Alentejo: 339 casas turísticas nascem em Santo André com construção industrializada
A dstgroup vai construir 339 unidades turísticas em Vila Nova de Santo André, num projeto de 52 milhões de euros com construção industrializada até 2028.
O litoral alentejano vai ganhar 339 casas turísticas de uma assentada — e nenhuma delas será construída à moda antiga. O empreendimento, em Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, foi adjudicado à dstgroup por um investidor internacional e será executado em construção industrializada, através da Zethaus, a marca do grupo de Braga dedicada a este modelo.
Qual é a dimensão do projeto de Santo André?
Cerca de 52 milhões de euros, 339 unidades e capacidade para alojar aproximadamente 1.200 hóspedes, com a oferta a chegar ao mercado a partir do verão de 2028. A dstgroup coordena o projeto global e a Zethaus desenvolve a solução construtiva — módulos fabricados fora do estaleiro, montados depois no terreno, o mesmo caminho que a Casais e a espanhola ACR acabam de seguir com a CREE Iberia.
Quem está a investir no projeto?
O grupo não revela o promotor, mas a imprensa económica aponta para a chinesa CALB, a gigante das baterias de lítio que prepara um investimento de cerca de 2 mil milhões de euros numa fábrica na zona de Sines — a poucos quilómetros dali. A lógica é linear: milhares de trabalhadores e visitantes a caminho do litoral alentejano precisam de sítio para dormir.
Para uma região habituada a ver o investimento passar ao largo, é um sinal e tanto — e mais um caso em que o turismo e a indústria puxam um pelo outro. O portefólio do grupo bracarense pode ser consultado no site oficial da dstgroup. O Alentejo, esse, continua a não ter pressa — mas as gruas, pelos vistos, têm.
Imagem: Xuaxo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)