2030 para empresas. O aviso oficial está no site da CCDR Norte.

Por Miguel Sarmento

Imagem: xiquinhosilva from Cacau / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Fachada da Loja do Cidadão do Porto
Oportunidades 12 de julho de 2026

Empresa na Hora: como criar uma empresa em Portugal por 360 euros — guia 2026

A Empresa na Hora permite constituir uma sociedade num balcão do IRN em menos de uma hora, por 360 euros. O que inclui, que documentos levar e o que fazer depois.

Criar uma empresa em Portugal pode demorar menos do que um almoço: através do serviço Empresa na Hora, uma sociedade fica constituída num único balcão, num único momento, por 360 euros. É provavelmente o serviço público português mais elogiado por quem chega de fora — e continua a ser, em 2026, o caminho mais rápido para passar de ideia a empresa com número de matrícula.

Quanto custa a Empresa na Hora?

O valor base é 360 euros, pago no ato, e inclui o essencial: o registo comercial da sociedade, as publicações legais obrigatórias e um ano de acesso à certidão permanente. Há custos adicionais em casos específicos: associar uma marca no mesmo ato custa mais 200 euros (e 44 euros por cada classe extra de produtos ou serviços), e entradas de capital com bens não monetários pagam 50 euros por cada imóvel, quota ou participação.

Quem preferir tratar de tudo à distância tem a alternativa Empresa Online, no portal ePortugal: sai por 220 euros se usar um pacto social pré-aprovado, ou 360 euros com pacto elaborado pelos sócios. O serviço presencial está disponível nos balcões do IRN, em conservatórias e Lojas do Cidadão por todo o país — a lista oficial e as condições estão na página do serviço no gov.pt.

Que documentos são precisos?

Menos do que se imagina. Cada sócio leva documento de identificação (cartão de cidadão, passaporte ou título de residência), NIF português e, se aplicável, número de Segurança Social. No balcão, escolhe-se uma firma da bolsa de nomes pré-aprovados — ou leva-se um certificado de admissibilidade pedido previamente, se quiser um nome à medida — e adota-se um dos pactos sociais padrão. O capital social é livre: desde a reforma de 2011, uma sociedade por quotas pode nascer com um euro por sócio, embora um capital simbólico demasiado baixo possa pesar na credibilidade junto de bancos e fornecedores.

No fim do balcão, sai com quase tudo: matrícula, NIPC (o NIF da empresa), pacto social, código de acesso à certidão permanente e inscrição automática na Segurança Social.

E depois da constituição?

A empresa existe, mas ainda não pode faturar. Faltam três passos que tramam quem se distrai: entregar a declaração de início de atividade nas Finanças no prazo de 15 dias (exige contabilista certificado para sociedades), abrir conta bancária da empresa e depositar o capital, e verificar se a atividade exige licenças específicas. Só depois disso chegam as primeiras faturas.

Vale a pena fazer contas antes de escolher o figurino: para quem vai começar sozinho e sem estrutura, abrir atividade como trabalhador independente é mais barato e reversível; a sociedade compensa quando há sócios, risco a limitar ou faturação a crescer. E para quem está a chegar a Portugal com um projeto de negócio, o processo encaixa no percurso do visto D2 para empreendedores.

Perguntas frequentes

Um estrangeiro pode usar a Empresa na Hora?

Sim. Basta ter documento de identificação válido e NIF português — não é preciso ser residente. Sócios não residentes devem contar com o passo prévio de obter o NIF, que pode exigir representante fiscal.

Posso criar qualquer tipo de empresa neste balcão?

O serviço cobre sociedades por quotas (Lda.), unipessoais por quotas e anónimas (SA). Ficam de fora sociedades cujo capital envolva entradas em espécie que exijam avaliação, e atividades que dependam de autorizações prévias especiais.

A Empresa na Hora inclui contabilista?

Não. A empresa sai do balcão constituída, mas a declaração de início de atividade nas Finanças exige um contabilista certificado — convém ter um escolhido antes de ir ao balcão.

Por Miguel Sarmento

Imagem: Wikimedia Commons

Secretária de trabalho com portátil e faturas
Oportunidades 12 de julho de 2026

Recibos verdes: como abrir atividade nas Finanças e começar a faturar — guia 2026

Abrir atividade nas Finanças é gratuito, online e demora minutos. IVA, Segurança Social, isenções do primeiro ano: o guia dos recibos verdes em 2026.

