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Prédios residenciais numa cidade
Imobiliário 29 de junho de 2026

Estrangeiros compram cada vez menos casas em Portugal

As aquisições por não residentes caíram 15,6% no início do ano. Os preços continuam em máximos, mas o mercado começa a perder fôlego.

Durante anos, o comprador estrangeiro foi a personagem fixa de qualquer conversa sobre habitação em Portugal. Os dados mais recentes do INE contam agora uma história diferente: no início de 2026, as aquisições por não residentes caíram para 1.770 unidades, menos 15,6% face ao ano anterior.

Não é um detalhe isolado. No mesmo período, o total de casas transacionadas recuou 8,7%, para 37.745 habitações. Ou seja, vende-se menos a toda a gente — e os estrangeiros, que ajudaram a empurrar os preços nas zonas mais cobiçadas, estão claramente a abrandar o passo.

Preços altos, procura a arrefecer

O paradoxo é que os preços continuam em máximos históricos, com o valor médio a rondar os 263 mil euros. Mas há sinais de fadiga: a subida homóloga abrandou pela primeira vez em quase dois anos. Juros mais altos, regras mais apertadas para alguns vistos e preços que afastam compradores ajudam a explicar o recuo.

Para quem procura casa em Portugal, isto não significa pechinchas à vista — significa um mercado um pouco menos frenético, em que talvez sobre tempo para negociar. Para quem vende, o aviso é o oposto: a era do “ponho à venda hoje, fecho amanhã” pode estar a chegar ao fim.

Veja também: o preço médio das casas em máximos. Os dados oficiais estão no portal do INE.

Por Duarte Figueiredo

Imagem ilustrativa · Foto: Anselmo Machado / Pexels

Gráfico de barras: em 57 economias, os preços reais da habitação subiram em 39, desceram em 14 e ficaram estáveis em 4 no primeiro trimestre de 2026
Imobiliário 4 de setembro de 2026

Em 57 economias, as casas só desceram em 14. Portugal foi a que mais subiu

O BIS diz que os preços reais da habitação caíram 1,2% no mundo no primeiro trimestre. Em Portugal subiram 15,2%, o valor mais alto da lista, à frente da Macedónia do Norte e da Bulgária.

Há uma maneira desconfortável de perceber o que se passa com a habitação em Portugal, e é olhar para o resto do mundo. O Banco de Pagamentos Internacionais, o banco central dos bancos centrais, acaba de fazer as contas a 57 economias. Em 39 delas os preços reais das casas subiram, em quatro ficaram na mesma e em 14 desceram. Em nenhuma subiram tanto como cá. A subida portuguesa foi de 15,2% em termos reais no primeiro trimestre, ou seja já descontada a…

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Gráfico de barras da Tugadaily comparando a taxa de IRS sobre a renda em três regimes: 28% sem regime, 10% na renda moderada e zero no RSAA
Imobiliário 3 de setembro de 2026

Zero de IRS ou 10%: as duas contas que o senhorio tem de fazer desde 1 de setembro

O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível entrou em vigor a 1 de setembro e isenta as rendas de IRS e IRC, desde que fiquem abaixo do tecto do concelho. A alternativa é a taxa de 10%, que tem prazo de validade em 2029.

Desde 1 de setembro, quem tem uma casa para arrendar em Portugal tem duas contas a fazer, e a resposta muda de concelho para concelho. O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível substituiu o antigo Programa de Apoio ao Arrendamento, e ao lado dele entraram em vigor os Contratos de Investimento para Arrendamento. Os dois saíram do pacote fiscal da habitação aprovado em maio. A primeira conta é a mais fácil de fazer. Um contrato de habitação com renda…

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Gráfico Tugadaily: preço mediano das casas por metro quadrado em junho de 2026
Imobiliário 2 de setembro de 2026

Preços das casas em Portugal: o acompanhamento

Acompanhamento contínuo do mercado da habitação em Portugal — índice de preços do INE, avaliação bancária, rendas e acessibilidade. Atualizado a cada novo dado.

