Comprar casa em Portugal: preços em máximos e só 8% dos anúncios baixam
O acesso à habitação voltou a agravar-se em junho. Com a oferta a faltar, os preços resistem teimosamente a descer.
Más notícias para quem anda à procura de casa: o acesso à habitação em Portugal voltou a piorar. O preço médio está em máximos históricos e, ao contrário do que muita gente esperava, a esperada “descida” continua a não aparecer.
Os números contam a história. Em maio, o metro quadrado em Portugal andava nos 3.142 euros — uma subida de cerca de 10% face ao ano anterior. No Porto, o segundo concelho mais caro do país, fala-se em 4.044 euros/m². E só 8% dos anúncios baixaram de preço no arranque de 2026; no Porto e em Viana do Castelo, a percentagem é ainda menor.
Porque é que os preços não cedem
A explicação é quase sempre a mesma: falta oferta. É um problema estrutural — não há casas suficientes a chegar ao mercado para a procura que existe, e essa procura mantém-se forte, em parte por causa dos apoios públicos à compra para os mais jovens.
A leitura para Lousada
Quando Lisboa e Porto apertam, concelhos como Lousada ganham atratividade — preço por metro quadrado mais humano, transportes a melhorar e qualidade de vida. Não é imune à subida geral, mas continua a ser, para muitas famílias, a conta que de facto fecha.
Imagem ilustrativa · Foto: Jakub Zerdzicki / Pexels