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Gráfico de barras: em 57 economias, os preços reais da habitação subiram em 39, desceram em 14 e ficaram estáveis em 4 no primeiro trimestre de 2026
Imobiliário 4 de setembro de 2026

Em 57 economias, as casas só desceram em 14. Portugal foi a que mais subiu

O BIS diz que os preços reais da habitação caíram 1,2% no mundo no primeiro trimestre. Em Portugal subiram 15,2%, o valor mais alto da lista, à frente da Macedónia do Norte e da Bulgária.

Há uma maneira desconfortável de perceber o que se passa com a habitação em Portugal, e é olhar para o resto do mundo. O Banco de Pagamentos Internacionais, o banco central dos bancos centrais, acaba de fazer as contas a 57 economias. Em 39 delas os preços reais das casas subiram, em quatro ficaram na mesma e em 14 desceram. Em nenhuma subiram tanto como cá. A subida portuguesa foi de 15,2% em termos reais no primeiro trimestre, ou seja já descontada a…

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Gráfico de barras da Tugadaily comparando a taxa de IRS sobre a renda em três regimes: 28% sem regime, 10% na renda moderada e zero no RSAA
Imobiliário 3 de setembro de 2026

Zero de IRS ou 10%: as duas contas que o senhorio tem de fazer desde 1 de setembro

O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível entrou em vigor a 1 de setembro e isenta as rendas de IRS e IRC, desde que fiquem abaixo do tecto do concelho. A alternativa é a taxa de 10%, que tem prazo de validade em 2029.

Desde 1 de setembro, quem tem uma casa para arrendar em Portugal tem duas contas a fazer, e a resposta muda de concelho para concelho. O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível substituiu o antigo Programa de Apoio ao Arrendamento, e ao lado dele entraram em vigor os Contratos de Investimento para Arrendamento. Os dois saíram do pacote fiscal da habitação aprovado em maio. A primeira conta é a mais fácil de fazer. Um contrato de habitação com renda…

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Gráfico Tugadaily: preço mediano das casas por metro quadrado em junho de 2026
Imobiliário 2 de setembro de 2026

Preços das casas em Portugal: o acompanhamento

Acompanhamento contínuo do mercado da habitação em Portugal — índice de preços do INE, avaliação bancária, rendas e acessibilidade. Atualizado a cada novo dado.

Reunimos aqui, num só sítio, a evolução do mercado da habitação em Portugal. Em vez de um artigo por cada dado novo, atualizamos esta página com o essencial: o índice de preços do INE, a avaliação bancária, as rendas e a acessibilidade para quem compra ou arrenda — que desde 1 de agosto passa também pelas novas regras do crédito à habitação, com a taxa de esforço a descer para 45%. Os dados oficiais estão no INE.

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Gráfico de barras com a prestação mensal de um crédito de 150 mil euros consoante o prazo da Euribor, e a comparação com há um ano
Imobiliário 1 de setembro de 2026

Se a sua prestação é revista este mês, são mais 70 euros do que em setembro do ano passado

A Euribor a 12 meses fechou agosto em 2,954%, máximo de dois anos. Num empréstimo de 150.000 euros a 30 anos com spread de 1%, a prestação revista em setembro fica em 712 euros por mês, contra 642 há um ano.

As médias de agosto já estão fechadas e são elas que mandam nos contratos revistos agora. A Euribor a 12 meses ficou em 2,954%, mais 0,099 pontos do que em julho e o valor mais alto dos últimos dois anos. A seis meses, a mais usada em Portugal, subiu para 2,713%. A três meses ficou em 2,513%. Traduzido para uma prestação: num empréstimo de 150.000 euros a 30 anos com spread de 1%, quem tem revisão anual passa a pagar cerca de 712 euros por mês. Em…

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Gráfico de barras com o preço mediano de um quarto para arrendar em Lisboa, Funchal, Porto, Coimbra e Portalegre no segundo trimestre de 2026
Imobiliário 28 de agosto de 2026

Arrendar um quarto em Lisboa custa 550 euros por mês. Em Portalegre, 240

A procura por quartos subiu 27% num ano e a oferta caiu 11%, mas o preço mediano nacional só mexeu 1%. Os números do idealista mostram onde o mercado apertou mesmo e onde ainda se arrenda por menos de 300 euros.

