Acabou de chegar a Portugal? Como tratar da saúde sem stress
SNS, seguro privado e o número de utente: o passo a passo para não ficar a descoberto nos primeiros meses.
Mudar de país já dá trabalho que chegue; ficar sem cobertura de saúde no meio da mudança é o tipo de surpresa que ninguém quer. A parte boa é que, em Portugal, o sistema é mais acessível do que muitos recém-chegados imaginam, desde que se trate das coisas pela ordem certa.
Primeiro o seguro, depois o SNS
Para pedir a maioria dos vistos de residência, como o D7 ou o D8, é preciso apresentar um seguro de saúde válido, normalmente com uma cobertura mínima na casa das dezenas de milhares de euros. É esse seguro que o protege na fase inicial. Importante: inscrever-se no SNS, o serviço público, não substitui esse requisito do visto, são coisas diferentes.
O número de utente é a chave
Depois de ter autorização de residência, pode inscrever-se no centro de saúde da sua área e obter número de utente. É isso que lhe dá acesso ao SNS, com consultas e cuidados a preços simbólicos ou gratuitos. Muitos residentes mantêm na mesma um seguro privado para evitar listas de espera em consultas não urgentes, mas a base pública existe e funciona.
Em resumo: seguro para entrar, número de utente para ficar coberto a sério. Trate dos dois e dorme descansado.
Veja também: o guia dos vistos D8 e D7 e o que mudou na nacionalidade.
Informação oficial sobre inscrição e número de utente no Serviço Nacional de Saúde.
Por Juliana Castilho
Imagem ilustrativa · Foto: Gustavo Fring / Pexels