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Câmara Municipal de Marbella, no sul de Espanha, com laranjeiras em frente
Imobiliário 31 de julho de 2026

Os holandeses estão a comprar mais casas em Espanha do que os britânicos, e isso não acontecia

Compradores dos Países Baixos ultrapassaram alemães e britânicos no mercado imobiliário espanhol pela primeira vez, enquanto a procura estrangeira global recua.

Durante décadas, o comprador estrangeiro típico de uma casa em Espanha era britânico. Depois passou a ser alemão em algumas contas. Este ano houve uma mudança de guarda que quase ninguém viu chegar: os holandeses passaram à frente dos dois.

Os números de 2025 já contavam a história — 6.289 casas compradas por não residentes dos Países Baixos, contra 6.233 de alemães e 6.152 de britânicos. Diferenças pequenas, mas suficientes para inverter uma ordem que se manteve durante anos.

O que está a puxar os holandeses para Espanha?

Duas coisas ao mesmo tempo. A primeira é fiscal: as regras holandesas de tributação da riqueza tornaram menos atrativo manter dinheiro parado em casa, e uma propriedade no estrangeiro passou a ser uma alternativa a que muitas famílias olham com outros olhos.

A segunda é o velho perfil misto: comprar na costa, entre Málaga e Marbella, com metade de coração e metade de calculadora. Casa de férias durante uma parte do ano, arrendamento turístico durante a outra. É um comprador que quer sol e rendimento na mesma escritura.

E a procura estrangeira em geral, está a subir?

Não, e é aí que o dado fica interessante. No primeiro trimestre de 2026 as compras espanholas com um comprador holandês chegaram a 1.626, mais 5% do que no ano anterior. No mesmo período, a procura estrangeira total caiu 3,2%.

Ou seja: enquanto o mercado internacional arrefeceu, este segmento aqueceu. Quando uma nacionalidade sobe num mercado que desce, normalmente há uma razão estrutural por trás — e a fiscalidade é a suspeita óbvia.

O que é que isto diz sobre Portugal?

Que os fluxos europeus de compra de casa mudam depressa e por motivos que têm pouco a ver com o país de destino. Portugal viveu isso na pele quando o imobiliário saiu das opções do golden visa, e o perfil de quem compra mudou quase de um ano para o outro — está tudo no guia do que ainda conta para o golden visa em 2026.

Vale a pena vigiar se o mesmo movimento holandês aparece por cá nos próximos trimestres, sobretudo no Algarve, onde o perfil de comprador é quase idêntico ao da Costa del Sol. O acompanhamento dos preços das casas em Portugal vai dando conta disso. Os dados oficiais de transações por nacionalidade são publicados pelo Ministério dos Transportes e Mobilidade Sustentável espanhol.

Por Duarte Figueiredo

Imagem: Herry Lawford from London, UK / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O hotel Moxy Lisboa Oriente e a torre de escritórios K-Tower, no Parque das Nações, em Lisboa
Imobiliário 31 de julho de 2026

O imobiliário levou 46% do investimento estrangeiro e nunca tinha pesado tanto

Quase metade do investimento direto estrangeiro que entrou em Portugal em 2025 foi para operações imobiliárias — o peso mais alto em cerca de 17 anos, com hotéis, escritórios e data centers na frente.

Quarenta e seis por cento. É essa a fatia do investimento direto estrangeiro que entrou em Portugal em 2025 e foi parar a operações imobiliárias — quase metade de tudo, e o peso mais alto em pelo menos 17 anos. O IDE total de 2025 ficou nos 8,5 mil milhões de euros, bem abaixo dos 13,1 mil milhões do ano anterior. Dentro do investimento em capital de entidades portuguesas, que somou 11,9 mil milhões, 3,9 mil milhões corresponderam a imobiliário. Ou seja:…

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Prédio em obras de reabilitação com andaimes numa rua do Porto
Imobiliário 31 de julho de 2026

O novo licenciamento de obras afinal não arranca a 3 de agosto e foi empurrado para outubro

O Governo adiou para 1 de outubro de 2026 a entrada em vigor da revisão do RJUE. As câmaras ganham dois meses para preparar plataformas e regulamentos; até lá vale o regime antigo.

Quem tinha o pedido de licenciamento parado à espera de segunda-feira vai ter de esperar mais dois meses. O Governo aprovou um decreto-lei que adia para 1 de outubro de 2026 a entrada em vigor da revisão do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação, que estava marcada para 3 de agosto. Por causa das câmaras. A reforma obriga os municípios a mexer nas plataformas informáticas, a parametrizar tramitações inteiramente digitais e a publicar…

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Duas pessoas sentadas a uma mesa a preencher formulários fiscais com uma calculadora ao lado
Imobiliário 30 de julho de 2026

A segunda prestação do IMI paga-se até 31 de agosto, mas só quem tem imposto acima de 500 euros

A segunda prestação do IMI vence a 31 de agosto de 2026 e só apanha quem paga mais de 500 euros de imposto no ano. Como saber se lhe diz respeito e como pagar.

