Banco de Portugal: economia segura, mas inflação ainda a incomodar
O Boletim Económico de junho aponta para um mercado de trabalho favorável e mais investimento com fundos europeus, com a inflação puxada pela energia.
O Banco de Portugal abriu as cartas do meio do ano e o retrato não é mau. No Boletim Económico de junho, o supervisor descreve uma economia que se aguenta: mercado de trabalho favorável, mais investimento empurrado pela entrada de fundos europeus e uma política orçamental ainda do lado expansionista.
Traduzindo para português de cozinha: há emprego, há dinheiro a entrar para obras e projetos, e o Estado não está a apertar o cinto. Tudo somado, são ingredientes que ajudam a economia a crescer.
O senão chama-se inflação
Nem tudo são rosas. A subida dos preços em 2026 reflete, em boa parte, o encarecimento do petróleo associado à instabilidade no Médio Oriente, que afetou uma fatia importante do abastecimento mundial de energia. Quando a energia sobe, arrasta quase tudo atrás de si, da fatura da luz ao preço do que pomos no prato.
É por isto que a calmaria recente no preço do barril é tão bem-vinda. Se o petróleo se mantiver comportado, a inflação tende a abrandar, e isso sente-se diretamente no orçamento das famílias.
Para já, fica a fotografia de uma economia que vai resistindo, com um olho no emprego e nos fundos, e outro, atento, no termómetro dos preços.
Veja também: A inflação nos 3,3% e o peso da energia. Leia o Boletim Económico no Banco de Portugal.
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