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Barras de ouro
Negócios 21 de agosto de 2026

Mercados em acompanhamento: ouro, Fed, petróleo e bolsas

O nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal — ouro, decisões da Fed e do BCE, petróleo e bolsas. Atualizado a cada novidade.

Este é o nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal. Em vez de um artigo novo por cada oscilação, atualizamos esta página sempre que há algo que interessa: ouro, decisões da Reserva Federal e do Banco Central Europeu, petróleo e as principais bolsas. Para o contexto de fundo sobre a economia portuguesa, veja o nosso balanço de meio de ano. Os dados oficiais estão no Banco de Portugal.

Atualizações

21 de agosto de 2026

A bolsa de Lisboa liderou os ganhos europeus a meio da manhã desta sexta-feira, com o retalho à cabeça: a Jerónimo Martins subia 1,77% e a Sonae 1,26%, seguidas da EDP Renováveis com 1,25% e do BCP com 1,10%. Todo o PSI negociava em alta, ainda que a Galp mal saísse do lugar, com 0,05%. Do outro lado da moeda está a dívida. A tensão nos mercados obrigacionistas europeus voltou a puxar pelos juros exigidos a Portugal e o aumento do custo de financiamento passa a pesar na preparação do Orçamento do Estado para 2027, mesmo com os fundamentais nacionais a funcionarem como amortecedor.

2 de agosto de 2026

O ouro fechou uma semana aos ziguezagues: começou perto dos 4.051 dólares a onça, perdeu por breves momentos os 4.000 na quarta-feira e ainda tocou nos 3.995,90 antes de recuperar. O que virou o jogo foi a Reserva Federal, que manteve os juros entre 3,50% e 3,75% e fez o ouro subir 2% nesse dia, com o dólar e as yields a cederem. Mas houve três votos a favor de uma subida, o que arrefeceu quem estava à espera de cortes. Com o petróleo a voltar a alimentar o receio de inflação, a tendência de fundo continua indefinida.

1 de agosto de 2026

O petróleo fechou julho a subir com força: o Brent avançou cerca de 1,4% para uns 90,25 dólares por barril e o crude americano ganhou perto de 2,2% na sessão de sexta-feira, empurrando também as taxas da dívida americana para cima num mercado outra vez preocupado com inflação. Do lado das ações, a Apple estragou a festa das tecnológicas: apresentou 109,4 mil milhões de dólares de receita, mais 16% num ano, mas travou o entusiasmo com uma previsão de crescimento de 9% a 11% para o trimestre seguinte e um aviso sobre falta de componentes para chips. Para quem tem crédito à habitação em Portugal, a leitura relevante é a de sempre: petróleo caro alimenta inflação, e inflação alimenta a conversa sobre juros.

30 de julho de 2026

A Reserva Federal deixou os juros onde estavam, no intervalo entre 3,50% e 3,75%, pela quinta reunião consecutiva. A decisão não foi pacífica: três dos doze votantes queriam subir a taxa em 0,25 pontos, com a inflação a resistir e a pressão política a somar-se ao ruído. O próximo encontro é a 15 e 16 de setembro, e é aí que o mercado concentra agora as apostas de subida. Para quem tem crédito à habitação em Portugal, a leitura é indireta mas real: dólar mais forte e juros americanos parados mantêm a Euribor sem grande margem para descer no curto prazo.

29 de julho de 2026

O petróleo deu meia-volta outra vez. O Brent subiu mais de 4%, para perto dos 88 dólares por barril, depois de os EUA dizerem ter intercetado mísseis balísticos iranianos lançados contra as suas forças no Médio Oriente — e quebrou assim três sessões seguidas de quedas que tinham somado cerca de 16%, a maior descida desse tipo desde 2020. O ouro andou no sentido inverso, a recuar cerca de 1% para os 4.030 dólares a onça, penalizado por um dólar mais forte. Tudo isto na véspera da decisão da Reserva Federal, com os mercados a atribuir cerca de um terço de probabilidade a uma subida de juros já nesta reunião e perto de 80% a uma subida em setembro — muita incerteza para tão perto do anúncio.