Reunimos aqui, num só sítio, a evolução do mercado da habitação em Portugal. Em vez de um artigo por cada dado novo, atualizamos esta página com o essencial: o índice de preços do INE, a avaliação bancária, as rendas e a acessibilidade para quem compra ou arrenda — que desde 1 de agosto passa também pelas novas regras do crédito à habitação, com a taxa de esforço a descer para 45%. Os dados oficiais estão no INE.

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Gráfico de barras com a prestação mensal de um crédito de 150 mil euros consoante o prazo da Euribor, e a comparação com há um ano
Imobiliário 1 de setembro de 2026

Se a sua prestação é revista este mês, são mais 70 euros do que em setembro do ano passado

A Euribor a 12 meses fechou agosto em 2,954%, máximo de dois anos. Num empréstimo de 150.000 euros a 30 anos com spread de 1%, a prestação revista em setembro fica em 712 euros por mês, contra 642 há um ano.

As médias de agosto já estão fechadas e são elas que mandam nos contratos revistos agora. A Euribor a 12 meses ficou em 2,954%, mais 0,099 pontos do que em julho e o valor mais alto dos últimos dois anos. A seis meses, a mais usada em Portugal, subiu para 2,713%. A três meses ficou em 2,513%. Traduzido para uma prestação: num empréstimo de 150.000 euros a 30 anos com spread de 1%, quem tem revisão anual passa a pagar cerca de 712 euros por mês. Em…

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Gráfico de barras com o preço mediano de um quarto para arrendar em Lisboa, Funchal, Porto, Coimbra e Portalegre no segundo trimestre de 2026
Imobiliário 28 de agosto de 2026

Arrendar um quarto em Lisboa custa 550 euros por mês. Em Portalegre, 240

A procura por quartos subiu 27% num ano e a oferta caiu 11%, mas o preço mediano nacional só mexeu 1%. Os números do idealista mostram onde o mercado apertou mesmo e onde ainda se arrenda por menos de 300 euros.

Arrendar um quarto em Portugal ficou 1% mais caro no segundo trimestre deste ano. Dito assim soa a boa notícia, e em parte é. Por baixo desse número, porém, o mercado mexeu-se muito: a procura nacional subiu 27% e a oferta caiu 11%. O preço mediano aguentou-se porque as subidas e as descidas se foram anulando pelo país fora. Os quartos ficaram mais caros em 13 dos 20 concelhos analisados. Em dois, ficaram mais baratos. Lisboa é a cidade mais cara para…

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Gráfico de barras da Tugadaily com a prestação média mensal do crédito à habitação em Portugal: 394 euros em julho de 2025, 414 euros em julho de 2026 e 731 euros nos contratos assinados nos últimos três meses
Imobiliário 23 de agosto de 2026

A prestação média da casa são 414 euros. Quem assinou contrato este verão paga 731

A taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu para 3,135% em julho, o segundo mês seguido a subir. Mas a média nacional junta dois mercados que já não se parecem um com o outro.

O boletim do crédito à habitação que o INE divulgou na quinta-feira trazia dois números na primeira linha: a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos subiu para 3,135% em julho, mais 3,4 pontos base do que em junho, e a prestação média fixou-se em 414 euros. Quatrocentos e catorze euros por mês soa quase confortável. É por isso que vale a pena ler o resto do boletim.

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Gráfico de barras Tugadaily com a percentagem de casas arrendadas em menos de 24 horas por distrito no segundo trimestre de 2026: Évora 43, Leiria 17, Porto 7 e Lisboa 5
Imobiliário 21 de agosto de 2026

Este é o distrito onde uma casa para arrendar dura menos de um dia

No segundo trimestre, 43% dos anúncios de arrendamento em Évora saíram do mercado em menos de 24 horas. Em Lisboa foram 5% e no Porto 7%. No país, o número caiu de 11% para 7% face ao trimestre anterior.