Antes de emitir o primeiro recibo verde em Portugal há um passo obrigatório: abrir atividade nas Finanças. A boa notícia cabe numa frase — é gratuito, faz-se online no Portal das Finanças em menos de 15 minutos, e no primeiro ano há isenções que aliviam bastante a entrada na vida de trabalhador independente.

Como abrir atividade nas Finanças?

No Portal das Finanças, com as suas credenciais, procure “Início de Atividade” e preencha a declaração: escolhe o código da atividade (CAE ou código CIRS), estima o volume de negócios para o ano e indica o IBAN. A Segurança Social é notificada automaticamente — não precisa de segunda inscrição — e pode emitir recibos no próprio dia, também através do portal. Se estimar até 15.000 euros de faturação anual, fica no regime de isenção de IVA do artigo 53.º: não cobra IVA aos clientes nem entrega declarações periódicas.

Quanto se paga de Segurança Social nos recibos verdes?

No primeiro ano, nada — desde que nunca tenha trabalhado por conta própria (ou não o faça há pelo menos três anos), tem isenção total de contribuições durante 12 meses. A partir daí, a regra geral é uma contribuição de 21,4% sobre o rendimento relevante, apurado nas declarações trimestrais que passa a entregar à Segurança Social. No IRS, os rendimentos entram na categoria B; muitos clientes empresariais fazem retenção na fonte, e quem fatura pouco pode pedir dispensa. Vale a pena fazer as contas com calma no primeiro ano — e se tem menos de 35 anos, confirme se consegue somar o desconto do IRS Jovem ao pacote.

Que apoios existem para quem começa?

Trabalhar por conta própria não tem de ser um salto sem rede. O IEFP comparticipa formação através do Cheque-Formação, e o guia oficial do trabalhador independente, com todas as obrigações fiscais e contributivas, está publicado no portal gov.pt.

Perguntas frequentes

Preciso de contabilista?

No regime simplificado, não — a maioria dos independentes trata de tudo no portal. Com contabilidade organizada, sim.

Posso ter recibos verdes e contrato de trabalho ao mesmo tempo?

Pode; os rendimentos são tributados nas categorias respetivas e a acumulação é comum.

Fechar a atividade custa dinheiro?

Não — a cessação também é gratuita e online.

Por Miguel Sarmento

Imagem ilustrativa · Foto: Kaboompics / Pexels

Avião da TAP Air Portugal na pista
Oportunidades 12 de julho de 2026

Programa Regressar 2026: os apoios para emigrantes que voltam a Portugal

O Programa Regressar dá 50% de desconto no IRS durante cinco anos e um apoio financeiro do IEFP que pode passar os 6.500 euros. 2026 é o último ano garantido do regime — veja quem pode pedir.

Candidatar / Saber mais

A resposta curta: quem emigrou e volta a fixar residência em Portugal pode pagar metade do IRS durante cinco anos e ainda receber um apoio financeiro do IEFP para as despesas do regresso — é este o pacote do Programa Regressar, em vigor até 31 de dezembro de 2026. Para quem anda há anos a adiar a mudança, o calendário passou a ser um argumento: 2026 é o último ano garantido do regime.

Quem pode beneficiar do Programa Regressar?

O desenho é simples: destina-se a quem já foi residente fiscal em Portugal, esteve fora pelo menos três anos e volta a tornar-se residente cá. O benefício abrange também a família que regressa junto. Não interessa o país de onde vem nem a profissão que traz — interessa o regresso e a situação fiscal e contributiva regularizada.

Quanto vale o desconto no IRS?

É a peça mais valiosa do pacote: 50% dos rendimentos do trabalho (por conta de outrem ou independente) ficam isentos de IRS durante cinco anos, contados a partir do ano em que volta a ser residente fiscal, para rendimentos até 250 mil euros anuais. Na prática, um salário de 30 mil euros brutos é tributado como se fossem 15 mil. É um regime diferente — e acumulável no tempo, não em simultâneo — de outros descontos fiscais em vigor, como o IRS Jovem ou o IFICI, que substituiu o RNH.

Que apoio financeiro dá o IEFP?

