Penafiel aposta na habitação colaborativa: 2,7 milhões para envelhecer com companhia
Um novo projeto de habitação social em Penafiel responde ao envelhecimento e à falta de casas acessíveis com uma solução comunitária.
Nem só de grandes números nacionais vive a habitação. Às vezes a solução mais interessante aparece num concelho do interior norte — e é precisamente o caso de Penafiel.
A autarquia vai avançar com um projeto de habitação social diferente do habitual bloco de apartamentos: uma solução de habitação colaborativa e comunitária, pensada para responder a dois problemas ao mesmo tempo — o envelhecimento da população e a falta de casas a preços acessíveis. O investimento ronda os 2,7 milhões de euros.
O que é “habitação colaborativa”
A ideia é simples e antiga, só que arrumada de forma moderna: pessoas (muitas vezes mais velhas) a viverem em casas próprias mas com espaços e serviços partilhados, de forma a combater o isolamento e a baixar custos. Em vez de cada um fechado no seu canto, há zonas comuns, entreajuda e uma rede de vizinhança montada de propósito.
Para um país que envelhece depressa e onde muitos idosos vivem sozinhos em casas grandes e frias, é um modelo que faz cada vez mais sentido. Junta-se o problema da solidão ao da habitação cara e tenta resolver-se os dois de uma vez.
Pequeno, mas a apontar caminho
Não é uma bala de prata para a crise nacional — são poucas casas num concelho. Mas é o tipo de experiência que vale a pena seguir: se correr bem, pode inspirar outras câmaras a olhar para a habitação não só como tijolo, mas como comunidade.
Às vezes a inovação na habitação não está num arranha-céus em Lisboa, está numa boa ideia em Penafiel.
Imagem ilustrativa · Foto: SHOX ART / Pexels