Conteúdo feito por IA vai ter de se identificar na Europa
As regras de transparência da Lei da IA chegam em 2026: marcas de água e rótulos para imagens, vídeos e textos artificiais.
Aquela dúvida de “isto é real ou foi feito por IA?” vai começar a ter resposta obrigatória na Europa. A Lei da Inteligência Artificial da União Europeia traz regras de transparência que obrigam a marcar conteúdos gerados ou manipulados por IA, de forma a que máquinas e, idealmente, pessoas consigam perceber que não são autênticos.
O que muda na prática
Imagens, vídeos, áudio e texto produzidos por sistemas de IA deverão passar a incluir uma espécie de marca de água digital, detetável de forma automática. A ideia é travar a desinformação e os deepfakes, dando ao utilizador uma pista de que aquilo que vê pode não ser uma fotografia real nem uma declaração verdadeira de alguém.
Quando entra em vigor
O calendário sofreu um ajuste. As regras de transparência estavam previstas para agosto de 2026, mas a obrigação de marcar de forma legível por máquina os conteúdos artificiais foi adiada para dezembro de 2026, dando mais tempo às empresas para se adaptarem. A Comissão também já nomeou o painel científico que vai apoiar a fiscalização.
Para o utilizador comum, a promessa é simples: menos enganos. Não resolve tudo, há sempre quem tente contornar, mas é um passo para que a internet volte a distinguir o genuíno do fabricado.
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Texto e calendário oficiais da Lei da IA em digital-strategy.ec.europa.eu.
Imagem ilustrativa · Foto: Matheus Bertelli / Pexels