Economia portuguesa a meio de 2026: inflação a subir, turismo a segurar
As previsões apontam inflação nos 3% este ano e um arranque de 2026 travado por tempestades e energia cara, com o turismo ainda a aguentar o barco.
Chegados a meio do ano, o retrato da economia portuguesa é de cautela. As previsões apontam para uma inflação a rondar os 3% em 2026, empurrada sobretudo pela energia mais cara, antes de aliviar para perto de 2,3% em 2027. Não é um descontrolo, mas é o suficiente para se sentir na fatura do supermercado e nas contas ao fim do mês.
O arranque do ano não ajudou. Depois de um final de 2025 com algum fôlego, o crescimento praticamente estagnou no primeiro trimestre de 2026, penalizado por tempestades severas em janeiro e fevereiro e por uma subida acentuada dos preços da energia na primavera. É a diferença entre uma economia a acelerar e outra a andar de lado — e por agora estamos mais para o segundo caso.
O turismo continua a puxar
A boa notícia vem, uma vez mais, do turismo. O setor mantém-se resiliente, sustentado por reservas antecipadas que dão alguma previsibilidade a hotéis e restaurantes. O senão está nas nuvens: a forte dependência do transporte aéreo torna Portugal sensível ao preço dos combustíveis, e eventuais sobretaxas nos bilhetes podem esfriar a procura na parte final do ano.
No conjunto, o país navega uma fase de crescimento contido, longe da euforia de 2025 mas sem sinais de rutura. Para as famílias, a mensagem prática é a de sempre em tempos assim: atenção ao orçamento, cuidado com o crédito e paciência com os preços da energia. Já tínhamos falado do semestre em máximos nos mercados e da resiliência do turismo. As previsões oficiais podem ser consultadas junto do Banco de Portugal.
Imagem ilustrativa · Foto: Monstera Production / Pexels