Restituição do IVA na autoconstrução: como pedir a partir de julho de 2026
Quem constrói casa própria e permanente pode pedir a restituição parcial do IVA das empreitadas, e as regularizações arrancam em julho de 2026. O que precisa de saber para não perder dinheiro.
A resposta curta: quem constrói casa para habitação própria e permanente passou a poder pedir a restituição parcial do IVA suportado nas empreitadas — e as regularizações relativas às operações abrangidas podem ser feitas a partir de julho de 2026, ou seja, já. A novidade consta do Decreto-Lei n.º 97/2026, de 20 de maio, o mesmo diploma que baixou o IVA das obras elegíveis para 6% — regime que já explicámos em detalhe quando entrou em vigor.
Quem pode pedir a restituição do IVA na autoconstrução?
Pessoas singulares que construam uma casa destinada a habitação própria e permanente. É a peça do pacote pensada para as famílias que não compram a um promotor, mas erguem a casa do zero — um universo enorme fora das grandes cidades, onde a autoconstrução continua a ser o caminho mais comum para ter casa.
Como se pede e que documentos são precisos?
O pedido é feito junto da Autoridade Tributária, e a regra de ouro é documentar tudo desde o primeiro dia: faturas das empreitadas com o NIF do proprietário, contratos com os empreiteiros e licenças de construção. O imóvel tem de ficar afeto a habitação própria e permanente. Como os requisitos de elegibilidade têm letra miúda, confirme as condições no portal do Governo ou com um contabilista antes de fazer contas à poupança.
Quando é que o dinheiro entra em conta?
As regularizações das operações abrangidas podem ser processadas a partir deste mês de julho. Numa obra de 200 mil euros, a diferença entre o IVA normal e o regime novo pode valer dezenas de milhares de euros — mas o benefício não é automático: sem faturas em ordem, não há restituição que resista.
O contexto ajuda a perceber a pressa do legislador: o pacote soma-se às medidas de arrendamento que o Governo aprovou esta semana em Conselho de Ministros, num mercado em que construir nunca foi tão caro. Para quem tem terreno e projeto na gaveta, 2026 pode ser o ano de os tirar de lá — de calculadora na mão e dossier de faturas ao lado.
Imagem ilustrativa · Foto: Pixabay / Pexels