Um empurrão para os custos concretos da mudança: o apoio base ronda os 3.760 euros e pode ultrapassar os 6.500 euros com as majorações — por filhos que regressam consigo, ou por fixação num território do interior. Cobre despesas de viagem, transporte de bens e reinstalação, e exige que comece (ou tenha começado) a trabalhar em Portugal. As candidaturas fazem-se por fases no portal do IEFP, com autenticação da Segurança Social Direta ou Chave Móvel Digital, e podem ser submetidas ainda no estrangeiro; as condições e os prazos de cada fase estão na página oficial do IEFP.

Perguntas frequentes

Preciso de ter emprego garantido antes de voltar?

Para o benefício fiscal, não — basta voltar a ser residente e ter rendimentos de trabalho cá. Para o apoio financeiro do IEFP, sim: ele está ligado ao início de uma atividade laboral em Portugal.

E se eu nunca fui residente em Portugal?

Aí o Regressar não se aplica — o regime é mesmo para quem volta. Recém-chegados de primeira viagem têm outros caminhos, como o IFICI para profissões qualificadas.

O programa vai ser prorrogado?

Já foi prorrogado no passado, mas nada está decidido para lá de 2026. Quem está a planear o regresso faz bem em não contar com prorrogações.

Por Miguel Sarmento

Imagem: Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Equipa jovem a trabalhar em conjunto num escritório
Oportunidades 11 de julho de 2026

Estágios INICIAR e +Talento: candidaturas ao IEFP terminam a 30 de julho

As candidaturas das empresas aos Estágios INICIAR e Estágios +Talento do IEFP terminam às 18h00 de 30 de julho de 2026, ou quando esgotar a dotação. Saiba como funcionam e quem pode candidatar-se.

Prazo
30 de julho de 2026
Candidatar / Saber mais

Termina a 30 de julho, às 18h00, o primeiro período de candidaturas a duas medidas de estágios do IEFP: os Estágios INICIAR e os Estágios +Talento. O prazo corre desde fevereiro, mas há um detalhe importante — as candidaturas fecham mais cedo se a dotação orçamental esgotar antes. Quem tem uma vaga para preencher ou um estágio em vista não deve deixar para a última semana.

O que são os Estágios INICIAR e +Talento?

São medidas de apoio do IEFP em que o Estado comparticipa estágios profissionais: o INICIAR dirige-se sobretudo a quem procura uma primeira experiência de trabalho, enquanto o +Talento aposta em perfis qualificados que as empresas queiram atrair e reter. Em ambos os casos, é a entidade empregadora que se candidata, submetendo o pedido no portal iefponline; o estagiário beneficia de bolsa e enquadramento definidos pela medida.

Até quando decorrem as candidaturas?

O primeiro período de candidaturas de ambas as medidas decorre até às 18h00 do dia 30 de julho de 2026 — ou até ser atingida a dotação disponível, o que acontecer primeiro. E julho é mês de prazos em catadupa: também a 31 de julho fecha o aviso PESSOAS-2026-4 do Portugal 2030, com 14,4 milhões de euros para apoiar a formação contínua de docentes e formadores, submetido através do Balcão do Portugal 2030.

Para as empresas, é a hipótese de contratar com custos partilhados; para quem está a começar, pode ser a porta de entrada. E se o objetivo for contratar jovens sem passar por estágio, vale a pena espreitar o programa AVANÇAR e os seus apoios à contratação — julho está mesmo a pagar para se trabalhar.

Por Miguel Sarmento

Imagem ilustrativa · Foto: fauxels / Pexels

Vista de Sines e da sua zona costeira
Oportunidades 11 de julho de 2026

Refinaria de antimónio em Sines: 150 empregos diretos e 300 indiretos até 2030

A ACM vai instalar uma refinaria de antimónio em Sines com 150 empregos diretos qualificados e cerca de 300 indiretos. Operação deve arrancar em 2030.

Sines vai ganhar uma refinaria de antimónio — e com ela cerca de 150 empregos diretos altamente qualificados e mais uns 300 indiretos. A ACM — Alchemy & Critical Metals reservou um terreno de 131 mil metros quadrados na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS) para instalar a unidade, que deverá começar a operar em 2030.

Que empregos vai criar a refinaria de Sines?

A empresa fala em postos de trabalho qualificados — engenharia, operação industrial, química, manutenção — além do emprego indireto que uma unidade destas puxa: logística, serviços, construção. O contrato de reserva do terreno foi assinado a 15 de junho com a aicep Global Parques, que gere a ZILS, e o anúncio público chegou no início de julho. Quem quer posicionar-se para estas vagas tem quatro anos de avanço — e entretanto há apoios à contratação como o programa AVANÇAR para quem procura já.

