Visto D8 ou D7? Qual escolher para se mudar para Portugal
Trabalho remoto, reforma ou rendimentos passivos: o guia rápido para perceber qual destes vistos é o seu em 2026.
Quem quer mudar-se para Portugal esbarra logo na primeira dúvida: que visto pedir? Dois aparecem sempre na conversa, o D7 e o D8, e confundi-los pode atrasar todo o processo. A boa notícia é que a diferença é simples de explicar.
D8: o visto dos nómadas digitais
O D8 é hoje a porta de entrada para quem trabalha à distância. Pensado para trabalhadores remotos e freelancers com clientes ou empregador fora de Portugal, exige provar um rendimento mensal acima de um limiar fixado por lei e seguro de saúde válido. Se vive do seu portátil e o salário vem de fora, é quase de certeza o seu caminho.
D7: rendimentos passivos e reformados
O D7 nasceu para quem tem rendimentos passivos, como pensões, rendas ou dividendos, e pede uma fonte regular vinda do estrangeiro, na ordem dos novecentos e poucos euros por mês. É o visto clássico de muitos reformados. Atenção: deixou de ser recomendado para quem tem rendimento de trabalho ativo, justamente o público que agora vai para o D8.
A parte que toda a gente esquece
Seja qual for o visto, vai precisar de NIF, conta bancária e seguro de saúde com cobertura mínima exigida. E lembre-se de que as regras de nacionalidade mudaram este ano, com prazos de espera mais longos, por isso planeie a longo prazo.
Veja também: o que mudou na lei da nacionalidade e a greve na AIMA e os atrasos.
Informação oficial sobre vistos e residência em gov.pt.
Imagem ilustrativa · Foto: Marta Branco / Pexels