Se anda à procura de casa para arrendar em Évora, a conversa é outra. Quase metade dos anúncios da cidade desaparece antes de a maioria das pessoas conseguir sequer marcar uma visita. Os números são do idealista/data e dizem respeito ao segundo trimestre deste ano. No distrito de Évora, 43 por cento das casas anunciadas para arrendar saíram do mercado em menos de 24 horas. Olhando só para a cidade, a proporção sobe para metade.

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Gráfico de barras com a prestação mensal de um crédito de 150 mil euros a 30 anos nas Euribor a 3, 6 e 12 meses, com os fixings de 20 de agosto de 2026
Imobiliário 20 de agosto de 2026

A Euribor a seis meses está no valor mais alto desde 2024. É a taxa que indexa quase quatro em cada dez créditos

A taxa a seis meses fixou-se em 2,737% esta quinta-feira, o máximo desde 22 de novembro de 2024. Os três prazos subiram no mesmo dia, e é o de seis meses que pesa mais no crédito português.

A Euribor a seis meses fixou-se esta quinta-feira em 2,737%. É o valor mais alto desde 22 de novembro de 2024, o que dá quase 21 meses sem que esta taxa estivesse tão cara, e a subida chegou depois de os três prazos terem todos avançado no mesmo dia: a doze meses somou 0,013 pontos, para 2,990%, e a três meses somou 0,015, para 2,507%. Nenhum destes movimentos é dramático isoladamente. O que muda o cálculo é onde a subida bate — e bate no prazo que mais…

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Fachada de um edifício histórico em obras de reabilitação junto à estação de São Bento, no Porto, com a estrutura interior de madeira à vista
Imobiliário 18 de agosto de 2026

Esta lei diz que as obras em ARU sempre tiveram direito a IVA de 6%. Na prática, só conta a partir de 2022

A Lei n.º 48/2026 faz uma interpretação autêntica da verba 2.23 do Código do IVA e retroage a 2009. A Ordem dos Contabilistas Certificados avisa que o prazo de caducidade de quatro anos limita quem pode recuperar dinheiro.

Durante quinze anos houve uma armadilha escondida no IVA da reabilitação urbana. A obra estava dentro de uma área de reabilitação urbana devidamente delimitada, o empreiteiro achava que aplicava 6%, e depois a Autoridade Tributária vinha dizer que não: faltava a câmara ter aprovado uma operação de reabilitação urbana para aquela área. Resultado, 23%. A Lei n.º 48/2026 acabou de decidir que a leitura correta era sempre a primeira.

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Gráfico de barras da Tugadaily: meta do PRR 26 mil casas, previsão de 28 mil até final de agosto de 2026 e 40 mil até dezembro
Imobiliário 15 de agosto de 2026

A meta europeia eram 26 mil casas. O Governo diz que entrega 28 mil até ao fim de agosto

O prazo do PRR fecha a 31 de agosto e o 1.º Direito era a meta de habitação mais fácil de contar. Numa nota conjunta deste sábado, dois ministérios dizem que vai ser ultrapassada — e prometem 40 mil casas até dezembro.

O Plano de Recuperação e Resiliência tem uma data que não se negoceia: 31 de agosto de 2026. É o dia em que Portugal tem de mostrar a Bruxelas que cumpriu os marcos a que se comprometeu, e a habitação era um dos capítulos com a meta mais fácil de contar. Vinte e seis mil casas disponibilizadas a famílias, através do 1.º Direito, o programa público de apoio ao acesso à habitação gerido pelo IHRU com os municípios.