Porque é que o antimónio interessa tanto?

Porque a Europa quase não o produz. O antimónio está na lista de matérias-primas críticas da União Europeia — é essencial para baterias, semicondutores, defesa e energia — e a sua refinação está concentrada em poucos mercados, com a China à cabeça. A unidade de Sines está desenhada para 10 mil toneladas anuais de antimónio metálico, 7.500 de produção primária e 2.500 de reciclagem, o que a torna uma peça rara no puzzle industrial europeu. A lista oficial de matérias-primas críticas pode ser consultada no portal da Comissão Europeia.

Sines já tem o porto, o TGV prometido e agora um metal crítico no horizonte. Para uma vila que vive de olhar para o mar, o futuro parece cada vez mais feito em terra.

Por Miguel Sarmento

Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Equipa jovem em reunião de trabalho num escritório
Oportunidades 10 de julho de 2026

Programa AVANÇAR: empresas recebem até 12,4 mil euros por contratar jovens sem termo

O programa AVANÇAR do IEFP apoia contratações sem termo de jovens qualificados com salário desde 1.330 euros: até 12,4 mil euros por contrato e desconto na TSU.

Candidatar / Saber mais

Contratar um jovem qualificado sem termo pode valer a uma empresa portuguesa entre 8,6 mil e 12,4 mil euros de apoio direto — mais metade das contribuições para a Segurança Social. É esta a proposta do AVANÇAR, o programa do IEFP pensado para tirar os jovens do carrossel dos contratos precários e dos salários de entrada baixos.

Como funciona o programa AVANÇAR?

A lógica assenta em três pernas. A empresa recebe um apoio financeiro entre 8,6 mil e 12,4 mil euros por cada contratação sem termo de um jovem qualificado, desde que o salário base seja igual ou superior a 1.330 euros. A isto soma-se o desconto de 50% nas contribuições para a Segurança Social. E o próprio jovem recebe uma bolsa mensal de 150 euros paga pelo IEFP durante o primeiro ano — um empurrão direto no rendimento de quem começa.

Quem pode candidatar-se e onde?

As candidaturas são feitas pelas empresas na plataforma iefponline, onde a medida e os requisitos estão detalhados; a apresentação oficial do programa está no site do IEFP. A meta pública é ambiciosa: chegar aos 25 mil jovens com contrato permanente e salário de pelo menos 1.330 euros. Para o jovem contratado, o pacote fica ainda mais interessante se somado ao IRS Jovem, que isenta 100% do imposto no primeiro ano — e quem prefere criar o próprio posto tem os apoios INICIAR ao empreendedorismo jovem.

Porque é que a medida existe?

Porque Portugal forma bem e paga tarde: a fuga de licenciados para fora deve-se menos à falta de emprego e mais à qualidade do primeiro contrato. Atacar a precariedade de entrada — contrato sem termo, salário acima da média de arranque, custos patronais aliviados — é a aposta para que a primeira oportunidade a sério apareça cá dentro, não em Amesterdão.

Para as empresas que se queixam de não segurar talento, o recado é simples: o Estado está a pagar parte da fatura. O resto — o projeto, a equipa, a razão para ficar — continua a ser da casa.

Por Miguel Sarmento

Imagem ilustrativa · Foto: Mikhail Nilov / Pexels

Jovem profissional a trabalhar ao computador
Oportunidades 10 de julho de 2026

IRS Jovem 2026: quem tem direito, quanto poupa e como pedir

O IRS Jovem dá isenção de 100% no primeiro ano e dura 10 anos, para quem tem até 35 anos, com limite de 29.542 euros. Regras, escalões e como ativar.

Se tem até 35 anos e trabalha em Portugal, o IRS Jovem pode significar não pagar imposto nenhum sobre o salário durante o primeiro ano — e pagar menos durante uma década. O regime vale para rendimentos até 29.542,15 euros por ano e já não exige qualquer diploma: basta a idade e o início da vida ativa.

Quem tem direito ao IRS Jovem em 2026?

Todos os jovens até aos 35 anos com rendimentos de trabalho dependente (salário) ou independente (recibos verdes), independentemente da escolaridade — a exigência de grau académico caiu em 2025. O benefício dura até 10 anos de rendimentos, seguidos ou interpolados, e não está ligado a um único empregador: acompanha a pessoa, não o contrato.

