Preços das casas em Portugal: o acompanhamento
Acompanhamento contínuo do mercado da habitação em Portugal — índice de preços do INE, avaliação bancária, rendas e acessibilidade. Atualizado a cada novo dado.
Reunimos aqui, num só sítio, a evolução do mercado da habitação em Portugal. Em vez de um artigo por cada dado novo, atualizamos esta página com o essencial: o índice de preços do INE, a avaliação bancária, as rendas e a acessibilidade para quem compra ou arrenda. Os dados oficiais estão no INE.
Atualizações
11 de julho de 2026
Sinal amarelo do lado da oferta: o INE contou apenas 6.586 projetos de construção e reabilitação licenciados até abril, menos 7% do que no mesmo período de 2025, e os custos de construção de habitação nova subiram 6,9% em maio face ao ano anterior. Menos licenças e obra mais cara é uma receita que costuma acabar num sítio conhecido — pressão sobre os preços mais à frente.
10 de julho de 2026
Os preços das casas subiram 8,9% em junho face a há um ano, segundo o idealista — o oitavo máximo histórico consecutivo, com o metro quadrado nos 3.156 euros. O ritmo abrandou (era 10,2% em maio), mas subiu em todas as 20 capitais de distrito e regiões autónomas, com Portalegre (+25,8%), Castelo Branco (+24,3%) e Santarém (+24,2%) à cabeça. Lisboa continua no topo da tabela, com 6.107 euros/m2, seguida do Porto (4.053) e do Funchal (3.921).
9 de julho de 2026
Idealista: em maio o preço mediano dos imóveis à venda estava em 3.142 euros/m2 e o valor médio anunciado subiu para cerca de 430,5 mil euros (+3,7% homólogos), mas com vendas e preços a abrandar a subida. No arrendamento, a renda mediana nacional chegou aos 9,46 euros/m2 no 1.º trimestre (+9,1%), com Lisboa quase no dobro (17,42 euros/m2).
8 de julho de 2026
A Porto Vivo vai colocar no mercado mais 159 casas de renda acessível até dezembro, elevando para 588 os fogos com rendas abaixo do mercado geridos pela sociedade no final de 2026. No mercado de venda, o preço médio dos imóveis anunciados rondava os 430 mil euros em maio, mais 3,7% do que um ano antes, enquanto as transações do primeiro trimestre caíram 8,7% em termos homólogos — preços a subir, negócio a arrefecer.
6 de julho de 2026
O preço médio dos imóveis anunciados para venda chegou aos 430,5 mil euros em maio, mais 3,7% do que um ano antes, segundo o relatório de preços da Imovirtual — mas o mercado dá sinais claros de desaceleração. No primeiro trimestre, os preços de venda chegaram a cair ligeiramente enquanto as rendas subiram na maioria dos distritos. Na prestação da casa, o fosso regional continua enorme: Aveiro tem a prestação média mais alta (perto de 967 euros) e Viseu a mais baixa (cerca de 398 euros), uma diferença de quase 570 euros por mês.
4 de julho de 2026
As rendas descem há cinco meses consecutivos a nível nacional, mas Lisboa continua a ser das capitais menos acessíveis da Europa. Portugal está no top 3 europeu na subida de preços de compra.
1 de julho de 2026
Os preços da habitação bateram novo recorde em maio: subida de 10,2% em cadeia homóloga, com o preço mediano a chegar aos 3.142 euros por metro quadrado, embora o ritmo comece a dar sinais de abrandamento.
30 de junho de 2026
A avaliação bancária das casas atingiu novo máximo (2.208 euros/m²) e o índice de preços do INE confirmou a subida no arranque do ano.
Imagem: Philip Mallis from Melbourne / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)