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O Tejo visto da margem sul, com cacilheiros atracados em primeiro plano e a Ponte 25 de Abril e Lisboa ao fundo
Imobiliário 11 de agosto de 2026

São duas travessias novas no Tejo em dez anos, e uma delas desce no Barreiro

O ministro das Infraestruturas prometeu a ponte rodoferroviária Chelas–Barreiro e o túnel Algés–Trafaria concluídos dentro de uma década. Para a margem sul, isso são dez minutos a menos até Lisboa e trinta a menos desde Setúbal.

Nos 60 anos da Ponte 25 de Abril, o ministro das Infraestruturas e Habitação escolheu falar do que ainda não existe. Miguel Pinto Luz garantiu que o Tejo terá duas travessias novas concluídas dentro de dez anos: a ponte entre Chelas e o Barreiro e o túnel entre Algés e a Trafaria. O argumento que usou é aritmético e explica bem porque é que a promessa soa grande. As grandes travessias do Tejo apareceram historicamente de trinta em trinta anos — a 25 de…

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Gráfico Tugadaily: meses de renda em atraso até o senhorio poder resolver o contrato, três hoje e dois na proposta do Governo
Imobiliário 11 de agosto de 2026

Dois meses de renda em atraso passam a bastar para acabar o contrato. A proposta ainda tem de ir ao Parlamento

A reforma do arrendamento urbano aprovada em Conselho de Ministros encurta de três para dois meses a mora que permite resolver o contrato, dá seis meses ao senhorio para agir, liberta a renda inicial dos novos contratos e mexe nos contratos anteriores a 1990.

Hoje, um inquilino tem de acumular três meses de renda em atraso para o senhorio poder pôr fim ao contrato. Na reforma que o Governo aprovou em Conselho de Ministros, bastam dois. É a mudança mais direta de um pacote que o Executivo apresenta como uma forma de trazer casas de volta ao mercado do arrendamento, e que anunciou como reforma para aumentar a oferta de habitação. Nada disto está em vigor: é uma proposta de lei, tem de ser discutida e votada na…

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Gráfico de barras com a variação anual das rendas em julho de 2026: Faro 34%, Viana do Castelo 19%, Madeira 12%, Guarda 11%
Imobiliário 10 de agosto de 2026

Qual é o distrito mais caro para arrendar casa em Portugal? Já não é Lisboa

Faro chegou a 22,5 euros por metro quadrado em julho e ultrapassou pela primeira vez o distrito de Lisboa, nos 21,4 euros. No conjunto do país as rendas subiram 0,9%, interrompendo seis meses seguidos de descidas.

Durante anos houve uma resposta automática para esta pergunta. Em julho deixou de haver. O distrito de Faro passou a ter a renda mediana mais alta do país, 22,5 euros por metro quadrado, e ficou à frente do distrito de Lisboa, nos 21,4 euros. É a primeira vez que acontece nesta série. Os dados são do índice de preços do idealista relativo a julho e chegam com um segundo número que muda o enquadramento. As rendas em Portugal subiram 0,9% face a julho do…

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Edifício do antigo Grémio da Lavoura de Coimbra visto do pátio de acesso, ladeado pelos pequenos armazéns da cooperativa
Imobiliário 10 de agosto de 2026

O antigo Grémio da Lavoura, na Baixa de Coimbra, mudou de dono por 5,8 milhões (e vai dar habitação)

A Cooperativa Agrícola de Coimbra vendeu a um fundo imobiliário espanhol o edifício junto à antiga Estação Nova, à venda desde 2019. São mais de seis mil metros quadrados de índice de construção e a escritura foi assinada na quinta-feira.

Esteve sete anos à espera de comprador e mudou de mãos na quinta-feira. A Cooperativa Agrícola de Coimbra vendeu por 5,8 milhões de euros o edifício do antigo Grémio da Lavoura, junto à desativada Estação Nova, na Baixa da cidade, a um fundo imobiliário espanhol. O negócio ficou perto do objetivo que a cooperativa tinha traçado. Segundo o presidente, Pedro Pimenta, ao longo dos anos em que o imóvel esteve no mercado as propostas que iam chegando eram…

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