As casas vão continuar a subir em 2026 — mas mais devagar
Os preços bateram o sétimo recorde seguido, com +10,2% em maio. A S&P prevê uma travagem para os 7% este ano. Travagem, note-se, não é descida.
Boas notícias e más notícias no mesmo gráfico. Em maio, o preço mediano das casas em Portugal subiu 10,2% face ao ano anterior, para cerca de 3.142 euros por metro quadrado — o sétimo máximo histórico consecutivo. Sim, sétimo seguido.
A parte que dá uma réstia de esperança a quem procura casa: a S&P Global prevê que a subida abrande para os 7% ao longo de 2026. Cuidado com a leitura — abrandar não é baixar. As casas continuam a ficar mais caras, só que a um ritmo menos alucinante. E mesmo esses 7% ficam bem acima da média europeia, estimada à volta dos 4,3%.
O que mudou
A diferença está na procura. As famílias andam mais cautelosas, as vendas começaram a perder fôlego, e quando há menos gente a empurrar, os preços deixam de disparar. Não é uma viragem dramática — é o mercado a tirar o pé do acelerador.
Para quem anda à procura na zona de Lousada e do Vale do Sousa, a mensagem é a de sempre, com um asterisco: comprar agora não vai ficar mais barato amanhã, mas o pânico de “ou compro hoje ou nunca mais” também já não se justifica tanto.
Imagem ilustrativa · Foto: Artful Homes / Pexels