A OpenAI vai fazer o seu próprio chip — e chama-lhe Jalapeño
Em parceria com a Broadcom, a dona do ChatGPT apresentou o seu primeiro processador de IA. O objetivo: respostas mais rápidas e menos dependência de terceiros.
A OpenAI quer deixar de andar sempre à boleia dos chips dos outros. A empresa apresentou o Jalapeño, o seu primeiro processador dedicado a inteligência artificial, feito em parceria com a Broadcom. A ideia é simples de dizer e difícil de fazer: acelerar as respostas dos modelos e torná-las mais fiáveis e baratas. A estreia está prometida para o final de 2026.
O nome arrojado à parte, a jogada faz sentido. Hoje, treinar e correr modelos de IA depende muito dos chips da Nvidia, caríssimos e disputados a peso de ouro. Desenhar o seu próprio processador é a forma de ganhar autonomia, cortar custos e não ficar refém de um único fornecedor.
O que está em jogo
Se correr bem, é menos um “computador a pensar muito devagar” e mais respostas instantâneas — e, lá no fundo da fatura, serviços de IA potencialmente mais acessíveis para todos. É também mais um sinal de que a corrida da IA já não se joga só no software: agora é também uma guerra de silício.
Imagem ilustrativa · Foto: Andrew Neel / Pexels