Quanto se poupa com o IRS Jovem?

A isenção é decrescente ao longo dos 10 anos: 100% no primeiro ano, 75% do segundo ao quarto, 50% do quinto ao sétimo e 25% do oitavo ao décimo. O teto é 55 vezes o IAS — em 2026, 29.542,15 euros anuais (o IAS está nos 537,13 euros). O que exceder esse valor paga IRS às taxas normais; o que fica abaixo beneficia da percentagem do ano em curso. Na prática, um recém-licenciado com salário médio pode poupar bem mais de mil euros logo no primeiro ano.

Como pedir o IRS Jovem?

Há dois momentos. No dia a dia, pode comunicar ao empregador que quer aplicar o regime na retenção mensal — sente o alívio no salário de cada mês. Na entrega anual da declaração, tem de assinalar a opção pelo IRS Jovem no anexo respetivo; é isso que consolida o benefício. Simulações e detalhes estão no Portal das Finanças e a apresentação do regime no gov.pt.

Num mercado onde os setores que pagam melhor continuam a disputar talento, este é dinheiro deixado em cima da mesa por desconhecimento — e quem está a começar pode somar-lhe os apoios do IEFP à criação do próprio emprego.

Perguntas frequentes

Mudei de emprego: perco o benefício?

Não — os anos contam consigo, não com a empresa; retoma no novo contrato onde ia.

Trabalho a recibos verdes: também conta?

Sim, o regime cobre rendimentos das categorias A e B nas mesmas condições.

E se ganhar mais do que o limite?

Só a parte acima de 29.542,15 euros é tributada normalmente; o resto mantém a isenção do ano em que está.

Por Miguel Sarmento

Imagem ilustrativa · Foto: Ivan S / Pexels

Secretária de trabalho com computador portátil e notas
Oportunidades 10 de julho de 2026

PRR 2026: os apoios a fundo perdido que ainda estão abertos para empresas e startups

O PRR entrou no último ciclo de candidaturas: ainda há vales Coaching 4.0 de 10 mil euros e Vouchers para Startups até 30 mil euros, 100% a fundo perdido.

Candidatar / Saber mais

Ainda há dinheiro do PRR para empresas — mas 2026 é o último ciclo real de candidaturas, e os avisos fecham muito antes do fim do programa. Para quem tem um negócio ou uma startup, esta é a fase de apanhar o que resta, não de estudar o assunto para o ano.

Que apoios do PRR ainda estão abertos?

Dois destacam-se pela simplicidade. O Coaching 4.0 é um vale de 10 mil euros por empresa, 100% a fundo perdido, para contratar serviços de transformação digital do modelo de negócio — são 2.000 vales geridos pelo IAPMEI, numa dotação total de 20 milhões de euros. Já os Vouchers para Startups vão até 30 mil euros por empresa, também a fundo perdido, para desenvolver produtos ou serviços novos com forte componente digital ou impacto ambiental positivo. Além destes, continuam em execução as Agendas Mobilizadoras — 52 consórcios de empresas e centros de investigação, com prazo alargado.

Até quando posso candidatar-me ao PRR?

Depende do aviso: cada concurso define o seu próprio prazo, e muitos esgotam a dotação antes da data-limite. A regra prática é confirmar sempre a lista atualizada de avisos abertos no portal Recuperar Portugal e, no caso dos vales para empresas, as condições no site do IAPMEI. Documentação em dia — certidões, situação contributiva, registo no Balcão dos Fundos — poupa semanas no processo.

Se procura outras portas de entrada, o Estado continua a recrutar e a apoiar: veja como funciona a Bolsa de Emprego Público, que agrega os concursos da administração pública. Fundo perdido é coisa rara — quando aparece com prazo, o prazo manda.

Por Miguel Sarmento

Imagem ilustrativa · Foto: Startup Stock Photos / Pexels

Retrato de Luís de Camões, por Fernão Gomes
Oportunidades 9 de julho de 2026

Bolsas Camões 2026/2027: como funcionam as bolsas para estudar em Portugal

O Camões, I.P. atribui bolsas de licenciatura e mestrado em Portugal a estudantes de países parceiros da Cooperação Portuguesa, sobretudo dos PALOP e de Timor-Leste. Como funcionam e onde candidatar-se.