Arrendar um quarto em Portugal ficou 1% mais caro no segundo trimestre deste ano. Dito assim soa a boa notícia, e em parte é. Por baixo desse número, porém, o mercado mexeu-se muito: a procura nacional subiu 27% e a oferta caiu 11%. O preço mediano aguentou-se porque as subidas e as descidas se foram anulando pelo país fora. Os quartos ficaram mais caros em 13 dos 20 concelhos analisados. Em dois, ficaram mais baratos. Lisboa é a cidade mais cara para…

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Gráfico de barras da Tugadaily com a prestação média mensal do crédito à habitação em Portugal: 394 euros em julho de 2025, 414 euros em julho de 2026 e 731 euros nos contratos assinados nos últimos três meses
Imobiliário 23 de agosto de 2026

A prestação média da casa são 414 euros. Quem assinou contrato este verão paga 731

A taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu para 3,135% em julho, o segundo mês seguido a subir. Mas a média nacional junta dois mercados que já não se parecem um com o outro.

O boletim do crédito à habitação que o INE divulgou na quinta-feira trazia dois números na primeira linha: a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos subiu para 3,135% em julho, mais 3,4 pontos base do que em junho, e a prestação média fixou-se em 414 euros. Quatrocentos e catorze euros por mês soa quase confortável. É por isso que vale a pena ler o resto do boletim.

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Gráfico de barras Tugadaily com a percentagem de casas arrendadas em menos de 24 horas por distrito no segundo trimestre de 2026: Évora 43, Leiria 17, Porto 7 e Lisboa 5
Imobiliário 21 de agosto de 2026

Este é o distrito onde uma casa para arrendar dura menos de um dia

No segundo trimestre, 43% dos anúncios de arrendamento em Évora saíram do mercado em menos de 24 horas. Em Lisboa foram 5% e no Porto 7%. No país, o número caiu de 11% para 7% face ao trimestre anterior.

Se anda à procura de casa para arrendar em Évora, a conversa é outra. Quase metade dos anúncios da cidade desaparece antes de a maioria das pessoas conseguir sequer marcar uma visita. Os números são do idealista/data e dizem respeito ao segundo trimestre deste ano. No distrito de Évora, 43 por cento das casas anunciadas para arrendar saíram do mercado em menos de 24 horas. Olhando só para a cidade, a proporção sobe para metade.

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Gráfico de barras com a prestação mensal de um crédito de 150 mil euros a 30 anos nas Euribor a 3, 6 e 12 meses, com os fixings de 20 de agosto de 2026
Imobiliário 20 de agosto de 2026

A Euribor a seis meses está no valor mais alto desde 2024. É a taxa que indexa quase quatro em cada dez créditos

A taxa a seis meses fixou-se em 2,737% esta quinta-feira, o máximo desde 22 de novembro de 2024. Os três prazos subiram no mesmo dia, e é o de seis meses que pesa mais no crédito português.

A Euribor a seis meses fixou-se esta quinta-feira em 2,737%. É o valor mais alto desde 22 de novembro de 2024, o que dá quase 21 meses sem que esta taxa estivesse tão cara, e a subida chegou depois de os três prazos terem todos avançado no mesmo dia: a doze meses somou 0,013 pontos, para 2,990%, e a três meses somou 0,015, para 2,507%. Nenhum destes movimentos é dramático isoladamente. O que muda o cálculo é onde a subida bate — e bate no prazo que mais…

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Fachada de um edifício histórico em obras de reabilitação junto à estação de São Bento, no Porto, com a estrutura interior de madeira à vista
Imobiliário 18 de agosto de 2026

Esta lei diz que as obras em ARU sempre tiveram direito a IVA de 6%. Na prática, só conta a partir de 2022

A Lei n.º 48/2026 faz uma interpretação autêntica da verba 2.23 do Código do IVA e retroage a 2009. A Ordem dos Contabilistas Certificados avisa que o prazo de caducidade de quatro anos limita quem pode recuperar dinheiro.

