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Gráfico Tugadaily com o número de imóveis do Estado inventariados em 2026: 60 mil identificados, meta de 80 mil
Imobiliário 30 de julho de 2026

Os imóveis do Estado já foram contados e são 60 mil — e ainda faltam 20 mil até dezembro

O primeiro levantamento nacional dos imóveis do Estado fechou seis meses antes do previsto, com 60 mil imóveis identificados. A meta são 80 mil até ao final de 2026.

Durante décadas, o Estado português não sabia bem o que tinha. Agora sabe uma boa parte: o primeiro levantamento sistemático do património imobiliário público fechou com 60 mil imóveis identificados, e fechou seis meses antes do prazo que tinha para o fazer.

O trabalho foi feito pela ESTAMO, a empresa pública que gere imobiliário do Estado, e é a primeira vez que alguém tenta pôr isto num único mapa à escala nacional. Não é uma curiosidade burocrática: só se pode vender, reabilitar, entregar a uma câmara ou transformar em habitação aquilo que se sabe que existe.

Quantos imóveis do Estado já foram identificados?

São 60 mil. A fase seguinte apanha os imóveis dos institutos públicos e deve levar o inventário até cerca de 80 mil imóveis no final de 2026. Em 2027 vem a parte chata mas decisiva — consolidar e validar a informação, cruzando bases de dados entre organismos que até aqui viviam de costas voltadas.

Há um detalhe que muda a leitura toda: cerca de 67% do património do Estado é rústico, ou seja, terreno e não edifício. Essas parcelas vão ser registadas no Balcão Único do Prédio, a plataforma que já tem milhões de prédios inscritos e que serve para saber quem é dono de que pedaço de país — problema antigo no interior, onde muita terra nunca foi registada.

Isto vai dar mais habitação acessível?

Pode dar, mas não automaticamente. O Governo diz que o inventário serve para orientar decisões de investimento e reabilitação, e liga-o ao combate à crise da habitação por três vias: vender imóveis, passar a gestão para as autarquias, ou converter em habitação acessível. Qual delas pesa mais é exatamente a discussão política em curso — a venda de terrenos municipais em Lisboa mostrou que quem quer casas e quem quer receita nem sempre chegam ao mesmo destino.

Fica também o contraste com quem espera. As regras do novo regime de arrendamento acessível entram em vigor em setembro, e uma lista de 80 mil imóveis públicos só vale se alguma coisa lá dentro acabar com chaves na mão de alguém.

Por agora, o Estado deu o passo mais difícil de explicar e o mais fácil de subestimar: sabe o que tem. O resto é escolha.

Por Duarte Figueiredo

Infografia: Tugadaily · dados Governo / ESTAMO

Duas pessoas sentadas a uma mesa a preencher formulários fiscais com uma calculadora ao lado
Imobiliário 30 de julho de 2026

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A segunda prestação do IMI vence a 31 de agosto de 2026 e só apanha quem paga mais de 500 euros de imposto no ano. Como saber se lhe diz respeito e como pagar.

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Imobiliário 29 de julho de 2026

O Apoio Extraordinário à Renda tem mais de 50 mil processos por resolver e a Deco entrou ao barulho

O IHRU admite não estar a conseguir responder aos mais de 50 mil beneficiários do Apoio Extraordinário à Renda. A Deco juntou-se ao instituto para reforçar a informação a quem tem o processo parado.

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Gráfico Tugadaily: preço mediano das casas por metro quadrado em junho de 2026
Imobiliário 28 de julho de 2026

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Gráfico com a percentagem de casas anunciadas com ar condicionado por cidade em 2026
Imobiliário 28 de julho de 2026

Só uma em cada três casas à venda ou para arrendar tem ar condicionado, e o calor já chegou

Apenas 34% dos anúncios de venda e arrendamento em Portugal incluem ar condicionado, segundo dados do segundo trimestre de 2026. Vila Real e Faro lideram com mais de metade; a Guarda fica-se pelos 13%.

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Imobiliário 28 de julho de 2026

O interior já entrou no top 50 de quem procura casa para arrendar em Portugal

Concelhos do Alentejo, de Trás-os-Montes e das Beiras entraram no top 50 da procura de arrendamento no segundo trimestre de 2026, enquanto Coimbra e Porto perderam mais de metade da oferta.

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Fachada de um prédio de habitação em Lisboa revestida a azulejo, com varandas e plantas nas sacadas
Imobiliário 26 de julho de 2026

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Seis meses depois das tempestades, a associação de administradores de condomínios defende que cada edifício tenha um só seguro em vez de um por fração, para destravar as participações nas partes comuns.

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Estação da Parede, na linha de Cascais
Imobiliário 25 de julho de 2026

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Imobiliário 23 de julho de 2026

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Quem anda à procura de casa para arrendar já sentiu na pele: há cada vez menos anúncios e a concorrência é feroz. Os números confirmam o que a rua já sabia. A oferta de casas para arrendamento de longa duração em Portugal caiu 22% no segundo trimestre de 2026 face ao ano anterior, para um total de 40.716 imóveis disponíveis. Menos oferta, mais candidatos por porta, e rendas que continuam a apertar. A quebra não é igual em todo o lado. Coimbra foi a cidade…

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Mão a segurar um molho de chaves com pendente em forma de casa, à porta de uma habitação
Imobiliário 23 de julho de 2026

O Fundo de Emergência Habitacional já tem regras — e há inquilinos que ficam de fora

O novo Fundo de Emergência Habitacional apoia até 2.300 euros por mês no realojamento, mas exclui quem for despejado por danos. Saiba quem tem direito e quem não.