28 de julho de 2026

O Banco Central Europeu deixou os juros diretores onde estavam na reunião de julho, depois da subida de junho, e justificou a pausa com a necessidade de mais dados antes de voltar a mexer. Para quem paga casa em Portugal, isso significa uma trégua: a Euribor a 12 meses negociou esta segunda-feira nos 2,993%, a seis meses nos 2,723% e a três meses nos 2,488%. Quem tiver revisão de prestação nas próximas semanas deve encontrar valores muito perto dos atuais, em vez de mais um agravamento.

26 de julho de 2026

O petróleo entrou no fim de semana colado aos 100 dólares por barril, e desta vez a culpa dividiu-se por dois focos. Os EUA travaram os bombardeamentos ao Irão pela primeira vez em quase duas semanas, o que noutro contexto teria aliviado o prémio de risco, mas os rebeldes Houthi atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho e devolveram o nervosismo ao mercado. Entretanto entraram em vigor as novas tarifas norte-americanas de 10% a 12,5% sobre importações de 60 parceiros comerciais, incluindo China, Turquia, Brasil e Rússia.

24 de julho de 2026

O PSI recuou 0,27% na última sessão, para os 9.252,58 pontos, ainda assim perto de máximos que a bolsa de Lisboa não via há quase duas décadas. A Galp destacou-se pela positiva, a subir 3,71% para 20,96 euros, enquanto os CTT lideraram as perdas, a ceder 4,67%. Lá fora, o BCE deixou os juros como estavam e o mercado está cada vez mais convencido de que o próximo passo será uma subida em setembro, com a inflação a dar novos sinais de vida.

22 de julho de 2026

O petróleo disparou para máximos de seis semanas, com o Brent a subir cerca de 2,7% para perto de 93 dólares por barril, empurrado pela escalada militar entre os EUA e o Irão. Em Wall Street, as bolsas recuaram ligeiramente à espera dos resultados trimestrais da Alphabet e da Tesla, divulgados depois do fecho, com o índice tecnológico Nasdaq a perder 0,5%.

O PSI continua a segurar-se acima dos 9.000 pontos, a rondar os 9.100, num patamar que a bolsa de Lisboa não via há quase duas décadas. Nas últimas sessões o BCP tem puxado pelos ganhos, a valorizar mais de 1%. Lá fora, o ouro voltou a brilhar como refúgio e negoceia perto dos 4.070 dólares por onça, com uma subida superior a 1,5%.

21 de julho de 2026

Wall Street fechou a segunda-feira em terreno negativo e a Europa pintou-se de vermelho, com um sell-off nas tecnológicas e o Brent a subir por causa da tensão no Golfo. A exceção foi a Alphabet, que ganhou cerca de 3% depois de se saber que a Google prepara um chip mais eficiente para o Gemini. A semana agora é de resultados das grandes tecnológicas — e a dona da Google abre o baile.

20 de julho de 2026

Segunda-feira vermelha nas bolsas: as tecnológicas lideraram um sell-off que pintou a Europa de vermelho, com a Ásia a dar o mote — a TSMC caiu 7 por cento e a japonesa Kioxia tombou 16, sob pressão do entusiasmo em torno dos modelos de IA chineses mais baratos. Em Londres, a Burberry afundou mais de 6 por cento. Ao mesmo tempo, o Brent subiu com o agravamento do conflito no Médio Oriente, depois de os EUA terem atacado a central nuclear de Darkhovin — energia mais cara e tecnologia em queda, o cocktail que os investidores menos gostam de beber.

18 de julho de 2026

Semana pesada nas bombas: segundo o ACP e a DGEG, o gasóleo sobe cerca de 13,5 cêntimos por litro a partir de segunda-feira (para uns 1,988 euros) e a gasolina 6,5 cêntimos (1,980) — reflexo do petróleo a disparar mais de 4% na sexta-feira com a escalada no Golfo. Nota: a subida que aqui tínhamos estimado na véspera (1,35 cêntimos) estava errada por uma casa decimal; fica corrigida. Como o aumento passa os 10 cêntimos, o Governo prometeu acionar a descida extraordinária do ISP.

