Tem até 12 de outubro para dizer o que pensa das 7.000 casas novas de Évora
A revisão do Plano de Urbanização de Évora prevê mais de sete mil fogos, um cluster de saúde junto ao novo hospital e novas áreas económicas. Qualquer pessoa pode enviar sugestões até 12 de outubro.
Évora abriu a porta e deixou-a aberta até 12 de outubro. A proposta de revisão do Plano de Urbanização da cidade está em discussão pública desde segunda-feira, e qualquer pessoa ou entidade pode ler o documento e responder-lhe.
O que está em cima da mesa não é pouco. O plano aponta para mais de 7.000 novos fogos, um cluster de saúde junto ao hospital que ainda está em construção e novas áreas destinadas a atividades económicas. Carlos Zorrinho, presidente da câmara, descreveu-o à Lusa como um plano para a próxima década, feito para a cidade romper aquilo a que chamou uma certa estagnação urbanística.
O problema do funil
Há uma ideia no plano que vale por si, independentemente do número de casas. Zorrinho fala de reequilibrar a malha urbana e acabar com o funil que existe hoje, em que praticamente toda a atividade económica e empresarial está de um lado da cidade e a parte habitacional do outro. Quem vive em Évora e atravessa a cidade todos os dias para ir trabalhar percebe imediatamente de que funil se trata.
O autarca diz ainda que alguns dos fogos previstos usarão modelos que tornam a construção mais atrativa e mais acessível, sem detalhar quais.
Como participar
O aviso publicado em Diário da República indica três caminhos: carta para a câmara, email para cmevora@cm-evora.pt, ou entrega presencial na Divisão de Ordenamento e Reabilitação Urbana do município. Os documentos que integram a proposta podem ser consultados nos serviços técnicos municipais dessa mesma divisão.
O que acontece às sugestões depois disso é a parte que costuma ser mal explicada. Serão ponderadas politicamente, integradas ou não na versão final, e o documento segue depois para apreciação da câmara e, se aprovado, da assembleia municipal. Zorrinho admitiu que a meta inicial, publicar o plano em Diário da República ainda em outubro, provavelmente não será cumprida. O novo objetivo é o final do ano, ou o início do próximo.
Vale a pena enquadrar isto com o que o país inteiro anda a fazer: no segundo trimestre licenciaram-se menos 7,1% de edifícios, e o Alentejo foi das poucas regiões onde a área licenciada cresceu. Se está a ponderar arrendar por lá, a atualização das rendas também já tem número: o coeficiente para 2027 é de 2,56%.
Toda a informação institucional está no site da Câmara Municipal de Évora.
Imagem: Stegop / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)