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O drone Thales Watchkeeper WK450 do Exército britânico, o sistema que vai ser substituído pelo AR5 da Tekever
Tecnologia 3 de agosto de 2026

A Tekever vai substituir os drones de vigilância do Exército britânico

O Ministério da Defesa do Reino Unido escolheu o AR5 da empresa portuguesa para o programa CORVUS, num contrato que pode chegar a 400 milhões de libras ao longo de dez anos. Sai o Watchkeeper, entra um sistema com autonomia baseada em IA.

A Tekever foi selecionada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido para fornecer o CORVUS, a nova capacidade de vigilância do Exército britânico. O contrato pode atingir 400 milhões de libras, cerca de 460 milhões de euros, ao longo dos próximos dez anos.

O sistema escolhido é o AR5, a plataforma autónoma da empresa portuguesa. Vai substituir o Watchkeeper, o drone que o Exército britânico usa há mais de uma década, e deverá começar a entrar em serviço ainda este ano, sujeito à assinatura do contrato e às aprovações finais.

O que o AR5 faz

O AR5 transporta até 50 quilogramas de carga útil de vigilância, entre câmaras e sensores. Foi desenhado para voar durante longos períodos, recolher informação 24 horas por dia e entregar dados em tempo real a quem está a decidir no terreno.

A Tekever descreve o CORVUS como um programa de evolução contínua, pensado para integrar tecnologia nova e lições operacionais ao longo de toda a vida útil do sistema, mantendo o controlo soberano do Reino Unido sobre a capacidade. Ricardo Mendes, presidente executivo da empresa, resumiu a ideia dizendo que o programa reúne experiência operacional, autonomia baseada em IA e capacidade industrial soberana.

A Ucrânia explica muito

A escolha não caiu do céu. Os sistemas autónomos da Tekever acumularam mais de 50 mil horas de voo operacional na Ucrânia desde 2022, e é essa experiência que a empresa aponta como a razão de conseguir adaptar as suas soluções ao ritmo a que o campo de batalha muda.

O secretário da Defesa britânico, Wes Streeting, destacou precisamente esse historial ucraniano e o facto de o AR5 ser fabricado no Reino Unido, argumentando que o investimento apoia as tropas em missão e ao mesmo tempo impulsiona a reindustrialização britânica.

Onde fica feito

A produção vai concentrar-se nas novas instalações da Tekever em Swindon. Bristol e Southampton ficam com a engenharia, e o País de Gales Ocidental com a formação, os ensaios e a avaliação. O acordo prevê a criação e manutenção de centenas de postos de trabalho qualificados, e a Tekever vai liderar um consórcio de pequenas e médias empresas britânicas.

O contrato tem um período inicial de pelo menos cinco anos, com possibilidade de extensão, e integra o investimento OVERMATCH, também de 400 milhões de libras. É mais um passo de uma empresa que este ano já tinha comprado a CloudSweep para reforçar a componente de inteligência artificial. Os comunicados oficiais são publicados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido.

Por Oliver Grant

Imagem: Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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A resposta direta: desde hoje, 2 de agosto de 2026, um chatbot europeu tem de lhe dizer que é um chatbot, e um deepfake tem de vir identificado como tal. As obrigações de transparência do AI Act deixaram de ser calendário e passaram a ser lei aplicável — em Portugal como em toda a União Europeia. Na prática, três coisas mudaram de estatuto. Quem interage com um sistema de inteligência artificial tem de ser informado disso, a não ser que seja óbvio.…

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Tecnologia 1 de agosto de 2026

A Zoox já pode cobrar por viagens num carro sem volante, e é a primeira vez que os EUA autorizam isso

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Vista aérea das unidades de arrefecimento no telhado de um grande centro de dados
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As gigafábricas de IA da Europa já têm concurso aberto, e Portugal entra na corrida com Sines

A Comissão Europeia formalizou o concurso para sete gigafábricas de inteligência artificial, com cerca de 30 mil milhões de euros em jogo. Portugal cofinancia e aposta numa candidatura ibérica ancorada em Sines.

Depois de meses de conversa, a Europa passou finalmente ao papel selado. A Comissão Europeia formalizou o concurso para a construção de sete gigafábricas de inteligência artificial no continente, uma operação que se estima mobilizar qualquer coisa como 30 mil milhões de euros. E Portugal não está a ver isto da bancada. É a versão europeia do músculo. Falamos de centros de computação de escala industrial, com dezenas de milhares de chips especializados a…

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Pioneer Building, em San Francisco, sede da OpenAI
Tecnologia 30 de julho de 2026

Mais de mil trabalhadores da OpenAI, da Google e da Meta assinaram uma carta a pedir um travão à IA

A carta Pacing the Frontier, assinada por mais de 1.100 trabalhadores de laboratórios de IA, pede a Washington que construa as ferramentas para um abrandamento coordenado e verificável.

