O iPhone abre-se à concorrência: Claude entra como opção ao lado da Siri
Na WWDC 2026, a Apple passou a deixar escolher o assistente de IA no iPhone. O Claude, da Anthropic, junta-se à lista — um sinal de como a guerra da IA mudou.
Durante anos, o iPhone teve uma única voz: a Siri, para o bem e para o mal. Na WWDC 2026, a Apple mudou o guião e passou a permitir escolher qual o assistente de inteligência artificial a usar no telemóvel — e o Claude, da Anthropic, entrou para essa lista de opções. Para quem carrega um iPhone no bolso, é uma pequena grande novidade.
O que muda no dia a dia
A ideia é simples: em vez de ficar preso a um só assistente, o utilizador pode encaminhar pedidos mais complexos — escrever, resumir, programar, organizar — para o modelo que preferir. A Apple mantém a Siri como porta de entrada e a camada de privacidade, mas deixa a parte pesada do raciocínio a cargo de parceiros externos quando faz sentido.
Porque é que isto é importante
Há dois anos, a conversa era se a Apple estava atrasada na corrida da IA. Ao abrir o iPhone a vários modelos, a empresa transformou uma fraqueza numa posição de força: em vez de tentar vencer sozinha, tornou-se o palco onde os melhores assistentes competem pela atenção do utilizador. Para a Anthropic e para as rivais, chegar a centenas de milhões de iPhones é o tipo de vitrina que nenhum orçamento de marketing compra.
Fica por ver como fica a fatura — quem paga o quê, e que dados saem do telefone. Mas a direção é clara: o assistente do seu telemóvel deixou de ser uma imposição para passar a ser uma escolha.
Veja também: como a Siri passou a usar extensões e modelos externos. Detalhes e datas oficiais ficam disponíveis na página de eventos da Apple.
Foto: Omid Armin / Unsplash