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Fachadas de casas antigas e coloridas no Porto
Imobiliário 19 de julho de 2026

As heranças indivisas deixam de bloquear a venda de casas — o Parlamento aprovou a lei

O Parlamento aprovou em votação final o diploma que permite a um único herdeiro pedir a venda de imóveis presos em heranças indivisas. A casa de morada de família fica de fora, salvo consentimento.

Milhares de casas em Portugal estão paradas há anos porque os herdeiros não se entendem. Essa realidade está prestes a mudar: o Parlamento aprovou em votação final global o diploma do Governo que cria um processo especial — e urgente — para vender imóveis presos em heranças indivisas, mesmo quando não há acordo entre todos os herdeiros.

O que muda nas heranças indivisas?

Passa a bastar que um único herdeiro peça a venda para o processo avançar, através de um mecanismo judicial de natureza urgente. O diploma autoriza ainda o Governo a mexer no Código Civil e no Código de Processo Civil, com 180 dias para regulamentar tudo depois da entrada em vigor, e cria a figura do testamenteiro com poderes de partilha — um terceiro que concentra a administração, liquidação e partilha da herança, em vez de a decisão ficar refém de consensos familiares impossíveis. O texto aprovado pode ser consultado no portal do Parlamento.

A casa de família também pode ser vendida?

Não — essa é a principal salvaguarda. A casa de morada de família fica fora do processo especial de venda, salvo consentimento expresso do cônjuge sobrevivo, e a proteção estende-se às uniões de facto. No hemiciclo, o diploma juntou PSD, CDS-PP, PS, IL e JPP a favor, abstenções de Chega e PAN, e votos contra de PCP, BE e Livre.

Para o mercado, o potencial é real: destravar património parado é uma das formas mais baratas de pôr casas à venda num país onde os preços continuam a subir muito acima das rendas. Se as heranças encravadas começarem a chegar ao mercado em 2027, será oferta nova sem se pôr um único tijolo.

Por Duarte Figueiredo

Imagem: Henning Supertramp from Germany / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Gráfico Tugadaily: preço mediano das casas por metro quadrado em junho de 2026
Imobiliário 20 de julho de 2026

Preços das casas em Portugal: o acompanhamento

Acompanhamento contínuo do mercado da habitação em Portugal — índice de preços do INE, avaliação bancária, rendas e acessibilidade. Atualizado a cada novo dado.

Reunimos aqui, num só sítio, a evolução do mercado da habitação em Portugal. Em vez de um artigo por cada dado novo, atualizamos esta página com o essencial: o índice de preços do INE, a avaliação bancária, as rendas e a acessibilidade para quem compra ou arrenda. Os dados oficiais estão no INE. O idealista fechou junho com o preço mediano das casas à venda em novo máximo: 3.156 euros por metro quadrado, o oitavo recorde mensal consecutivo. A subida anual…

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Ondulação gigante na costa da Nazaré vista de satélite
Imobiliário 17 de julho de 2026

Comprar casa já se faz a olhar para o céu — 87% dos portugueses pesam os riscos climáticos

Um estudo do Observador Cetelem divulgado a 17 de julho mostra que 87% dos portugueses que querem comprar ou mudar de casa consideram a exposição a riscos climáticos no negócio. Tempestades lideram os receios (48%), seguidas das ondas de calor (45%).

Comprar casa em Portugal deixou de ser só localização, preço e taxa de juro — agora também se olha para o céu. Segundo o barómetro do Observador Cetelem divulgado esta sexta-feira, 87% dos portugueses que tencionam comprar ou mudar de casa já consideram a exposição a riscos climáticos um critério importante ou muito importante na decisão. As tempestades. Ao contrário da média europeia, onde o calor lidera os receios (40%), em Portugal é a violência do…

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Termóstato digital numa parede de uma habitação
Imobiliário 16 de julho de 2026

O certificado energético é obrigatório para vender ou arrendar casa — quanto custa e como se pede em 2026

O certificado energético custa tipicamente entre 120 e 250 euros mais IVA numa habitação, vale 10 anos e é obrigatório para vender ou arrendar. Guia com taxas ADENE, passos e prazos em 2026.

A resposta curta primeiro: o certificado energético de uma habitação custa, na prática, entre 120 e 250 euros mais IVA, vale 10 anos e é obrigatório desde o momento em que anuncia a casa para venda ou arrendamento — não apenas na escritura. Quem vende sem ele arrisca coima. O documento classifica o desempenho energético do imóvel numa escala que vai do A+ (excelente) ao F (muito fraco), e só pode ser emitido por um perito qualificado registado no Sistema…

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Entrega de chaves de uma casa com um letreiro de vendido ao fundo
Imobiliário 16 de julho de 2026

Vender casa em Portugal custa mais do que parece — comissões, certificados e mais-valias explicados para 2026

Vender casa em Portugal implica comissão imobiliária (tipicamente 3% a 6% mais IVA), certificado energético, eventual comissão de reembolso antecipado do crédito e IRS sobre metade da mais-valia. Guia completo 2026.