Durante quinze anos houve uma armadilha escondida no IVA da reabilitação urbana. A obra estava dentro de uma área de reabilitação urbana devidamente delimitada, o empreiteiro achava que aplicava 6%, e depois a Autoridade Tributária vinha dizer que não: faltava a câmara ter aprovado uma operação de reabilitação urbana para aquela área. Resultado, 23%. A Lei n.º 48/2026 acabou de decidir que a leitura correta era sempre a primeira.

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Gráfico de barras da Tugadaily: meta do PRR 26 mil casas, previsão de 28 mil até final de agosto de 2026 e 40 mil até dezembro
Imobiliário 15 de agosto de 2026

A meta europeia eram 26 mil casas. O Governo diz que entrega 28 mil até ao fim de agosto

O prazo do PRR fecha a 31 de agosto e o 1.º Direito era a meta de habitação mais fácil de contar. Numa nota conjunta deste sábado, dois ministérios dizem que vai ser ultrapassada — e prometem 40 mil casas até dezembro.

O Plano de Recuperação e Resiliência tem uma data que não se negoceia: 31 de agosto de 2026. É o dia em que Portugal tem de mostrar a Bruxelas que cumpriu os marcos a que se comprometeu, e a habitação era um dos capítulos com a meta mais fácil de contar. Vinte e seis mil casas disponibilizadas a famílias, através do 1.º Direito, o programa público de apoio ao acesso à habitação gerido pelo IHRU com os municípios.

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O Tejo visto da margem sul, com cacilheiros atracados em primeiro plano e a Ponte 25 de Abril e Lisboa ao fundo
Imobiliário 11 de agosto de 2026

São duas travessias novas no Tejo em dez anos, e uma delas desce no Barreiro

O ministro das Infraestruturas prometeu a ponte rodoferroviária Chelas–Barreiro e o túnel Algés–Trafaria concluídos dentro de uma década. Para a margem sul, isso são dez minutos a menos até Lisboa e trinta a menos desde Setúbal.

Nos 60 anos da Ponte 25 de Abril, o ministro das Infraestruturas e Habitação escolheu falar do que ainda não existe. Miguel Pinto Luz garantiu que o Tejo terá duas travessias novas concluídas dentro de dez anos: a ponte entre Chelas e o Barreiro e o túnel entre Algés e a Trafaria. O argumento que usou é aritmético e explica bem porque é que a promessa soa grande. As grandes travessias do Tejo apareceram historicamente de trinta em trinta anos — a 25 de…

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Gráfico Tugadaily: meses de renda em atraso até o senhorio poder resolver o contrato, três hoje e dois na proposta do Governo
Imobiliário 11 de agosto de 2026

Dois meses de renda em atraso passam a bastar para acabar o contrato. A proposta ainda tem de ir ao Parlamento

A reforma do arrendamento urbano aprovada em Conselho de Ministros encurta de três para dois meses a mora que permite resolver o contrato, dá seis meses ao senhorio para agir, liberta a renda inicial dos novos contratos e mexe nos contratos anteriores a 1990.

Hoje, um inquilino tem de acumular três meses de renda em atraso para o senhorio poder pôr fim ao contrato. Na reforma que o Governo aprovou em Conselho de Ministros, bastam dois. É a mudança mais direta de um pacote que o Executivo apresenta como uma forma de trazer casas de volta ao mercado do arrendamento, e que anunciou como reforma para aumentar a oferta de habitação. Nada disto está em vigor: é uma proposta de lei, tem de ser discutida e votada na…

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Gráfico de barras com a variação anual das rendas em julho de 2026: Faro 34%, Viana do Castelo 19%, Madeira 12%, Guarda 11%
Imobiliário 10 de agosto de 2026

Qual é o distrito mais caro para arrendar casa em Portugal? Já não é Lisboa

Faro chegou a 22,5 euros por metro quadrado em julho e ultrapassou pela primeira vez o distrito de Lisboa, nos 21,4 euros. No conjunto do país as rendas subiram 0,9%, interrompendo seis meses seguidos de descidas.

