Comprar casa em Portugal: a conta verdadeira vai muito além do preço
Entre IMT, Imposto do Selo, escritura e comissões, comprar casa em Portugal sai 7% a 10% acima do valor anunciado. Eis o que contar.
Há uma armadilha clássica de quem compra casa pela primeira vez em Portugal: olhar só para o preço do anúncio. Esse número é o início da conta, não o fim. Quando se somam impostos e taxas, o custo real costuma ficar 7% a 10% acima do valor da casa.
Onde vai o dinheiro extra
O peso maior é o IMT, o imposto sobre a transmissão. É escalonado: quanto mais cara a casa, maior a percentagem, e há isenções para habitação própria mais barata. Junta-se o Imposto do Selo, que ronda 0,8% do valor. Depois há a escritura e o registo, e, se houver crédito, mais uns custos associados ao banco e à avaliação.
Se comprar através de mediadora, a comissão costuma ser paga pelo vendedor — mas confirme sempre, porque influencia a margem de negociação. E quase toda a gente contrata um advogado ou solicitador para verificar registos e tratar do processo: é dinheiro bem gasto para evitar surpresas com a propriedade.
Antes de assinar
Peça uma simulação de todos os custos por escrito antes de avançar, e garanta que tem o NIF (número de contribuinte) e conta bancária portuguesa tratados — sem isso, o processo trava. Para estrangeiros, vale a pena ainda confirmar as regras de transferência de fundos e os prazos, que podem atrasar a escritura.
Resumindo: aponte para um colchão de cerca de 10% acima do preço e dificilmente terá um susto à mesa do notário.
Imagem ilustrativa · Foto: Jan van der Wolf / Pexels