Quem paga renda pode descontar mais no IRS este ano
O limite de dedução de rendas no IRS sobe para 900 euros em 2026, e as rendas antigas só podem aumentar até 2,24 por cento. O que muda para inquilinos.
Boas notícias para quem vive de casa arrendada e olha de lado para a fatura todos os meses. Em 2026 há dois números que vale a pena ter na cabeça.
O primeiro é a dedução de rendas no IRS, que sobe para 900 euros. Quer dizer que, ao fazer as contas com o Fisco, os inquilinos podem abater mais do que antes naquilo que pagaram de renda ao longo do ano. E há mais boa nova no horizonte: a partir de 2027, este limite sobe outra vez, para 1.000 euros.
E quanto pode subir a renda?
O segundo número trava o lado mau. A atualização das rendas antigas está limitada por um coeficiente fixado pelo INE: 1,0224. Por outras palavras, os senhorios podem aumentar a renda no máximo 2,24 por cento, um valor ligeiramente acima do do ano anterior, mas longe das subidas que assustam.
No conjunto, são medidas pensadas para dar algum fôlego a quem arrenda, num país onde encontrar casa a preço razoável continua a ser dos maiores quebra-cabeças. Não resolvem o problema de fundo, mas aliviam a conta ao fim do mês e na altura do IRS.
O conselho prático é o mesmo de sempre: guarde os recibos de renda e confirme que o contrato está comunicado às Finanças, porque sem isso a dedução não acontece.
Veja também: A Euribor a apertar quem tem casa a crédito. Mais informação em portugal.gov.pt.
Imagem: Wikimedia Commons