Durante anos houve uma resposta automática para esta pergunta. Em julho deixou de haver. O distrito de Faro passou a ter a renda mediana mais alta do país, 22,5 euros por metro quadrado, e ficou à frente do distrito de Lisboa, nos 21,4 euros. É a primeira vez que acontece nesta série. Os dados são do índice de preços do idealista relativo a julho e chegam com um segundo número que muda o enquadramento. As rendas em Portugal subiram 0,9% face a julho do…

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Edifício do antigo Grémio da Lavoura de Coimbra visto do pátio de acesso, ladeado pelos pequenos armazéns da cooperativa
Imobiliário 10 de agosto de 2026

O antigo Grémio da Lavoura, na Baixa de Coimbra, mudou de dono por 5,8 milhões (e vai dar habitação)

A Cooperativa Agrícola de Coimbra vendeu a um fundo imobiliário espanhol o edifício junto à antiga Estação Nova, à venda desde 2019. São mais de seis mil metros quadrados de índice de construção e a escritura foi assinada na quinta-feira.

Esteve sete anos à espera de comprador e mudou de mãos na quinta-feira. A Cooperativa Agrícola de Coimbra vendeu por 5,8 milhões de euros o edifício do antigo Grémio da Lavoura, junto à desativada Estação Nova, na Baixa da cidade, a um fundo imobiliário espanhol. O negócio ficou perto do objetivo que a cooperativa tinha traçado. Segundo o presidente, Pedro Pimenta, ao longo dos anos em que o imóvel esteve no mercado as propostas que iam chegando eram…

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Gráfico de barras Tugadaily com o índice ISSI no terceiro trimestre de 2026: venda em 67 pontos e arrendamento em 50
Imobiliário 7 de agosto de 2026

A confiança no arrendamento caiu para o valor mais baixo de sempre (50,3 pontos em 100)

O índice do idealista que mede o otimismo dos agentes imobiliários recuou nos dois mercados no terceiro trimestre. Na venda desceu de 71,6 para 67,1, o mínimo desde 2024.

Quem vive de vender e arrendar casas em Portugal está mais pessimista do que em qualquer momento dos últimos dois anos e meio. O índice trimestral que mede essa temperatura, o ISSI, colocou o arrendamento em 50,3 pontos numa escala de 0 a 100 no terceiro trimestre de 2026. É o valor mais baixo desde que o indicador existe, e a maior queda trimestral também. Na compra e venda o quadro é menos dramático mas segue o mesmo sentido. As expectativas dos…

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Prédios de habitação numa rua do Porto
Imobiliário 7 de agosto de 2026

Vender uma casa e comprar outra para arrendar pode agora ficar isento de mais-valias

O pacote fiscal da habitação de 2026 permite reinvestir o lucro da venda em imóveis destinados a arrendamento sem pagar mais-valias, desce o IRS e o IRC sobre rendas até 2.300 euros e aplica o IVA de 6% a obras até 660.982 euros.

Durante anos, a regra foi simples e apertada: vendia-se uma casa com lucro e, para escapar às mais-valias, esse lucro tinha de ir para outra habitação própria e permanente. Quem quisesse investir em arrendamento pagava imposto e pronto. O pacote fiscal da habitação de 2026 muda esse desenho. Passa a ser possível vender um imóvel com lucro e evitar o imposto sobre a mais-valia se o dinheiro for reinvestido em imóveis destinados a arrendamento habitacional.…

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Gráfico com a percentagem de casas à venda que saem do mercado em menos de sete dias, por distrito
Imobiliário 6 de agosto de 2026

Na Madeira e no Porto, 15% das casas à venda desaparecem em menos de uma semana

No segundo trimestre, cerca de 10% dos anúncios de venda em Portugal saíram do mercado em menos de sete dias. Na Guarda foram 3%, e a diferença diz muito sobre onde falta oferta.

