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Estafetas da Glovo com as mochilas amarelas junto às suas motas
Negócios 16 de julho de 2026

A Glovo em Portugal vai mudar de dono — foi vendida a um fundo americano no negócio Uber-Delivery Hero

A operação da Glovo em Portugal é um dos 14 negócios que a Delivery Hero vai vender ao fundo SSW Partners por cerca de 1.400 milhões de euros, no âmbito da compra da Delivery Hero pela Uber.

A mochila amarela que sobe e desce as ruas das cidades portuguesas vai ter novos patrões. A operação da Glovo em Portugal foi incluída num pacote de 14 negócios que a Delivery Hero, dona da marca, vai vender ao fundo norte-americano SSW Partners — uma peça lateral, mas importante, do xadrez em que a Uber compra a gigante alemã das entregas.

Quem comprou a Glovo em Portugal?

A SSW Partners, um fundo de investimento norte-americano, que vai pagar cerca de 1.400 milhões de euros por operações em 14 mercados — entre elas a Glovo em Portugal, Espanha, Polónia, Roménia e Moldova, a Foodora em quatro países nórdicos e da Europa Central, a Efood na Grécia e a Yemeksepeti na Turquia. A venda só se concretiza se a operação principal avançar: a Uber ofereceu 41,50 euros por ação pela Delivery Hero, avaliando o grupo de Berlim em cerca de 12.900 milhões de euros.

Porque é que a Uber não fica com a Glovo?

Sobretudo por causa da concorrência. A Uber já opera em Portugal e em Espanha com o Uber Eats, e ficar com a Glovo nos mesmos mercados criaria sobreposições que os reguladores dificilmente deixariam passar. Já era acionista de 36% da Delivery Hero e, com a compra, passa a controlar o grupo — mas os 14 negócios vendidos à SSW seguem caminho separado, com o fundo a prometer procurar “parceiros estratégicos” para cada um. Os detalhes da oferta estão na sala de imprensa da Delivery Hero.

O que muda para quem pede jantar — e para quem o entrega?

Para já, nada: a app continua a funcionar, os estafetas continuam a receber pela Glovo e os restaurantes mantêm os contratos. A médio prazo, a dona será outra, e mudanças de dono neste setor costumam trazer revisões de comissões e de condições. Num ano em que as empresas portuguesas estão mais rentáveis, o mercado das entregas continua a ser um dos mais disputados — e agora com um jogador novo à mesa.

Resta saber se a mochila muda de cor. Para milhares de estafetas e restaurantes, o mais importante é que não mude o resto.

Por Beatriz Mota

Imagem: FaceMePLS from The Hague, The Netherlands / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Barras de ouro
Negócios 16 de julho de 2026

Mercados em acompanhamento: ouro, Fed, petróleo e bolsas

O nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal — ouro, decisões da Fed e do BCE, petróleo e bolsas. Atualizado a cada novidade.

Este é o nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal. Em vez de um artigo novo por cada oscilação, atualizamos esta página sempre que há algo que interessa: ouro, decisões da Reserva Federal e do Banco Central Europeu, petróleo e as principais bolsas. Para o contexto de fundo sobre a economia portuguesa, veja o nosso balanço de meio de ano. Os dados oficiais estão no Banco de Portugal.

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Balcões de check-in no Terminal 2 do aeroporto de Lisboa com passageiros em fila
Negócios 15 de julho de 2026

Os aeroportos portugueses fizeram 7,1 milhões de passageiros em maio e bateram outro recorde

Os aeroportos nacionais movimentaram 7,1 milhões de passageiros em maio de 2026, mais 2,9% do que há um ano e um novo máximo histórico, segundo o INE. Lisboa concentra metade do tráfego.

Sete vírgula um milhões de pessoas passaram pelos aeroportos portugueses em maio. Num mês. Que nem sequer é época alta. É um novo máximo histórico, mais 2,9% do que em maio do ano passado, e vem confirmar aquilo que qualquer pessoa que tenha tentado passar a segurança na Portela às sete da manhã já sabia: isto não está a abrandar. Foram 7,1 milhões, entre embarques, desembarques e trânsitos diretos, distribuídos por 23,8 mil aterragens de voos comerciais,…

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Joaquim Miranda Sarmento, ministro de Estado e das Finanças, a discursar num púlpito
Negócios 15 de julho de 2026

A economia acelerou no segundo trimestre, diz o ministro das Finanças — e a fatura do PRR é que trava o resto

Miranda Sarmento garantiu no Parlamento que consumo, investimento e exportações aceleraram no segundo trimestre de 2026. O senão: os empréstimos do PRR comem a margem orçamental.