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A resposta direta: o Programa de Bolsas de Estudo do Camões — Instituto da Cooperação e da Língua financia licenciaturas e mestrados em instituições públicas de ensino superior em Portugal, destinado a cidadãos de países parceiros da Cooperação Portuguesa, com destaque para os PALOP e Timor-Leste. As candidaturas para o ano letivo 2026/2027 estão a decorrer, com processos e prazos próprios em cada país.

Quem pode candidatar-se às bolsas Camões?

O programa dirige-se a estudantes nacionais e residentes nos países parceiros — Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste — que não tenham, em simultâneo, nacionalidade portuguesa e queiram frequentar o ensino superior em Portugal. Em regra, a pré-seleção é feita pelas autoridades educativas de cada país, que depois enviam as listas ao Camões, I.P.

Como e onde se faz a candidatura?

É aqui que muita gente se perde: a candidatura não se faz num balcão único em Lisboa, mas no país de origem, através do ministério da educação local ou da embaixada de Portugal. Os prazos variam de país para país — em alguns fecham no início de julho, noutros seguem calendários próprios até ao fim do mês — pelo que o primeiro passo deve ser confirmar as datas no site do Instituto Camões e junto das autoridades locais.

O que cobre a bolsa?

As bolsas da Cooperação Portuguesa cobrem, consoante o programa, subsídio mensal e apoio ao alojamento e propinas, para frequência em instituições públicas portuguesas. Quem chega por esta via junta-se a uma comunidade lusófona estudantil com décadas de história nas universidades portuguesas.

Para quem já está em Portugal e procura outros apoios, as bolsas de estudo da DGES são o instrumento principal — e o calendário de acesso ao ensino superior marca as datas que nenhum candidato pode falhar. Estudar em Portugal continua a ser das portas de entrada mais sólidas no espaço lusófono — e estas bolsas existem precisamente para a manter aberta.

Por Miguel Sarmento

Imagem: Fernão Gomes / Wikimedia Commons (domínio público)

Universidade de Coimbra, Biblioteca Joanina
Oportunidades 8 de julho de 2026

Concurso Nacional de Acesso 2026: candidaturas ao superior de 20 de julho a 6 de agosto

As candidaturas à 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao ensino superior decorrem de 20 de julho a 6 de agosto de 2026, exclusivamente online. Resultados saem a 23 de agosto.

Prazo
6 de agosto de 2026
Candidatar / Saber mais

As candidaturas à 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao ensino superior público decorrem de 20 de julho a 6 de agosto de 2026 — exclusivamente online. Se tem um estudante em casa (ou é um), estas são as duas datas e meia que interessam gravar: candidatura até 6 de agosto, resultados a 23 de agosto, reclamações até 28.

Como funciona a candidatura ao ensino superior?

Tudo se passa no sistema online da DGES: escolhem-se até seis pares curso/instituição, por ordem de preferência — e a ordem importa mais do que parece, porque o sistema coloca cada candidato na primeira opção em que a nota chegue. Vale a pena gastar uma tarde a estudar as notas do último colocado do ano passado, curso a curso, antes de ordenar a lista. Há um contingente prioritário para emigrantes, familiares e lusodescendentes, com prazo mais curto: 20 a 27 de julho, o mesmo que se aplica a quem pede substituição de provas de ingresso por exames estrangeiros.

Quem entrar tem depois contas a fazer — propinas, alojamento, material — e convém saber que as candidaturas às bolsas de estudo abrem a 14 de agosto, mesmo a tempo de quem souber a vaga a 23.

Quando saem os resultados da 1.ª fase?

A 23 de agosto. Quem ficar de fora, ou quiser tentar subir na lista, tem a 2.ª fase entre 24 de agosto e 2 de setembro. O calendário completo, o guia de candidatura e o acesso à plataforma estão no site oficial da DGES.

Por Miguel Sarmento

Imagem: Alvesgaspar / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Pátio das Escolas da Universidade de Coimbra, com estudantes a atravessar a praça
Oportunidades 8 de julho de 2026

Bolsas de estudo 2026/27: candidaturas abrem a 14 de agosto — o que preparar já

A candidatura à bolsa de estudo do ensino superior para 2026/2027 decorre de 14 de agosto a 2 de outubro de 2026, na plataforma Be-On. Guia de prazos e passos.

