Inflação fica nos 3,3% e a energia continua a mandar
A inflação em Portugal manteve-se nos 3,3% em maio, com a energia a disparar 13,1%. O Banco de Portugal alerta para rendimento real mais fraco.
A inflação não está a fugir, mas também não larga. Em maio, os preços subiram 3,3% face ao ano anterior, o mesmo ritmo do mês anterior e o valor mais alto desde setembro de 2023. O grande culpado tem nome: energia, a disparar 13,1%, empurrada pela guerra no Médio Oriente e pelas tensões no Estreito de Ormuz.
Há, ainda assim, uma nota mais calma. A inflação subjacente, que tira a energia e os alimentos não transformados da conta, manteve-se nos 2,2% pelo segundo mês seguido. Já os serviços aceleraram ligeiramente, dos 3,2% para os 3,4%.
O aviso do Banco de Portugal
No Boletim Económico de junho, o Banco de Portugal sublinha o óbvio mas incómodo: esta subida temporária dos preços come parte do crescimento do rendimento real este ano. Por outras palavras, mesmo com salários a subir, o poder de compra sente o aperto.
Para as famílias, o recado prático é gerir com margem: a energia continua a ser a variável mais imprevisível, e enquanto Ormuz estiver tenso, é por aí que vêm os sustos.
Veja também: o navio atingido em Ormuz e a subida de juros do BCE. Dados oficiais no Banco de Portugal e no INE.
Imagem: Wikimedia Commons