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Gráfico de barras Tugadaily com os consumidores abrangidos pelos novos períodos horários da eletricidade: 500 mil bi e tri-horários, 70 mil tetra-horários e 6 milhões com tarifa simples
Negócios 20 de agosto de 2026

A luz barata da noite vai começar meia hora mais tarde (mas só em 2027)

A ERSE aprovou os novos períodos horários da eletricidade. Na tarifa bi-horária o vazio passa a começar às 22h30 e a acabar às 8h30, meia hora mais tarde nas duas pontas. Muda para 500 mil casas entre julho e dezembro de 2027, e os seis milhões com tarifa simples também vão ver o contador mexer.

Se tem tarifa bi-horária, provavelmente já interiorizou a regra: a partir das dez da noite, pode pôr a máquina a trabalhar. Essa regra vai mudar. Não muito, mas o suficiente para dar cabo do hábito.

A ERSE fechou em 31 de julho a revisão dos períodos horários da eletricidade em Portugal continental, e o resumo cabe em duas linhas. No ciclo diário da tarifa bi-horária, o período de vazio deixa de começar às 22h00 e passa a começar às 22h30. Em compensação, deixa de acabar às 8h00 e passa a acabar às 8h30. Nos dias úteis do ciclo semanal a mesma meia hora aplica-se nas duas pontas: o vazio começa às 0h30 em vez da meia-noite e termina às 7h30 em vez das 7h00.

Para quem tem tarifa tri-horária, e para as empresas em tetra-horária, a mudança é de outra natureza. Desaparecem as horas de ponta de manhã e ao início da tarde, e a ponta concentra-se ao fim do dia. As durações diárias de cada período mantêm-se todas — ponta, cheias, vazio normal e super vazio. O que muda é onde começam e onde acabam.

Porquê mexer nisto agora

A explicação da ERSE é o sistema elétrico ter deixado de se comportar como quando estes horários foram desenhados. Com a produção renovável descentralizada a crescer, o perfil real de utilização das redes deslocou-se, e os períodos tarifários deixaram de coincidir com ele. Encaixa no retrato que já traçámos quando Portugal apareceu entre os quatro países da UE com mais eletricidade renovável: quando o sol e o vento entram a horas diferentes, a hora barata também tem de mudar de sítio. O argumento seguinte é de carteira: horários mais alinhados com a utilização real adiam investimento em redes, e o custo das redes está na fatura de toda a gente.

Há ainda duas simplificações. Passa a existir um único ciclo diário ao longo do ano, sem a distinção entre hora legal de inverno e de verão, e um único ciclo semanal.

Quando é que isto chega à sua fatura

Nada muda este ano nem no próximo verão. As instalações empresariais e industriais mudam todas de uma vez, a 1 de abril de 2027. Os clientes domésticos e pequenos negócios com opção bi ou tri-horária mudam entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2027, e não têm de fazer nada: a alteração é feita à distância pelo operador de rede através do contador inteligente, com 99% dos clientes de baixa tensão normal já equipados. Só em casos residuais aparecerá um técnico à porta.

E aqui está a parte que passou despercebida. Os cerca de seis milhões de clientes com tarifa simples não são abrangidos pela mudança de horários, mas os contadores vão ser atualizados na mesma, entre 1 de novembro de 2027 e 31 de março de 2030, para passarem a mostrar leituras por período horário. Traduzindo: quem sempre desconfiou que a bi-horária não compensava no seu caso vai finalmente poder confirmar com os seus próprios números em vez de adivinhar. Quem não quiser esperar pela sua vez pode pedir à E-REDES que parametrize o contador mais cedo.

A ERSE prometeu simuladores e material explicativo ao longo da implementação. Por agora, o comunicado com os novos horários está publicado no site do regulador — e vale a pena guardar a data de julho de 2027 algures.

Por Beatriz Mota

Infografia: Tugadaily · dados ERSE

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Entra hoje em vigor a lei que trava a prescrição de 880 milhões em coimas da Concorrência

A Lei n.º 51/2026 tem um único artigo e resolve uma divergência entre tribunais: as regras de prescrição de 2022 passam a aplicar-se aos 19 processos que já estavam pendentes. Em causa estão cerca de 880 milhões de euros.