Prazo
2 de outubro de 2026
Candidatar / Saber mais

A resposta direta: a candidatura à bolsa de estudo do ensino superior para o ano letivo 2026/2027 pode ser apresentada entre 14 de agosto e 2 de outubro de 2026, exclusivamente online, na plataforma Be-On da DGES. Ainda faltam algumas semanas — e é exatamente por isso que agosto corre bem a quem trata da papelada em julho.

Quando abre a candidatura à bolsa de estudo 2026/27?

A janela principal vai de 14 de agosto a 2 de outubro de 2026. Quem se inscrever no ensino superior depois de 2 de outubro tem 20 dias úteis após a inscrição para se candidatar, e a mesma regra de 20 dias vale para licenciados ou mestres que iniciem estágio profissional. Fora destes casos, ainda é possível candidatar-se entre 3 de outubro de 2026 e 31 de maio de 2027 — mas com bolsa proporcional, ou seja, recebe-se apenas a parte correspondente aos meses restantes do ano letivo. Conclusão prática: dentro do prazo principal, recebe-se o ano inteiro; fora dele, perde-se dinheiro por cada mês de atraso.

Como se faz a candidatura?

Tudo passa pela plataforma Be-On da DGES. O processo cruza automaticamente dados com as Finanças e a Segurança Social, por isso o que atrasa candidaturas costuma ser a situação fiscal do agregado: IRS entregue e sem pendências, moradas atualizadas e, para quem trabalha, contribuições em dia. Vale a pena confirmar tudo isto antes de 14 de agosto. Atenção ainda a um detalhe institucional: as atribuições da DGES estão a ser integradas no novo Instituto para o Ensino Superior, mas os procedimentos de candidatura mantêm-se, e há legislação nova para 2026/27 a aguardar publicação — os valores finais podem por isso ser atualizados; confirme sempre na página oficial de prazos.

E o resto da vida de estudante?

A bolsa é metade da equação; a outra metade é o custo do quarto. Convém ler o que muda no alojamento estudantil em 2026/27, cujas candidaturas correm em paralelo, e quem vai arrendar casa pode somar o apoio do Porta 65-Jovem. Somadas as três frentes, o ano letivo fica consideravelmente mais leve para a carteira.

Perguntas frequentes

Preciso de já estar inscrito num curso?

A candidatura pode ser submetida no período principal mesmo antes de a inscrição estar concluída; o cruzamento faz-se depois. Se a inscrição for tardia, contam os 20 dias úteis.

A bolsa é só para licenciaturas?

Não — abrange também mestrados e CTeSP, nas condições fixadas pelo regulamento.

E se me candidatar em novembro?

Recebe bolsa proporcional: o valor anual calculado é dividido pelos meses que faltam. Dentro do prazo principal recebe tudo.

Por Miguel Sarmento

Imagem: Feliciano Guimarães from Guimarães, Portugal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Notas de euro de vários valores
Oportunidades 8 de julho de 2026

Salários em Portugal 2026: que setores pagam mais (e quais estão parados)

Os salários em Portugal devem subir cerca de 3,4% em 2026, mas o aumento não é igual para todos. Veja que setores puxam pela oferta e onde o ordenado estagna.

Os salários em Portugal devem subir, em média, cerca de 3,4% em 2026 — um crescimento sólido no papel, mas mais lento do que o de 2025 (3,5%) e muito desigual conforme a área em que trabalha. É a diferença entre estar num setor com falta de mão de obra ou num onde sobram candidatos.

Quanto sobem os salários em 2026?

A previsão média ronda os 3,4%, com estimativas de crescimento por trabalhador na casa dos 4%. Mas o pormenor está nas empresas: quase metade (49,5%) reduziu o orçamento para aumentos face ao ano anterior, e só cerca de 20% o aumentou. Ou seja, a média esconde muita contenção — a folga salarial não está a chegar a toda a gente ao mesmo ritmo.

Que setores pagam mais em 2026?

Os ganhos reais mais fortes estão onde falta gente: inteligência artificial e tecnologias de informação, hotelaria e restauração, logística e transportes, construção e obras públicas e a segurança privada. Nestas áreas, a escassez de profissionais qualificados obriga as empresas a subir a oferta para atrair e segurar quem sabe. Do outro lado, turismo, serviços, indústria e comércio a retalho tendem a mostrar aumentos mais fracos — em alguns casos, ordenados reais negativos —, muito por causa das margens apertadas das pequenas e médias empresas.