17 de julho de 2026

As bolsas europeias fecharam a semana em baixa, arrastadas por novo sell-off no setor tecnológico — sobretudo semicondutores — com o lançamento do modelo aberto chinês Kimi K3 a reacender o debate sobre as avaliações da IA (em Hong Kong, a Z.ai chegou a cair 30% e a MiniMax 16%). Lisboa foi exceção: o PSI somou 0,27% para os 9.062 pontos, com a Teixeira Duarte a ganhar 3,19% e a Jerónimo Martins 2,12%, enquanto o BCP cedeu 1,11%. Nos combustíveis, a próxima semana traz subidas fortes: cerca de 13,5 cêntimos no gasóleo e 6,5 na gasolina, segundo o ACP e a DGEG.

16 de julho de 2026

A inflação de junho nos EUA veio mais branda do que se temia (3,5% homólogos) e mudou a conversa: a probabilidade de o Fed subir juros a 28-29 de julho caiu de 35% para 10%. As bolsas agradeceram e fecharam em alta ligeira. O petróleo continua a viver de Ormuz — o Brent moderou para os 84,65 dólares (+1,75%) depois de ter tocado os 87 — e o ouro recuou 0,6%, para os 4.028 dólares por onça.

11 de julho de 2026

O ouro recuou 0,6% na sexta-feira, para os 4.115 dólares por onça, enquanto o petróleo subiu com a tensão no estreito de Ormuz — o WTI fechou perto dos 72 dólares e o Brent nos 76. Em Wall Street, a semana terminou positiva apesar de uma sexta-feira mista, marcada pela estreia da sul-coreana SK Hynix no Nasdaq, a maior entrada de sempre de uma empresa estrangeira na bolsa americana.

10 de julho de 2026

A semana trouxe duas estreias em bolsa a mexer com o setor dos chips: a sul-coreana SK Hynix, gigante das memórias para IA, estreou-se nos mercados norte-americanos, enquanto a Luxshare, fabricante dos AirPods, teve um arranque morno em Hong Kong, a fechar abaixo do preço de estreia. Sinal dos tempos: o apetite por semicondutores ligados à IA continua, mas já não é cheque em branco.

8 de julho de 2026

O petróleo disparou mais de 6% depois de Donald Trump declarar acabado o cessar-fogo com o Irão, na sequência de ataques a três petroleiros junto ao estreito de Ormuz: o WTI aproximou-se dos 75 dólares e o Brent dos 79, o maior salto diário desde o início de junho. As bolsas americanas caíram, com os futuros do Dow a perderem mais de 500 pontos, e o Tesouro dos EUA revogou a isenção que permitia ao Irão vender petróleo no mercado global. Combustíveis em Portugal devem refletir a subida já na próxima semana.

8 de julho de 2026

O PSI negociou perto dos 9 217 pontos (+0,35% no último fecho), o ouro manteve-se elevado, na zona dos 4 143 dólares por onça, e o euro valia cerca de 1,14 dólares. Bolsas europeias estáveis e metal precioso ainda caro.

7 de julho de 2026

O ouro estabilizou perto dos 4.150 dólares por onça, com os investidores à espera das atas da reunião de junho da Fed e a darem agora cerca de 50% de probabilidade a uma subida de juros em setembro, depois do arrefecimento do emprego nos EUA. Em Wall Street, o Dow segue acima dos 53 mil pontos, e o petróleo alivia com a recuperação do tráfego no estreito de Ormuz e com a OPEP+ a aumentar as quotas de produção para o próximo mês.

6 de julho de 2026

A OPEP+ confirmou novo aumento de produção e o petróleo abriu a semana em queda. O ouro recuou de cerca de 4.200 para perto de 4.143 dólares a onça, numa sessão de correção técnica, e as bolsas asiáticas fecharam maioritariamente no vermelho. Em Wall Street, os futuros regressaram do feriado de 4 de Julho sem direção definida, com o mercado a reavaliar o retorno dos investimentos em IA.

5 de julho de 2026

O ouro voltou a brilhar no arranque de julho: chegou perto dos 4.122 dólares por onça a 2 de julho, uma subida de cerca de 2,25% num só dia. Os bancos centrais, com a China à cabeça, continuam a comprar para diversificar reservas e reduzir a dependência do dólar, e o World Gold Council vê espaço para novas subidas até final do ano. Para quem tem poupanças, o metal segue a fazer de refúgio num semestre marcado por tensão geopolítica.

