Habitação: Governo aprova despejos mais rápidos e um subsídio social de renda
O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira um novo regime de arrendamento com despejos mais céleres e um subsídio social de renda financiado por um Fundo de Emergência Habitacional.
O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira um pacote de habitação que muda duas coisas ao mesmo tempo: torna os despejos mais rápidos em caso de incumprimento e cria um subsídio social para quem não consegue pagar a renda. É uma tentativa de aliviar as duas pontas da corda ao mesmo tempo — a do senhorio que não recebe e a do inquilino que não tem como pagar.
O que muda nos despejos?
O Governo aprovou uma nova versão do regime do arrendamento urbano que acelera o despejo quando há falta de pagamento continuada, tornando as decisões judiciais mais céleres. Está também prevista a descongelação das rendas antigas anteriores a 1990, um dos pontos mais sensíveis do dossiê da habitação em Portugal.
E quem não conseguir pagar a renda?
Para essas famílias nasce um Fundo de Emergência Habitacional (FEH), que vai financiar um subsídio social de renda destinado a quem não consegue suportar as atualizações e a quem perde a casa por despejo. A ideia é que a maior facilidade em despejar não deixe pessoas na rua sem qualquer rede.
Quando entra em vigor?
Não é imediato. As alterações ao regime do arrendamento seguem por proposta de lei, que tem de passar pela Assembleia da República e ser votada. Já o Fundo de Emergência Habitacional será criado por decreto-lei, assinado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro e pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz — um caminho mais curto.
Veja também o nosso acompanhamento das rendas em Portugal e da renda acessível no Porto. As medidas oficiais são publicadas no portal do Governo.
Imagem: Thomas from Vienna, Austria / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)