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Gráfico Tugadaily com três barras para o gasóleo: dez cêntimos de subida nos mercados, dois cêntimos travados pelo desconto do ISP e oito cêntimos de subida real a 17 de agosto de 2026
Negócios 16 de agosto de 2026

O gasóleo sobe oito cêntimos na segunda-feira (e o Estado devolve os dois que tinha ficado)

Os mercados pedem mais dez cêntimos no gasóleo e nove na gasolina. O desconto do ISP subiu na sexta-feira e trava cerca de dois, deixando a conta em oito e sete e meio.

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Gráfico de barras da Tugadaily com o peso do turismo na economia portuguesa em 2025: consumo 16,1%, contributo total 11,8%, VAB direto 8,1%
Negócios 15 de agosto de 2026

O turismo vale 8,1% da economia. Também vale 16,1%, e os dois números são do INE

A Conta Satélite do Turismo para 2025 dá três leituras diferentes do mesmo setor, e é por isso que os títulos nunca batem certo. Só uma delas mede o que o turismo acrescenta ao país.

Se leu esta semana que o turismo vale 8,1% da economia portuguesa, leu bem. Se leu que vale 11,8%, também leu bem. E se leu 16,1%, igualmente. Os três números saem do mesmo destaque do INE, publicado a 3 de agosto, e medem coisas diferentes. Vale a pena perceber quais, porque a confusão entre elas é a razão pela qual o debate sobre o turismo em Portugal anda sempre a falar em círculos.

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Autocarro da FlixBus com a habitual pintura verde e laranja, visto de lado, parado numa rua junto a um edifício
Negócios 14 de agosto de 2026

Já se apanha a FlixBus no Montijo sem passar pela Gare do Oriente (e Coimbra fica a 4,49 euros)

A linha entrou em operação a 13 de agosto e liga o Montijo a Torres Vedras, São Martinho do Porto, Nazaré, Marinha Grande e Coimbra. São quatro horários diários, dois em cada sentido, e a paragem nova ficou nas Portas da Cidade, junto à A33 e à A12.

Quem mora no Montijo e quisesse apanhar um autocarro de longo curso tinha, até esta semana, uma rotina conhecida: atravessar o Tejo, chegar à Gare do Oriente e só aí começar a viagem a sério. Deixou de ser preciso. A FlixBus começou a operar no concelho a 13 de agosto e a paragem nova ficou nas Portas da Cidade, na Avenida Pedro Nunes, atrás da Decathlon e ao lado de uma paragem da Carris Metropolitana.

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Carros empilhados num parque de sucata à espera de trituração, com bidões de recolha de líquidos em primeiro plano
Negócios 13 de agosto de 2026

Mandar um carro para a sucata mudou hoje em toda a União Europeia

O novo regulamento europeu dos veículos em fim de vida entrou em vigor a 13 de agosto. Fixa 15% de plástico reciclado nos carros novos a partir de 2032, alarga as regras a camiões, autocarros e motociclos, e a partir de meados de 2031 só deixa exportar para fora da UE veículos que ainda circulem.

Entrou hoje em vigor o regulamento europeu que decide como os carros são feitos, desmontados e reciclados quando chegam ao fim. Substitui duas diretivas com idade para votar: uma de 2000, outra de 2005. Nada disto se nota amanhã num stand. Quase todos os números do texto têm data marcada para a próxima década, e é aí que está a história. A partir de hoje, os fabricantes têm de disponibilizar instruções claras sobre como se retira e se substitui cada…

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Fachada de um balcão do Novo Banco, em Albufeira, com a insígnia verde e branca sobre a entrada
Negócios 11 de agosto de 2026

O Novobanco ganhou 367,2 milhões no semestre, menos 15,6% do que há um ano

A queda vem dos custos extraordinários da venda ao Groupe BPCE e de uma taxa efetiva de imposto mais alta. O crédito cresceu 5,9%, os depósitos 7,7% e o rácio CET1 subiu para 19,2%.