O que fazer com esta informação?

Se está a pensar mudar de emprego ou de área, vale a pena olhar para onde a procura aperta: é aí que se negoceia melhor. E lembre-se de que o salário mínimo subiu para 920 euros em 2026, o que puxa o chão de toda a tabela. Para o contexto macro, o Boletim Económico do Banco de Portugal tem os números oficiais de emprego e rendimentos.

Por Miguel Sarmento

Imagem: Lionel Allorge / Wikimedia Commons (ECB decisions ECB/2003/4 and ECB/2003/5)

Mapa de Portugal com a região do Alentejo destacada
Oportunidades 7 de julho de 2026

Alentejo 2030: aviso de 500 mil euros para emprego e empreendedorismo até 27 de julho

O programa Alentejo 2030 tem candidaturas abertas até 27 de julho de 2026: 500 mil euros, cofinanciados a 85% pelo FSE+, para apoiar emprego e empreendedores.

Prazo
27 de julho de 2026
Candidatar / Saber mais

Há meio milhão de euros à espera de quem trabalha pelo emprego no Alentejo — mas o prazo aperta: as candidaturas ao novo aviso do programa Alentejo 2030 fecham a 27 de julho de 2026. A dotação é cofinanciada a 85% pelo Fundo Social Europeu Mais (FSE+) e destina-se a reforçar quem apoia empreendedores e a criação de emprego na região.

Quem se pode candidatar ao aviso do Alentejo 2030?

Associações de desenvolvimento local, associações empresariais, cooperativas, incubadoras de empresas e outras entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos com atividade reconhecida na criação de emprego e no apoio ao empreendedorismo. Não é, portanto, um apoio direto a quem quer abrir um negócio — é dinheiro para capacitar as estruturas que ajudam esses projetos a nascer e a sobreviver.

O que é financiado?

Sessões de informação para potenciais empreendedores, capacitação para a elaboração de planos de negócio, mentoria e consultoria especializada para projetos em fase inicial, e ainda a produção de materiais de apoio. O aviso completo, com os critérios de elegibilidade e o formulário, está no portal do Alentejo 2030, integrado no quadro do Portugal 2030.

O aviso encaixa na vaga de fundos europeus que temos acompanhado — do lado das empresas, também o Portugal 2030 tem apoios abertos à inovação.

Para as entidades do Alentejo, a conta é simples: três semanas de prazo e 500 mil razões para não a deixar passar.

Por Miguel Sarmento

Imagem: Urgup-tur / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Sala de formação com formador e participantes
Oportunidades 6 de julho de 2026

Formação contínua de docentes: candidaturas ao PESSOAS 2030 até 31 de julho

O programa PESSOAS 2030 tem candidaturas abertas para apoiar a formação contínua de docentes, formadores e outros profissionais de educação, com prazo até 31 de julho de 2026.

Prazo
31 de julho de 2026
Candidatar / Saber mais

Quem trabalha em educação e formação tem mais umas semanas para ir buscar apoio europeu. O programa PESSOAS 2030 prorrogou o prazo do aviso destinado à formação contínua de docentes, formadores e outros profissionais de educação e formação: as candidaturas podem ser submetidas até às 18h00 de 31 de julho de 2026.

Quem pode candidatar-se ao apoio do PESSOAS 2030?

O aviso dirige-se às entidades do setor da educação e formação que promovem formação contínua destes profissionais — os requisitos concretos de elegibilidade constam do texto do aviso publicado no portal do PESSOAS 2030. Se representa uma escola, centro de formação ou entidade do setor, vale a pena confirmar o enquadramento antes de preparar a candidatura.

Como e até quando se submete a candidatura?

A submissão é eletrónica, através do balcão do Portugal 2030, até às 18h00 de 31 de julho de 2026. Como em qualquer aviso de fundos europeus, o segredo é não deixar para o último dia: os formulários pedem documentação que demora a reunir e o balcão costuma ficar congestionado na reta final.

Este é mais um prazo num julho cheio deles — veja também o apoio a ONG na área da igualdade, com candidaturas até 17 de julho. Fundos europeus não caem do céu, mas em julho passam mesmo à porta: é aproveitar enquanto a janela está aberta.

Por Miguel Sarmento

Imagem ilustrativa · Foto: Pexels