Trump ameaça o Irão com '1.000 mísseis' em caso de tentativa de assassinato
Trump avisou que os EUA têm 1.000 mísseis apontados ao Irão se Teerão tentar assassiná-lo, após sermões a pedir vingança pela morte de Khamenei.
Donald Trump voltou a subir o tom com Teerão. Numa publicação na Truth Social, o presidente norte-americano avisou que os Estados Unidos têm “1.000 mísseis” prontos e apontados ao Irão, a disparar caso o regime concretize uma tentativa de assassinato contra ele — prometendo “dizimar e destruir” o país se isso acontecer.
O que disse Trump exatamente?
Que os mísseis estão “locked and loaded”, que as ordens já foram dadas e que as forças norte-americanas ficarão em alerta durante um ano, prorrogável, para responder a qualquer atentado. No mesmo dia, o Tesouro dos EUA anunciou sanções contra um alegado financiador iraniano — a lista oficial de sanções é publicada pelo Departamento do Tesouro.
Porquê agora?
A ameaça surge depois de sermões coordenados de sexta-feira no Irão, com o Conselho de Política das Orações a apelar à vingança pela morte do líder supremo Ali Khamenei. É mais um degrau numa escalada que dura há semanas: o cessar-fogo entre os dois países tem-se mantido frágil desde junho e as negociações estão suspensas, sem canal diplomático estável à vista.
Para já, a retórica corre mais depressa do que os acontecimentos — não há registo de novo ataque de nenhum dos lados. Mas com juras de vingança de um lado e contagens de mísseis do outro, a margem para um erro de cálculo no Golfo continua desconfortavelmente estreita.
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