Se ficar sem casa de um momento para o outro, há agora uma rede de segurança — mas não é para toda a gente. O novo Fundo de Emergência Habitacional (FEH), criado dentro da reforma do arrendamento, paga até 2.300 euros por mês para garantir realojamento rápido a quem cai numa situação de emergência. Há uma condição que já está a dar que falar: quem for despejado por ter danificado a casa fica de fora. O apoio é um subsídio direto e não reembolsável para…

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Edifício de um hotel B&B em Pulianas, Granada, Espanha
Imobiliário 21 de julho de 2026

A B&B Hotels aliou-se à Casais para construir hotéis em série — e o próximo já cresce na Amadora

B&B Hotels, Grupo Casais, CREE Buildings e First Properties criaram uma aliança para industrializar a construção de hotéis em Portugal e Espanha.

A B&B Hotels quer crescer na Península Ibérica ao ritmo de linha de montagem — e escolheu parceiros portugueses para isso. A cadeia hoteleira formalizou uma aliança com o Grupo Casais, a CREE Buildings e a First Properties para industrializar a construção de hotéis em Portugal e Espanha, transformando o que eram projetos avulsos numa plataforma repetível e escalável. Com madeira híbrida e peças feitas em fábrica. O sistema patenteado da CREE já provou que…

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Gráfico com a dívida de rendas em atraso na habitação pública por município: Lisboa 44,1 milhões, Cascais 2,5 milhões, Porto 1 milhão, Sintra 471 mil euros
Imobiliário 20 de julho de 2026

As rendas em atraso na habitação pública passam os 48 milhões — e Lisboa deve 44

Lisboa, Porto, Cascais e Sintra acumulavam 48 milhões de euros em rendas por cobrar no final de 2025. O incumprimento está a cair, mas houve 86 despejos.

As rendas em atraso na habitação pública das quatro maiores câmaras do país somavam 48 milhões de euros no final de 2025 — e Lisboa, sozinha, responde por 44,1 milhões. Porto, Cascais e Sintra dividem o resto, com a vila de Cascais em segundo lugar (2,5 milhões), o Porto perto de um milhão e Sintra acima dos 471 mil euros. Escala, sobretudo: a capital gere mais de 21.700 fogos municipais — mais do que Porto, Cascais e Sintra juntos. A Gebalis, a empresa…

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Fachadas de casas antigas e coloridas no Porto
Imobiliário 19 de julho de 2026

As heranças indivisas deixam de bloquear a venda de casas — o Parlamento aprovou a lei

O Parlamento aprovou em votação final o diploma que permite a um único herdeiro pedir a venda de imóveis presos em heranças indivisas. A casa de morada de família fica de fora, salvo consentimento.

Milhares de casas em Portugal estão paradas há anos porque os herdeiros não se entendem. Essa realidade está prestes a mudar: o Parlamento aprovou em votação final global o diploma do Governo que cria um processo especial — e urgente — para vender imóveis presos em heranças indivisas, mesmo quando não há acordo entre todos os herdeiros. Passa a bastar que um único herdeiro peça a venda para o processo avançar, através de um mecanismo judicial de natureza…

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Ondulação gigante na costa da Nazaré vista de satélite
Imobiliário 17 de julho de 2026

Comprar casa já se faz a olhar para o céu — 87% dos portugueses pesam os riscos climáticos

Um estudo do Observador Cetelem divulgado a 17 de julho mostra que 87% dos portugueses que querem comprar ou mudar de casa consideram a exposição a riscos climáticos no negócio. Tempestades lideram os receios (48%), seguidas das ondas de calor (45%).

Comprar casa em Portugal deixou de ser só localização, preço e taxa de juro — agora também se olha para o céu. Segundo o barómetro do Observador Cetelem divulgado esta sexta-feira, 87% dos portugueses que tencionam comprar ou mudar de casa já consideram a exposição a riscos climáticos um critério importante ou muito importante na decisão. As tempestades. Ao contrário da média europeia, onde o calor lidera os receios (40%), em Portugal é a violência do…

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Termóstato digital numa parede de uma habitação
Imobiliário 16 de julho de 2026

O certificado energético é obrigatório para vender ou arrendar casa — quanto custa e como se pede em 2026

O certificado energético custa tipicamente entre 120 e 250 euros mais IVA numa habitação, vale 10 anos e é obrigatório para vender ou arrendar. Guia com taxas ADENE, passos e prazos em 2026.

A resposta curta primeiro: o certificado energético de uma habitação custa, na prática, entre 120 e 250 euros mais IVA, vale 10 anos e é obrigatório desde o momento em que anuncia a casa para venda ou arrendamento — não apenas na escritura. Quem vende sem ele arrisca coima. O documento classifica o desempenho energético do imóvel numa escala que vai do A+ (excelente) ao F (muito fraco), e só pode ser emitido por um perito qualificado registado no Sistema…

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