O Novobanco fechou o primeiro semestre com 367,2 milhões de euros de lucro. No mesmo período do ano passado tinham sido 434,9 milhões, o que dá uma queda de 15,6%. A explicação do banco tem duas pernas e nenhuma delas é comercial. A primeira são os custos extraordinários da venda ao Groupe BPCE, a operação francesa que arrancou formalmente neste semestre e ficou concluída a 30 de abril. A segunda é uma taxa efetiva de imposto mais alta, com a fatura…

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Entrada do centro comercial La Vaguada, em Madrid
Negócios 11 de agosto de 2026

O fundo soberano da Noruega comprou oito centros comerciais em Espanha (e é a Sonae Sierra que os vai gerir)

A Norges Bank Investment Management fica com 92% de uma carteira avaliada em cerca de 1,5 mil milhões de euros. A Sonae Sierra entra com 8% e assume a gestão dos 258 mil metros quadrados.

O maior fundo soberano do mundo vai passar a ter oito centros comerciais espanhóis na carteira, e quem os vai gerir no dia a dia é uma empresa portuguesa. A Norges Bank Investment Management, que faz a gestão do fundo petrolífero norueguês, assinou o acordo a 31 de julho para comprar 92% da carteira, pagando cerca de 1,4 mil milhões de euros. O valor bruto do conjunto ronda os 1,5 mil milhões. Uma subsidiária da Sonae Sierra fica com os restantes 8% e…

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Filas de automóveis novos alinhados no porto de Setúbal, à espera de embarque, com um navio de carga ao fundo
Negócios 11 de agosto de 2026

A indústria vendeu mais 6,5% em junho e mesmo assim empregou menos gente

O volume de negócios subiu 6,5% em termos homólogos, puxado pelo mercado interno (mais 9,0%) e pela energia (mais 11,6%). No mesmo mês, o emprego caiu 0,7% e as remunerações subiram 5,6%.

A indústria portuguesa vendeu mais em junho. O índice de volume de negócios subiu 6,5% em termos homólogos, segundo os dados que o INE publica nos índices de negócios na indústria, e no segundo trimestre inteiro as vendas cresceram 7,5%, contra apenas 1,4% no trimestre anterior. Antes de festejar, convém ler a letra pequena. Boa parte desta subida é preço, não é volume: o próprio instituto atribui a aceleração trimestral em larga medida à evolução dos…

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Jardim de Santa Bárbara, junto à muralha do Paço Episcopal, no centro de Braga
Negócios 10 de agosto de 2026

Como é que uma obra a 95% pode perder o financiamento? Cinco IPSS de Braga estão a fazer essa pergunta

A UDIPSS Braga escreveu ao Presidente da República e ao Governo sobre cinco investimentos sociais de 11,9 milhões de euros, com 6,1 milhões de fundos do PRR em risco por atrasos que diz não terem causado.

A pergunta parece absurda e não é. Há empreitadas em Braga com 95% da obra feita que podem perder o dinheiro europeu que as pagou até aqui, porque o prazo de execução acaba antes de a obra acabar. A União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Braga escreveu uma carta aberta ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e a vários membros do Governo a pedir uma resposta política urgente. O levantamento que fez junto das…

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Um comboio Talgo entre Granada e Madrid a atravessar a estação de Iznalloz, em Espanha, ao longo de uma linha eletrificada
Negócios 10 de agosto de 2026

Estas são as duas empresas que querem pôr a CP a andar a 300 quilómetros por hora

A francesa Alstom e a espanhola Talgo foram as únicas a passar a fase de pré-qualificação do concurso da CP para 12 comboios de alta velocidade. Têm agora 90 dias para apresentar propostas e a decisão fica para o final do ano.

Ficaram duas na corrida. A francesa Alstom e a espanhola Talgo foram as únicas empresas a apresentar-se à fase de pré-qualificação do concurso lançado pela CP em maio para comprar 12 comboios de alta velocidade, e a entrega das candidaturas fechou a 1 de agosto. O calendário a partir daqui é conhecido. As duas têm 90 dias para transformar a candidatura numa proposta concreta, com preço e prazos, e a decisão deverá cair no final deste ano. O concurso tem…

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