A resposta direta: quem vende casa em Portugal deve contar com três blocos de custos — a comissão da imobiliária (tipicamente 3% a 6% mais IVA), a papelada obrigatória (certificado energético à cabeça) e, no ano seguinte, o IRS sobre a mais-valia, em que por regra só metade do ganho é tributada. Ignorar o terceiro bloco é o erro mais caro. Não há tabela legal: a comissão é negociada em contrato de mediação e ronda os 3% a 6% sobre o preço de venda, mais…

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Grua sobre um edifício em obras em Lisboa
Imobiliário 16 de julho de 2026

O novo licenciamento de obras arranca a 3 de agosto — e o silêncio da câmara passa a valer aprovação

O Decreto-Lei 108/2026 muda o licenciamento urbanístico a partir de 3 de agosto: deferimento tácito generalizado, comunicação prévia para mais obras, prazos de 20 a 45 dias e um novo título urbanístico. O que muda para quem constrói, remodela ou compra.

A partir de 3 de agosto, se a câmara não responder ao seu pedido de obra dentro do prazo, o pedido considera-se aprovado. É esta a mudança mais sonante do novo licenciamento urbanístico, aprovado pelo Decreto-Lei 108/2026, que altera o regime jurídico da urbanização e edificação (RJUE) para atacar um dos maiores estrangulamentos da habitação em Portugal: o tempo que os projetos passam parados à espera de resposta. Três coisas principais. Primeiro, o…

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Rua de prédios de habitação em Lisboa, com fachadas em tons de vermelho, creme e branco
Imobiliário 15 de julho de 2026

O novo arrendamento acessível arranca a 1 de setembro e isenta o senhorio de IRS a 100% — eis a letra pequena

O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível entra em vigor a 1 de setembro de 2026: renda até 80% da mediana do concelho, contrato de 3 anos e isenção total de IRS ou IRC sobre a renda.

A partir de 1 de setembro de 2026, um senhorio que arrende uma casa com renda até 80% da mediana do seu concelho e contrato de pelo menos três anos não paga um cêntimo de IRS ou de IRC sobre essa renda. Isenção total, não desconto. É este o Regime Simplificado de Arrendamento Acessível — o RSAA — e é a peça mais agressiva do pacote fiscal da habitação deste ano. Vale a pena dizer o que isto substitui. O RSAA vem ocupar o lugar do antigo Programa de Apoio…

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Edifício do Banco de Portugal no Porto
Imobiliário 15 de julho de 2026

A garantia pública para jovens fica, diz o Governo, e o FMI que tenha paciência

O FMI e o Banco de Portugal querem travar a garantia do Estado que financia 100% da primeira casa a menores de 35 anos. O Governo recusa recuar e culpa a falta de oferta pela subida dos preços.

O Governo não vai mexer na garantia pública que permite a jovens até aos 35 anos comprar a primeira casa sem entrada — e disse-o depois de o Fundo Monetário Internacional ter defendido o fim da medida e de o Banco de Portugal ter avisado que ela está a inchar o risco dos bancos. Resumindo: dois dos maiores avisos que um governo pode receber sobre habitação, e a resposta foi não. É o Estado a pôr-se como fiador. Em vez de o jovem juntar os 10% ou 20% de…

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Prédios de habitação na Baixa de Lisboa
Imobiliário 13 de julho de 2026

Casas abaixo de 300 mil euros: só uma em cada três à venda em Portugal

Apenas uma em cada três casas à venda em Portugal custa menos de 300 mil euros, e o stock nessa faixa caiu 31% num ano. O retrato do mercado em 2026.

Quem procura casa por menos de 300 mil euros está a disputar um terço do mercado. É essa a fotografia de 2026: apenas uma em cada três casas à venda em Portugal fica abaixo dessa fasquia, e o stock nesse escalão encolheu 31% num único ano. O problema não é só o preço de cada casa, é que as casas mais acessíveis estão simplesmente a desaparecer das listas. Cerca de uma em cada três das casas atualmente à venda. A maior fatia do mercado, 44%, situa-se entre…

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Edifício dos Paços do Concelho de Lisboa, sede da Câmara Municipal
Imobiliário 12 de julho de 2026

Lisboa vende 10 terrenos municipais por mínimo de 59,2 milhões — esquerda queria 500 casas

A Câmara de Lisboa aprovou a venda em hasta pública de dez terrenos 'esquecidos há décadas'. PS e Bloco dizem que davam habitação acessível para 500 famílias.