Se andava à espera de más notícias sobre a economia, esta quarta-feira não trouxe nenhuma. Miranda Sarmento foi ao Parlamento e disse que os dados do segundo trimestre são francamente positivos, com aceleração do consumo, do investimento e das exportações. A estimativa rápida do INE só sai no fim do mês, por isso ainda é uma promessa e não um facto — mas é a leitura do próprio Governo, e essa costuma ser conservadora quando pode. O retrato que o ministro…

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José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura e Mar
Negócios 15 de julho de 2026

Os adubos dispararam, e Bruxelas acaba de dar a Portugal 162 milhões para segurar os agricultores

O Conselho da UE deixou Portugal transferir até 162,2 milhões para pagamentos diretos a quem produz, por causa do preço dos fertilizantes. Agora o Governo tem até final de agosto para decidir o que faz com eles.

Portugal acaba de ganhar 162,2 milhões de euros de margem para meter dinheiro diretamente no bolso dos agricultores. Não é dinheiro novo que cai do céu — é autorização para mexer no que já existe, e nestas coisas isso costuma valer quase o mesmo. O Conselho da União Europeia aprovou o regulamento que permite aos Estados-membros retirar verbas de outras áreas do plano estratégico da PAC, como o desenvolvimento rural, e canalizá-las para os pagamentos…

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Sede da Meta Platforms em Menlo Park, na Califórnia
Negócios 12 de julho de 2026

Meta quer duplicar a capacidade de computação para 14 gigawatts até 2027

Um memorando interno revela que a Meta planeia duplicar a computação para IA até 2027, com investimento recorde e um novo megacentro de dados no Canadá.

A Meta está a preparar a maior expansão de infraestrutura da sua história: segundo um memorando interno divulgado esta semana, a empresa planeia duplicar a capacidade total de computação para 14 gigawatts até 2027, com 7 gigawatts a entrar em funcionamento ainda este ano. Para pôr o número em perspetiva, um gigawatt equivale, grosso modo, à potência de uma central nuclear — e a Meta quer catorze só para treinar e servir modelos de inteligência artificial.…

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Sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa, ao anoitecer
Negócios 12 de julho de 2026

Emprego na banca em máximos desde a queda do BES: mais 782 postos num ano

O emprego na banca portuguesa atingiu o nível mais alto desde a queda do BES, com 782 postos criados num ano — enquanto os balcões continuam a fechar.

Depois de uma década a encolher, a banca portuguesa voltou a contratar a sério: no último ano, o setor criou 782 postos de trabalho em termos líquidos, elevando o emprego para o nível mais alto desde a queda do BES, em 2014. É uma inversão de ciclo notável num setor que passou anos sinónimo de reestruturações e rescisões. Não é para os balcões — é para a tecnologia. Os bancos estão a reforçar equipas nas áreas digitais, de dados e de cibersegurança, e a…

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Torre da Nasdaq em Times Square, Nova Iorque
Negócios 11 de julho de 2026

SK Hynix dispara 13% na estreia na Nasdaq após maior IPO estrangeiro de sempre nos EUA

A SK Hynix fechou a subir 13% na estreia na Nasdaq, depois de levantar 26,5 mil milhões de dólares — o maior IPO de uma empresa estrangeira nos EUA.

A fome dos investidores por tudo o que toque em inteligência artificial tem um novo recorde para mostrar. A sul-coreana SK Hynix, fabricante das memórias que alimentam os chips da Nvidia, estreou-se na Nasdaq com uma subida de 13%, para 168,01 dólares, depois de uma operação que levantou 26,5 mil milhões de dólares. Porque é o maior IPO de sempre de uma empresa estrangeira nos Estados Unidos, batendo o recorde que a Alibaba detinha desde 2014 (25 mil…

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Navio e gruas no Porto de Leixões, em Matosinhos
Negócios 11 de julho de 2026

Exportações portuguesas crescem 5,1% em maio, mas défice comercial agrava-se no acumulado do ano

As exportações de bens cresceram 5,1% em maio, segundo o INE, e as importações recuaram 1,6%. No acumulado até maio, porém, o défice comercial agravou-se em 1.732 milhões de euros, para 14.383 milhões.

As exportações portuguesas de bens cresceram 5,1% em maio face ao mesmo mês de 2025 — o melhor registo em quase dois anos — enquanto as importações recuaram 1,6%, segundo os dados do comércio internacional divulgados pelo INE. Um mês para emoldurar, portanto. O problema é o filme completo do ano, que conta uma história menos animadora. No acumulado de janeiro a maio, as exportações caíram 0,2% e as importações subiram 3,5% em termos homólogos. Resultado:…

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Logótipo da Delta Cafés, do grupo Nabeiro
Negócios 10 de julho de 2026

Delta resgata Mocoffee: 3 milhões para salvar a fábrica de cápsulas da Azambuja

O grupo Nabeiro injeta 3 milhões na Mocoffee, fica acionista único e paga 6 milhões aos credores. O plano prevê perdão de 64% de uma dívida de 23,4 milhões.