Quem constrói as máquinas anda a pedir um travão. Uma carta aberta que começou a circular a 28 de julho já leva mais de 1.100 assinaturas de trabalhadores da OpenAI, da Anthropic, da Google e da Meta, e pede ao governo dos Estados Unidos que ajude a montar aquilo a que chamam um mecanismo de ritmo para a inteligência artificial. Não pede que se desligue nada amanhã. Pede infraestrutura: as ferramentas técnicas e as regras de governação que tornariam…

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Tim Cook, presidente executivo da Apple
Tecnologia 29 de julho de 2026

Tim Cook deixa a liderança da Apple e John Ternus assume a 1 de setembro

Tim Cook deixa de ser CEO da Apple a 1 de setembro e passa a presidente executivo do conselho. O novo CEO é John Ternus, o engenheiro que há 25 anos desenha o hardware da casa.

Estava no ar há meses e agora tem data. A Apple confirmou na segunda-feira que Tim Cook deixa o cargo de presidente executivo a 1 de setembro, ao fim de quinze anos a comandar a empresa mais vigiada do mundo. Não vai para casa: passa a presidente executivo do conselho de administração. Quem se senta na cadeira principal é John Ternus. A empresa fez questão de dizer que isto não foi um sobressalto. Descreveu a mudança como o resultado de um processo de…

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A torre da sede da ASML em Veldhoven, nos Países Baixos, vista de fora
Tecnologia 29 de julho de 2026

A China já está a fabricar as suas próprias máquinas de litografia e é a Europa que fica mais nervosa

Pequim arrancou com produção em escala de máquinas de litografia DUV por imersão, o equipamento onde a holandesa ASML manda. Um relatório financiado pela UE fala num futuro sombrio para os chips europeus.

Durante anos, a resposta curta para explicar porque é que a China não conseguia fabricar chips de topo cabia numa palavra: litografia. É a máquina que desenha os circuitos no silício, custa dezenas de milhões, e o mundo praticamente inteiro compra-a à holandesa ASML. Sem ela não há fábrica que valha. Essa resposta curta acaba de ficar mais complicada. A China começou este ano a produzir em escala máquinas nacionais de litografia DUV por imersão — não são…

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Dario Amodei, cofundador e CEO da Anthropic, numa conferência de tecnologia
Tecnologia 28 de julho de 2026

A Anthropic lançou o Claude Opus 5 a metade do preço do modelo topo, e isso mexe com quem paga a fatura

O novo modelo da Anthropic chegou a 24 de julho com preços de 5 dólares por milhão de tokens de entrada e 25 de saída, cerca de metade do Claude Fable 5. Entra como modelo por defeito no plano Max.

A Anthropic apresentou a 24 de julho o Claude Opus 5, e o argumento não é a inteligência bruta — é a fatura. O modelo custa 5 dólares por milhão de tokens de entrada e 25 por milhão de saída, cerca de metade do que se paga pelo Claude Fable 5, o topo de gama lançado em junho. O Opus 5 substitui o Opus 4.8, de maio, e a empresa descreve-o como mais eficiente e mais capaz de verificar o próprio trabalho — de corrigir o rumo a meio de uma tarefa em vez de…

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Vista aérea do porto e da baía de Sines, no litoral alentejano
Tecnologia 28 de julho de 2026

O cabo Nuvem da Google já chegou a Sines e liga Portugal aos Estados Unidos por baixo do mar

O cabo submarino Nuvem, da Google, aterrou em Sines. São cerca de 7.000 quilómetros de fibra até à Carolina do Sul, com passagem pelos Açores e pelas Bermudas, e a MEO entrou como parceira nacional.

Há um cabo novo enterrado na areia de Sines e quase ninguém deu por ele. Chama-se Nuvem, é da Google, e acabou de fazer a parte mais difícil do percurso: atravessar o Atlântico e aterrar em solo português. É um cabo submarino de fibra ótica com cerca de 7.000 quilómetros, anunciado em 2023 e agora finalmente ligado do lado de cá. Leva 16 pares de fibra e foi desenhado para transportar até 384 terabits por segundo, o que em linguagem de sala de estar dá…

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