Há casas que ficam meses à espera de comprador e há casas que praticamente não chegam a estar à venda. No segundo trimestre deste ano, cerca de 10% dos anúncios de venda em Portugal saíram do mercado em menos de sete dias. Uma semana. O tempo que muita gente demora só a marcar a primeira visita. O contraste entre territórios é o que torna estes números interessantes. Na ilha da Madeira e no distrito do Porto, 15% da oferta anunciada desapareceu nesse…

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Prédio de apartamentos moderno na esquina de uma rua de Lisboa, com prédios antigos de ambos os lados
Imobiliário 5 de agosto de 2026

A sua renda pode subir 2,56% em 2027. Numa renda de 1.000 euros são mais 25,60 por mês

O INE fechou a conta a 31 de agosto: a inflação sem habitação ficou nos 2,56%, e é esse o valor que os senhorios podem aplicar a partir de 1 de janeiro. Este ano tinham sido 2,24%.

Já há número. A inflação que serve de base à atualização das rendas fixou-se nos 2,56%, segundo a estimativa rápida do INE divulgada a 31 de agosto. É esse o teto que os senhorios podem aplicar aos contratos a partir de 1 de janeiro de 2027, e fica acima dos 2,24% deste ano. Traduzido para dinheiro: uma renda de 1.000 euros passa a 1.025,60. Numa de 800 euros, o aumento anda pelos 20,48 euros mensais. Não é um choque. É mais do que no ano passado. A…

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Edifício dos Paços do Concelho do Fundão, com torre sineira e jardim em frente
Imobiliário 4 de agosto de 2026

As assembleias municipais passam a declarar a utilidade pública das expropriações

O Decreto-Lei n.º 160/2026, publicado esta terça-feira, tira essa decisão à administração central e entrega-a aos municípios. Abrange imóveis e servidões administrativas.

Saiu esta terça-feira em Diário da República uma alteração ao Código das Expropriações que muda quem decide. A declaração de utilidade pública — o ato que permite ao Estado ou a um município tomar um terreno ou um prédio para uma obra de interesse coletivo — passa a ser competência da assembleia municipal do território onde o bem se encontra. Até aqui, um município que quisesse avançar com uma expropriação para um projeto seu tinha de esperar por uma…

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Gráfico com a prestação mensal em agosto de 2026 para um crédito de 150 mil euros a 30 anos, nas Euribor a 3, 6 e 12 meses
Imobiliário 4 de agosto de 2026

Tem o crédito indexado à Euribor a 12 meses? A prestação sobe cerca de 65 euros em agosto

Num empréstimo de 150 mil euros a 30 anos com spread de 1%, a revisão de agosto leva a prestação para 703,64 euros — mais 64,83 do que há um ano.

Agosto traz conta mais pesada a quem tem o crédito da casa a rever-se este mês. Nas três maturidades — três, seis e doze meses — a Euribor entrou na revisão acima do valor anterior, e o efeito é imediato na prestação. As médias que servem de referência ficaram em 2,417% na Euribor a três meses, 2,638% na de seis e 2,835% na de doze. Aplicadas a um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos com spread de 1%, as simulações da DECO PROTESTE dão o seguinte: quem…

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Gráfico Tugadaily com o preço mediano das casas à venda por metro quadrado em julho de 2026: Lisboa 6.260 euros, Porto 4.276, Portugal 3.210 e Castelo Branco 1.041
Imobiliário 3 de agosto de 2026

Os preços das casas abrandaram em julho (e mesmo assim bateram o nono recorde seguido)

O preço mediano à venda chegou a 3.210 euros por metro quadrado, com uma subida anual de 8%, abaixo dos 8,9% de junho. Lisboa é a cidade que menos sobe e Viseu a que mais sobe.