A Delta vai ficar com a Mocoffee — e com ela uma fábrica na Azambuja capaz de produzir 350 milhões de cápsulas de café por ano. O plano de recuperação da produtora, que chegou a 2026 à beira da insolvência com 23,4 milhões de euros de dívidas, passa por uma injeção de 3 milhões do grupo Nabeiro, que fica como acionista único. Cerca de 36% do que lhes é devido: o plano negociado em processo especial de revitalização (PER) prevê um perdão de 64,4% da…

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Sede do Banco Europeu de Investimento, no Luxemburgo
Negócios 10 de julho de 2026

Campeões Tecnológicos Europeus: Portugal adere a fundo do BEI que quer mobilizar 80 mil milhões

Portugal aderiu à Iniciativa Campeões Tecnológicos Europeus do BEI, que quer angariar 15 mil milhões de euros e mobilizar até 80 mil milhões para 1.500 tecnológicas em expansão.

Portugal vai entrar com dinheiro próprio na nova fase da Iniciativa Campeões Tecnológicos Europeus, a aliança de investimento liderada pelo Banco Europeu de Investimento que quer mobilizar até 80 mil milhões de euros para 1.500 empresas tecnológicas europeias em fase de expansão. O anúncio foi feito esta sexta-feira pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, à margem da reunião do Ecofin, em Bruxelas. Ainda não se sabe — e essa é a parte…

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ISTSat-1, o primeiro satélite universitário português
Negócios 10 de julho de 2026

Setor espacial português vale 1,2 mil milhões de euros — e cada euro gera mais 1,17 na economia

O setor espacial em Portugal contribuiu com 1,2 mil milhões de euros para o PIB entre 2019 e 2024, diz o estudo da Novaspace para a Agência Espacial Portuguesa.

O espaço já é um negócio a sério em Portugal: entre 2019 e 2024, as atividades espaciais contribuíram diretamente com 1,2 mil milhões de euros para o PIB nacional. A conta é do estudo socioeconómico que a Novaspace fez para a Agência Espacial Portuguesa — o retrato mais completo de sempre do setor — e vem com um multiplicador que explica o entusiasmo: por cada euro que o espaço acrescenta diretamente à economia, geram-se mais 1,17 euros nas cadeias de…

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Cálice de vinho do Porto
Negócios 9 de julho de 2026

Vinhos portugueses: AEP junta compradores de seis mercados europeus no Porto

A terceira edição do Portugal Premium Wines trouxe importadores do Reino Unido, Alemanha, Países Baixos, Bélgica, Irlanda e Escandinávia ao Porto para negociar com 20 produtores nacionais.

Enquanto meio país olhava para os termómetros, no Porto falava-se de exportações a copo cheio. A Associação Empresarial de Portugal (AEP) promoveu até esta quinta-feira a terceira edição do Portugal Premium Wines, uma missão inversa que trouxe importadores de seis mercados europeus estratégicos para negociar diretamente com produtores nacionais. É uma iniciativa da AEP que, em vez de levar os produtores lá fora, traz os compradores cá dentro: importadores…

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Gráfico de crescimento económico com linha ascendente
Negócios 9 de julho de 2026

PIB de Portugal cresce 2,2% no segundo trimestre e Católica revê 2026 em alta

A economia portuguesa terá crescido 2,2% em termos homólogos no segundo trimestre de 2026, segundo o NECEP da Católica, que subiu a previsão anual de 1,5% para 1,8%.

A economia portuguesa terá crescido 2,2% em termos homólogos no segundo trimestre de 2026, e a Universidade Católica reviu em alta a previsão para o conjunto do ano — de 1,5% para 1,8%. É a confirmação de que a recuperação ganhou tração depois de uma primeira metade do ano marcada por energia cara e cadeias de distribuição perturbadas. Segundo o NECEP – Católica Lisbon Forecasting Lab, o PIB terá crescido 0,6% em cadeia (face ao trimestre anterior) e 2,2%…

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Gruas num estaleiro de construção
Negócios 8 de julho de 2026

Criação de empresas em Portugal recua 4,1% no semestre — mas a construção dispara

Nasceram 27.831 empresas em Portugal no primeiro semestre de 2026, menos 4,1% do que há um ano. A construção cresceu 11% e é, pela primeira vez, o segundo setor que mais empresas cria.

Portugal criou 27.831 novas empresas no primeiro semestre de 2026 — menos 4,1% do que no mesmo período do ano passado. À primeira vista é uma má notícia; vista de perto, é uma fotografia com mais nuance: fecham menos empresas do que antes e há um setor a remar claramente contra a maré. A construção. O setor registou um crescimento de 11% em novas empresas no semestre e alcançou, pela primeira vez, o segundo lugar entre todas as atividades económicas. Não…

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