Se o seu IMI deste ano ficou acima dos 500 euros, tem uma data para guardar: 31 de agosto. É o prazo da segunda das três prestações, e é o pagamento que apanha mais gente distraída, porque cai em pleno mês de férias e ninguém está a pensar em impostos com os pés na areia. A regra é simples e vale a pena decorá-la, porque muita gente assume que tem prestações que na verdade não tem. O IMI é dividido em função do valor total a pagar no ano: até 100 euros…

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Gráfico Tugadaily com o número de imóveis do Estado inventariados em 2026: 60 mil identificados, meta de 80 mil
Imobiliário 30 de julho de 2026

Os imóveis do Estado já foram contados e são 60 mil — e ainda faltam 20 mil até dezembro

O primeiro levantamento nacional dos imóveis do Estado fechou seis meses antes do previsto, com 60 mil imóveis identificados. A meta são 80 mil até ao final de 2026.

Durante décadas, o Estado português não sabia bem o que tinha. Agora sabe uma boa parte: o primeiro levantamento sistemático do património imobiliário público fechou com 60 mil imóveis identificados, e fechou seis meses antes do prazo que tinha para o fazer. O trabalho foi feito pela ESTAMO, a empresa pública que gere imobiliário do Estado, e é a primeira vez que alguém tenta pôr isto num único mapa à escala nacional. Não é uma curiosidade burocrática: só…

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Fachadas de prédios de habitação com varandas e roupa estendida
Imobiliário 29 de julho de 2026

O Apoio Extraordinário à Renda tem mais de 50 mil processos por resolver e a Deco entrou ao barulho

O IHRU admite não estar a conseguir responder aos mais de 50 mil beneficiários do Apoio Extraordinário à Renda. A Deco juntou-se ao instituto para reforçar a informação a quem tem o processo parado.

Há mais de 50 mil famílias em Portugal com um processo de apoio à renda por resolver, e o próprio instituto que gere o programa já admitiu que não está a conseguir dar resposta. É a fotografia atual do Apoio Extraordinário à Renda, o PAER, criado para amortecer a subida das prestações e das rendas e que se tornou, ele próprio, uma fila de espera. A novidade desta semana é que a Deco entrou na equação. A associação de defesa do consumidor iniciou a 21 de…

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Gráfico Tugadaily: preço mediano das casas por metro quadrado em junho de 2026
Imobiliário 28 de julho de 2026

Preços das casas em Portugal: o acompanhamento

Acompanhamento contínuo do mercado da habitação em Portugal — índice de preços do INE, avaliação bancária, rendas e acessibilidade. Atualizado a cada novo dado.

Reunimos aqui, num só sítio, a evolução do mercado da habitação em Portugal. Em vez de um artigo por cada dado novo, atualizamos esta página com o essencial: o índice de preços do INE, a avaliação bancária, as rendas e a acessibilidade para quem compra ou arrenda. Os dados oficiais estão no INE. Os preços pedidos voltaram a subir em julho. O valor médio anunciado para venda chegou aos 435 mil euros, mais 1,4% do que em junho e mais 2,4% do que em julho do…

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Gráfico com a percentagem de casas anunciadas com ar condicionado por cidade em 2026
Imobiliário 28 de julho de 2026

Só uma em cada três casas à venda ou para arrendar tem ar condicionado, e o calor já chegou

Apenas 34% dos anúncios de venda e arrendamento em Portugal incluem ar condicionado, segundo dados do segundo trimestre de 2026. Vila Real e Faro lideram com mais de metade; a Guarda fica-se pelos 13%.

Só 34% das casas anunciadas para venda ou arrendamento em Portugal têm ar condicionado. Num universo de mais de 200 mil imóveis, isso quer dizer que duas em cada três casas no mercado não trazem forma nenhuma de arrefecer o interior. O número é do segundo trimestre de 2026 e chega numa semana em que quase todo o continente esteve sob aviso amarelo, com distritos a bater nos 40 graus. A coincidência é irritante e diz muito sobre o parque habitacional…

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Jardim Manuel Cerdeira Monteiro, na cidade da Guarda
Imobiliário 28 de julho de 2026

O interior já entrou no top 50 de quem procura casa para arrendar em Portugal

Concelhos do Alentejo, de Trás-os-Montes e das Beiras entraram no top 50 da procura de arrendamento no segundo trimestre de 2026, enquanto Coimbra e Porto perderam mais de metade da oferta.

Durante anos, o mapa de quem procurava casa para arrendar em Portugal cabia em três ou quatro manchas urbanas. Já não cabe. Concelhos do Alentejo, de Trás-os-Montes e das Beiras registaram procura suficiente no segundo trimestre para entrarem no top 50 nacional — sítios que, há pouco tempo, nem apareciam na conversa. Não é uma súbita paixão pelo interior. É aritmética. Quando arrendar nas cidades grandes fica impossível, a procura escorre para onde ainda…

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Fachada de um prédio de habitação em Lisboa revestida a azulejo, com varandas e plantas nas sacadas
Imobiliário 26 de julho de 2026

Os condomínios querem um seguro único para o prédio inteiro e a lei ainda não deixa

Seis meses depois das tempestades, a associação de administradores de condomínios defende que cada edifício tenha um só seguro em vez de um por fração, para destravar as participações nas partes comuns.