Há dois números em julho e eles contam histórias diferentes. O primeiro é que a subida anual dos preços das casas à venda em Portugal abrandou para 8%, contra 8,9% em junho. O segundo é que isso chegou, mesmo assim, para o nono recorde consecutivo. O preço mediano fechou o mês em 3.210 euros por metro quadrado, segundo o índice do idealista. Em termos trimestrais, os preços praticamente não se mexeram: 0,4%. O mercado está a travar. Continua é a travar em…

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Coreto do Jardim da Estrela, em Lisboa, rodeado de árvores
Imobiliário 2 de agosto de 2026

Lisboa vai construir 11 casas de renda acessível mesmo ao lado do Jardim da Estrela

A Câmara de Lisboa abriu concurso público de 1,4 milhões de euros para erguer um prédio municipal com 11 fogos de renda acessível junto ao Jardim da Estrela.

Onze casas não resolvem a crise da habitação em Lisboa. Mas onze casas de renda acessível a dois passos do Jardim da Estrela, numa das zonas onde arrendar a preço de mercado exige um salário que quase ninguém tem, são um bocadinho mais interessantes do que o número sugere. A Câmara Municipal de Lisboa aprovou a abertura de concurso público para a empreitada, com preço base de 1,4 milhões de euros. O prédio é municipal, os fogos destinam-se a arrendamento…

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Edifício da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na Cidade Universitária
Imobiliário 2 de agosto de 2026

A Universidade de Lisboa abre mais 1.018 camas e as colocações estão mesmo à porta

A ULisboa passa de 488 para 1.506 camas em residências no ano letivo 2026/2027, com 80 milhões investidos. As colocações do superior saem a 22 de agosto.

Há duas semanas de agosto que decidem o ano de milhares de famílias: aquelas em que sai a colocação no ensino superior e é preciso arranjar um sítio para o miúdo dormir em Lisboa. Este ano a conta muda um bocadinho, porque a Universidade de Lisboa vai ter mais 1.018 camas em residências já no ano letivo 2026/2027. Somadas às 488 que entraram em funcionamento no ano passado, a ULisboa fica com 1.506 camas próprias. O investimento global anda acima dos 80…

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Blocos de apartamentos na periferia de Lisboa vistos de longe, com vegetação em primeiro plano
Imobiliário 2 de agosto de 2026

As imobiliárias tiveram o melhor semestre de sempre e continuam sem casas para vender

O primeiro semestre de 2026 foi historicamente forte para as imobiliárias em Portugal, mesmo com o stock de casas à venda a cair 14% no primeiro trimestre. O défice de habitação está estimado entre 800 mil e um milhão de casas.

Há um paradoxo no imobiliário português que já não é paradoxo nenhum: as imobiliárias acabam de fechar o melhor semestre da sua história e continuam a queixar-se de que não têm casas para vender. As duas coisas são verdade ao mesmo tempo, e é precisamente por isso que os preços não param. Os dados oficiais de mercado só saem a 22 de setembro, mas as redes já falam de crescimento histórico no primeiro semestre. O contexto em que isso aconteceu é o de uma…

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Edifício do Banco de Portugal iluminado à noite, visto da praça em frente
Imobiliário 1 de agosto de 2026

As regras do crédito à habitação mudaram a 1 de agosto e a taxa de esforço desceu para 45%

A nova recomendação do Banco de Portugal baixa a taxa de esforço de 50% para 45%, corta as excecoes para 10% e acaba com o financiamento a 100% dos imoveis dos bancos. Aplica-se desde 1 de agosto.

Quem entregar um pedido de crédito à habitação a partir de hoje já é avaliado com outra régua: a taxa de esforço máxima recomendada desceu de 50% para 45%. Na prática, o banco passa a exigir que o conjunto das prestações mensais de crédito não coma mais de 45 cêntimos de cada euro que entra em casa. É a percentagem do rendimento mensal comprometida com prestações de crédito — habitação, automóvel, cartões, tudo somado. O Banco de Portugal recomendava um…

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Câmara Municipal de Marbella, no sul de Espanha, com laranjeiras em frente
Imobiliário 31 de julho de 2026

Os holandeses estão a comprar mais casas em Espanha do que os britânicos, e isso não acontecia

Compradores dos Países Baixos ultrapassaram alemães e britânicos no mercado imobiliário espanhol pela primeira vez, enquanto a procura estrangeira global recua.

