Os sismos na Venezuela já fizeram 5.208 mortos — e mais de 120 são portugueses ou lusodescendentes
O balanço dos sismos na Venezuela subiu para 5.208 mortos e 16.740 feridos. Entre as vítimas há mais de 120 portugueses e lusodescendentes, e há 50 desaparecidos.
Quase um mês depois, a terra ainda não deixou a Venezuela respirar. O balanço oficial dos dois sismos de 24 de junho subiu esta segunda-feira para 5.208 mortos — mais 89 do que na contagem anterior — e 16.740 feridos, segundo os números apresentados pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. E para Portugal a tragédia tem um peso muito próprio: entre as vítimas mortais contam-se mais de 120 portugueses e lusodescendentes, com cerca de 50 pessoas da comunidade ainda por localizar.
Quantos portugueses morreram nos sismos na Venezuela?
O número avançado até agora aponta para pelo menos 120 mortos entre portugueses e lusodescendentes, num país onde a comunidade de origem portuguesa — sobretudo madeirense — é uma das maiores do mundo. Enquanto as equipas continuam a escavar, as famílias em Portugal vivem penduradas no telefone; quem precisa de ajuda pode recorrer ao gabinete de emergência consular através do portal das comunidades, que centraliza os pedidos de informação sobre desaparecidos.
A dimensão do desastre já se adivinhava quando fizemos o primeiro balanço, ainda com centenas de mortos — os dois abalos, de magnitude 7,2 e 7,5 com 38 segundos de intervalo, apanharam o centro-norte do país ao início da noite e deixaram bairros inteiros de Caracas e Valência irreconhecíveis.
Que ajuda está no terreno?
Equipas de busca e resgate de vários países, incluindo Portugal, continuam a trabalhar nos escombros, e a ajuda internacional ganhou espaço depois de Washington ter aliviado sanções para a deixar passar. O desafio agora é outro: alojar centenas de milhares de desalojados e evitar que a crise sanitária se torne a segunda tragédia. Um mês depois, a conta ainda não parou de subir — e é isso que mais assusta.
Por Marta Carneiro
Imagem: City Vzla / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)