Kiev sob nova vaga de mísseis e drones: pelo menos dez mortos em prédios residenciais
A Rússia lançou centenas de drones e dezenas de mísseis contra Kiev na madrugada de 6 de julho. Prédios residenciais foram atingidos em vários bairros da capital.
A Rússia voltou a atacar Kiev em massa na madrugada desta segunda-feira, 6 de julho: vagas sucessivas de drones e mísseis — incluindo dezenas de mísseis balísticos — mataram pelo menos dez pessoas e feriram mais de meia centena, segundo as autoridades ucranianas. Vários prédios de habitação foram atingidos em cheio.
O que se sabe do ataque a Kiev?
Um edifício residencial no bairro de Podil ficou parcialmente destruído entre o quinto e o nono andares, e há prédios atingidos em pelo menos quatro outros distritos da capital. Milhares de moradores passaram a noite abrigados nas estações de metro, enquanto as equipas de socorro procuravam sobreviventes nos escombros. O balanço provisório aponta para pelo menos dez mortos e dezenas de feridos — números que podem ainda subir.
Porque é que o momento importa?
O ataque acontece na véspera da cimeira da NATO, que arranca terça-feira em Ancara com a guerra na Ucrânia no topo da agenda. Horas antes, o presidente Volodymyr Zelensky tinha avisado que Moscovo preparava mais um ataque em larga escala contra a capital. O padrão repete-se: sempre que o calendário diplomático aquece, as noites em Kiev tornam-se mais longas.
Para os civis, a matemática é mais simples e mais cruel — mais uma madrugada passada debaixo de terra, mais prédios por reconstruir, mais famílias por enterrar.
Veja também: a vaga de ataques noturnos de junho e o que está em jogo na cimeira da NATO. Comunicados oficiais em president.gov.ua.
Imagem: Wikimedia Commons