LIVRE elege Mendes Lopes e Jorge Pinto: nova dupla de porta-vozes quer o partido no poder
Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto foram eleitos co-porta-vozes do LIVRE com 432 votos no congresso de Sintra. Rui Tavares sai do topo, mas não da política.
O LIVRE tem nova liderança. Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto foram eleitos co-porta-vozes no 17.º Congresso do partido, que terminou este domingo em Sintra, com a lista da atual maioria interna a somar 432 votos — 67,9% — e 11 dos 15 lugares do Grupo de Contacto, o órgão coletivo de direção. É a primeira vez que o partido escolhe uma direção sem Rui Tavares no topo da lista.
Quem manda agora no LIVRE?
A dupla Mendes Lopes-Pinto, que já vinha anunciada como a candidatura da continuidade. A lista S, encabeçada por Rodrigo Brito, conquistou três lugares com 132 votos, e a lista V, de Tiago Mota, elegeu um representante com 60. Rui Tavares mantém-se no Grupo de Contacto — desceu ao terceiro lugar da lista, como estava previsto quando o congresso arrancou com a sucessão em marcha noutros partidos também renovados este verão. Para a Assembleia, o órgão máximo entre congressos, foram eleitos 50 membros, com a deputada Filipa Pinto à cabeça, com 348 votos.
O que quer a nova direção?
Ambição, e sem rodeios: Jorge Pinto afirmou que quer o LIVRE “no poder já no próximo ciclo eleitoral”. A mensagem é clara — o partido deixou de se ver como complemento parlamentar e quer disputar governação, num momento em que a esquerda procura reorganizar-se depois de um semestre político intenso, que fecha já esta semana com o debate do Estado da Nação. Os documentos aprovados e a composição completa dos órgãos estão publicados no site oficial do partido.
A transição faz-se sem drama e com aritmética confortável. Mas a fasquia que a própria direção colocou — poder, e depressa — é agora a régua pela qual será medida.
Imagem: Partido LIVRE / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)