Durante décadas, o comprador estrangeiro típico de uma casa em Espanha era britânico. Depois passou a ser alemão em algumas contas. Este ano houve uma mudança de guarda que quase ninguém viu chegar: os holandeses passaram à frente dos dois. Os números de 2025 já contavam a história — 6.289 casas compradas por não residentes dos Países Baixos, contra 6.233 de alemães e 6.152 de britânicos. Diferenças pequenas, mas suficientes para inverter uma ordem que se…

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O hotel Moxy Lisboa Oriente e a torre de escritórios K-Tower, no Parque das Nações, em Lisboa
Imobiliário 31 de julho de 2026

O imobiliário levou 46% do investimento estrangeiro e nunca tinha pesado tanto

Quase metade do investimento direto estrangeiro que entrou em Portugal em 2025 foi para operações imobiliárias — o peso mais alto em cerca de 17 anos, com hotéis, escritórios e data centers na frente.

Quarenta e seis por cento. É essa a fatia do investimento direto estrangeiro que entrou em Portugal em 2025 e foi parar a operações imobiliárias — quase metade de tudo, e o peso mais alto em pelo menos 17 anos. O IDE total de 2025 ficou nos 8,5 mil milhões de euros, bem abaixo dos 13,1 mil milhões do ano anterior. Dentro do investimento em capital de entidades portuguesas, que somou 11,9 mil milhões, 3,9 mil milhões corresponderam a imobiliário. Ou seja:…

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Prédio em obras de reabilitação com andaimes numa rua do Porto
Imobiliário 31 de julho de 2026

O novo licenciamento de obras afinal não arranca a 3 de agosto e foi empurrado para outubro

O Governo adiou para 1 de outubro de 2026 a entrada em vigor da revisão do RJUE. As câmaras ganham dois meses para preparar plataformas e regulamentos; até lá vale o regime antigo.

Quem tinha o pedido de licenciamento parado à espera de segunda-feira vai ter de esperar mais dois meses. O Governo aprovou um decreto-lei que adia para 1 de outubro de 2026 a entrada em vigor da revisão do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação, que estava marcada para 3 de agosto. Por causa das câmaras. A reforma obriga os municípios a mexer nas plataformas informáticas, a parametrizar tramitações inteiramente digitais e a publicar…

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Duas pessoas sentadas a uma mesa a preencher formulários fiscais com uma calculadora ao lado
Imobiliário 30 de julho de 2026

A segunda prestação do IMI paga-se até 31 de agosto, mas só quem tem imposto acima de 500 euros

A segunda prestação do IMI vence a 31 de agosto de 2026 e só apanha quem paga mais de 500 euros de imposto no ano. Como saber se lhe diz respeito e como pagar.

Se o seu IMI deste ano ficou acima dos 500 euros, tem uma data para guardar: 31 de agosto. É o prazo da segunda das três prestações, e é o pagamento que apanha mais gente distraída, porque cai em pleno mês de férias e ninguém está a pensar em impostos com os pés na areia. A regra é simples e vale a pena decorá-la, porque muita gente assume que tem prestações que na verdade não tem. O IMI é dividido em função do valor total a pagar no ano: até 100 euros…

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Gráfico Tugadaily com o número de imóveis do Estado inventariados em 2026: 60 mil identificados, meta de 80 mil
Imobiliário 30 de julho de 2026

Os imóveis do Estado já foram contados e são 60 mil — e ainda faltam 20 mil até dezembro

O primeiro levantamento nacional dos imóveis do Estado fechou seis meses antes do previsto, com 60 mil imóveis identificados. A meta são 80 mil até ao final de 2026.

Durante décadas, o Estado português não sabia bem o que tinha. Agora sabe uma boa parte: o primeiro levantamento sistemático do património imobiliário público fechou com 60 mil imóveis identificados, e fechou seis meses antes do prazo que tinha para o fazer. O trabalho foi feito pela ESTAMO, a empresa pública que gere imobiliário do Estado, e é a primeira vez que alguém tenta pôr isto num único mapa à escala nacional. Não é uma curiosidade burocrática: só…

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