A economia portuguesa em 2026: a crescer, mas com a inflação a picar
O Banco de Portugal manteve a previsão de crescimento e cortou o défice. A boa notícia tem um senão chamado preços. Descomplicamos os números.
O Banco de Portugal abriu o baú das previsões e o saldo é agridoce. A economia deve crescer 1,8% este ano — ligeiramente abaixo dos 1,9% de 2025, mas longe de uma travagem a fundo.
O problema chama-se inflação. A previsão subiu para 3,1%, contra os 2,8% apontados em março, empurrada sobretudo pela energia mais cara durante os meses de tensão no Médio Oriente. Por outras palavras: o país continua a andar para a frente, mas o carrinho das compras pesa mais do que gostaríamos.
Onde há boas notícias
Nas contas públicas. O défice deve ficar nuns magros 0,2% do PIB, e a dívida pública continua a descer — dos 89,7% do PIB em 2025 para 85,7% este ano, com a meta de chegar a menos de 80% até 2028. É o tipo de arrumação da casa que dá mais margem ao país para responder quando vêm tempos difíceis.
Resumindo: crescemos devagarinho, gastamos com mais juízo, mas ainda sentimos os preços no bolso. E, se o petróleo continuar a aliviar depois do acordo desta semana, parte da pressão pode começar a ceder.
Imagem ilustrativa · Foto: Markus Winkler / Pexels