A Câmara de Lisboa vai vender dez terrenos municipais em hasta pública por um valor mínimo global de 59,2 milhões de euros. A proposta passou esta semana com os votos da maioria PSD/CDS-PP/IL e do Chega — e com a esquerda toda contra, a fazer contas ao que ali podia nascer: habitação acessível para cerca de 500 famílias, segundo o PS. Dez parcelas espalhadas por Marvila, Beato, Penha de França, Lumiar, Belém, Campolide e São Vicente. O executivo…

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Fachadas de prédios de habitação numa rua do Porto
Imobiliário 12 de julho de 2026

Comprar casa para arrendar rende 6,2%: a rentabilidade cai, mas o risco também

A rentabilidade bruta de comprar casa para arrendar em Portugal caiu para 6,2% no segundo trimestre de 2026. Onde rende mais e porque desceu o risco.

Comprar casa para arrendar em Portugal rendeu 6,2% brutos no segundo trimestre de 2026 — menos do que os 6,9% de há um ano e bem abaixo dos 7,2% de 2024. A conta é simples de explicar: os preços de compra continuam a subir muito mais depressa do que as rendas, e cada euro investido em tijolo compra hoje menos renda do que comprava. A média nacional está nos 6,2% brutos ao ano, mas o mapa é tudo menos uniforme. Lisboa é, paradoxalmente, o pior negócio do…

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Selo do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos EUA
Imobiliário 11 de julho de 2026

EUA aprovam maior lei de habitação em décadas — sem a assinatura de Trump

O ROAD to Housing Act entrou em vigor nos EUA sem assinatura presidencial: 40 medidas, incluindo travão à compra de casas por grandes senhorios corporativos.

A lei de habitação mais ambiciosa das últimas décadas nos Estados Unidos entrou em vigor de forma pouco comum: sem a assinatura do presidente. O 21st Century ROAD to Housing Act tornou-se lei à meia-noite de 11 de julho porque Donald Trump deixou passar o prazo de dez dias sem vetar nem assinar — em protesto, disse, por o Senado não ter aprovado a sua lei de identificação de eleitores. A lei bipartidária junta mais de 40 medidas, da construção de casas…

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Telhados e prédios de habitação de Lisboa vistos do MAAT
Imobiliário 11 de julho de 2026

Fim do controlo de rendas nos novos contratos: o que muda para inquilinos e senhorios

A reforma do arrendamento aprovada em Conselho de Ministros antecipa o fim do limite às rendas nos novos contratos, acelera despejos para dois meses de incumprimento e define a transição das rendas antigas. Eis o que muda.

O fim do controlo de rendas nos novos contratos de arrendamento vai ser antecipado em três anos: é a mudança mais sonante da reforma aprovada em Conselho de Ministros a 9 de julho, que mexe ao mesmo tempo nos contratos novos, nas rendas antigas e nos despejos. Em resumo: nos novos contratos, senhorio e inquilino passam a acordar livremente o valor da renda. O travão que limitava as rendas iniciais de novos contratos tinha calendário para desaparecer; o…

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Vista de Santiago do Cacém, concelho de Vila Nova de Santo André
Imobiliário 10 de julho de 2026

Alentejo: 339 casas turísticas nascem em Santo André com construção industrializada

A dstgroup vai construir 339 unidades turísticas em Vila Nova de Santo André, num projeto de 52 milhões de euros com construção industrializada até 2028.

O litoral alentejano vai ganhar 339 casas turísticas de uma assentada — e nenhuma delas será construída à moda antiga. O empreendimento, em Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, foi adjudicado à dstgroup por um investidor internacional e será executado em construção industrializada, através da Zethaus, a marca do grupo de Braga dedicada a este modelo. Cerca de 52 milhões de euros, 339 unidades e capacidade para alojar aproximadamente…

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Obra do Grupo Casais, imagem oficial do grupo
Imobiliário 10 de julho de 2026

Construção industrializada: Casais e espanhola ACR criam a CREE Iberia

O Grupo Casais e a construtora espanhola ACR criaram a CREE Iberia para acelerar a construção industrializada e sustentável em Portugal e Espanha.

Construir mais depressa, com menos desperdício e menos carbono: é esta a promessa da CREE Iberia, a empresa que o Grupo Casais, de Braga, acaba de criar a meias com a construtora espanhola ACR. A nova sociedade, detida a 50% por cada grupo, fica com a licença exclusiva do sistema construtivo híbrido CREE Buildings para a Península Ibérica. Levar a construção industrializada — módulos e componentes fabricados fora da obra, montados depois no terreno — a…

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