O BCE subiu os juros — a primeira vez desde 2023
Para travar a inflação alimentada pela energia, Frankfurt voltou a apertar. Eis o que muda para quem poupa e para quem paga prestação.
Depois de meses a descer, o Banco Central Europeu mudou de marcha. Na reunião de 11 de junho subiu a taxa de depósito em 0,25 pontos, para 2,25% — o primeiro aumento desde 2023.
Porquê agora? Em duas palavras: energia e inflação. A tensão no Médio Oriente e as dúvidas sobre o petróleo que passa no Estreito de Ormuz empurraram os preços para cima, e Frankfurt reviu as previsões de inflação em alta — perto de 3% este ano. Quando a inflação teima, o manual do banco central diz para apertar.
O que isto significa para si
Para quem tem dinheiro parado, há um lado bom: depósitos a prazo tendem a render um pouco mais. Para quem tem crédito à habitação indexado à Euribor, é o contrário — a tendência é a prestação parar de aliviar e, possivelmente, subir uns euros. Não é um terramoto, mas vale a pena fazer as contas antes de assumir compromissos novos.
A leitura honesta é esta: ninguém sabe se foi um ajuste isolado ou o início de algo maior. O próprio BCE foi cauteloso. Por agora, paciência e olho na fatura.
Imagem: Wikimedia Commons