Se o teu prédio levou com o mau tempo deste inverno e o processo do seguro ainda anda a arrastar-se, há uma explicação legal para isso — e uma proposta para a resolver. A associação que representa as empresas de gestão e administração de condomínios veio esta semana defender que cada edifício passe a ter um seguro único, em vez da confusão atual. Porque a lei manda assim. Um edifício tem tantos seguros quantas as frações que o compõem — trinta…

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Estação da Parede, na linha de Cascais
Imobiliário 25 de julho de 2026

O Hilton da Parede levou ordem de suspensão do Ministério Público — e Cascais vai recorrer

O MP quer travar as obras do hotel Hilton e de 120 apartamentos na linha de Cascais e pede demolição parcial. A câmara diz que o licenciamento é legal. O que está em causa.

Um hotel de marca internacional e 120 apartamentos quase prontos, a menos de 500 metros do mar, e agora um pedido do Ministério Público para parar tudo e deitar abaixo os últimos andares. É este o retrato do caso que rebentou na Parede, no concelho de Cascais, e que a câmara já disse que vai levar a tribunal. O MP pediu a suspensão imediata das obras do futuro hotel Hilton e do conjunto habitacional que o acompanha, e vai mais longe: quer a demolição,…

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Gráfico Tugadaily com a queda da oferta de casas para arrendar por cidade no segundo trimestre de 2026
Imobiliário 23 de julho de 2026

Há cada vez menos casas para arrendar em Portugal, e a oferta caiu 22% num só trimestre

A oferta de casas para arrendar em Portugal caiu 22% no segundo trimestre de 2026. Coimbra e Porto lideram a quebra — veja onde há menos e onde aumentou.

Quem anda à procura de casa para arrendar já sentiu na pele: há cada vez menos anúncios e a concorrência é feroz. Os números confirmam o que a rua já sabia. A oferta de casas para arrendamento de longa duração em Portugal caiu 22% no segundo trimestre de 2026 face ao ano anterior, para um total de 40.716 imóveis disponíveis. Menos oferta, mais candidatos por porta, e rendas que continuam a apertar. A quebra não é igual em todo o lado. Coimbra foi a cidade…

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Mão a segurar um molho de chaves com pendente em forma de casa, à porta de uma habitação
Imobiliário 23 de julho de 2026

O Fundo de Emergência Habitacional já tem regras — e há inquilinos que ficam de fora

O novo Fundo de Emergência Habitacional apoia até 2.300 euros por mês no realojamento, mas exclui quem for despejado por danos. Saiba quem tem direito e quem não.

Se ficar sem casa de um momento para o outro, há agora uma rede de segurança — mas não é para toda a gente. O novo Fundo de Emergência Habitacional (FEH), criado dentro da reforma do arrendamento, paga até 2.300 euros por mês para garantir realojamento rápido a quem cai numa situação de emergência. Há uma condição que já está a dar que falar: quem for despejado por ter danificado a casa fica de fora. O apoio é um subsídio direto e não reembolsável para…

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Edifício de um hotel B&B em Pulianas, Granada, Espanha
Imobiliário 21 de julho de 2026

A B&B Hotels aliou-se à Casais para construir hotéis em série — e o próximo já cresce na Amadora

B&B Hotels, Grupo Casais, CREE Buildings e First Properties criaram uma aliança para industrializar a construção de hotéis em Portugal e Espanha.

A B&B Hotels quer crescer na Península Ibérica ao ritmo de linha de montagem — e escolheu parceiros portugueses para isso. A cadeia hoteleira formalizou uma aliança com o Grupo Casais, a CREE Buildings e a First Properties para industrializar a construção de hotéis em Portugal e Espanha, transformando o que eram projetos avulsos numa plataforma repetível e escalável. Com madeira híbrida e peças feitas em fábrica. O sistema patenteado da CREE já provou que…

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Gráfico com a dívida de rendas em atraso na habitação pública por município: Lisboa 44,1 milhões, Cascais 2,5 milhões, Porto 1 milhão, Sintra 471 mil euros
Imobiliário 20 de julho de 2026

As rendas em atraso na habitação pública passam os 48 milhões — e Lisboa deve 44

Lisboa, Porto, Cascais e Sintra acumulavam 48 milhões de euros em rendas por cobrar no final de 2025. O incumprimento está a cair, mas houve 86 despejos.

As rendas em atraso na habitação pública das quatro maiores câmaras do país somavam 48 milhões de euros no final de 2025 — e Lisboa, sozinha, responde por 44,1 milhões. Porto, Cascais e Sintra dividem o resto, com a vila de Cascais em segundo lugar (2,5 milhões), o Porto perto de um milhão e Sintra acima dos 471 mil euros. Escala, sobretudo: a capital gere mais de 21.700 fogos municipais — mais do que Porto, Cascais e Sintra juntos. A Gebalis, a empresa…

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