4 de julho de 2026

Wall Street fechou o primeiro semestre em máximos e arrastou consigo as poupanças europeias. O ouro negoceia perto de mínimos das últimas semanas, à medida que o mercado ajusta as apostas sobre o próximo passo da Fed.

2 de julho de 2026

O ouro recuou para mínimos recentes com a expectativa de juros mais altos por mais tempo. Petróleo estável depois do alívio no Estreito de Ormuz.

30 de junho de 2026

Fecho de mês: o ouro somou o quarto mês consecutivo de queda; as bolsas europeias oscilaram ao sabor das earnings e das pistas dos bancos centrais.

Por Beatriz Mota

Imagem: Stevebidmead / Wikimedia Commons (CC0)

Posto de abastecimento Repsol numa rua do Porto, com carros a abastecer sob a pala e carris de elétrico em primeiro plano
Negócios 5 de setembro de 2026

Vale a pena atestar este fim de semana (na segunda-feira o gasóleo bate o recorde de sempre)

O gasóleo simples deve subir cerca de 15 cêntimos e a gasolina 95 cerca de 12, a partir da madrugada de segunda-feira, 7 de setembro. Aos 2,169 e 2,142 euros por litro, os dois ultrapassam os máximos de abril e maio.

Se tem o depósito a meio e o carro parado à porta, este é um daqueles fins de semana em que compensa ir atestar. A partir da madrugada de segunda-feira, 7 de setembro, o gasóleo simples deve subir cerca de 15 cêntimos por litro e a gasolina 95 simples cerca de 12, segundo a previsão semanal do Automóvel Club de Portugal. Feitas as contas, o gasóleo passa a rondar os 2,169 euros por litro e a gasolina 95 os 2,142. São os dois valores mais altos alguma vez…

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Automotora da CP numa via única da Linha do Alentejo, em campo aberto junto a Viana do Alentejo
Negócios 4 de setembro de 2026

A Infraestruturas de Portugal vai gastar 700 milhões no Alentejo até 2028

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado das Infraestruturas na abertura da variante nascente de Évora. O dinheiro reparte-se por estradas e ferrovia nos distritos de Beja, Évora e Portalegre.

O Alentejo é a região portuguesa onde se conduz mais quilómetros para fazer menos coisas, e onde o comboio ainda é, em várias linhas, uma automotora sozinha em via única. A Infraestruturas de Portugal anunciou esta semana que vai investir 700 milhões de euros na região até ao final de 2028, repartidos entre rodovia e ferrovia nos distritos de Beja, Évora e Portalegre. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo,…

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Gráfico de barras com a evolução do tecto da garantia pública ao crédito à habitação jovem, de 1.200 milhões em novembro de 2024 para 2.400 milhões em setembro de 2026
Negócios 3 de setembro de 2026

Novobanco e Montepio esgotaram a garantia pública para jovens, e o Estado abriu mais 100 milhões

Despacho publicado a 2 de setembro dá mais 40 milhões ao Novobanco e 60 milhões ao Montepio. O tecto global da garantia pública sobe para 2.400 milhões de euros, o dobro do valor com que arrancou em 2024.

O Novobanco pediu mais 40 milhões. O Montepio pediu mais 60. O Governo somou os dois e publicou o resultado no Diário da República de quarta-feira: mais 100 milhões de euros de garantia pública para o crédito à habitação de jovens, em resposta às previsões de operações que os dois bancos ainda contam fazer até ao fim do ano. Não é uma medida nova nem uma linha de crédito extra. É o mesmo mecanismo de 2024 a ganhar espaço porque a carteira que lhe estava…

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Edifício do tribunal em Vila Nova de Gaia, com a inscrição Domus Iustitiae na fachada
Negócios 2 de setembro de 2026

Se a loja online onde comprou foi à insolvência, tem até 30 dias para reclamar o dinheiro

A Blissfulbreeze, que geria a loja online das marcas Cristina, foi declarada insolvente pelo juízo de comércio de Vila Nova de Gaia a 11 de agosto e segue para liquidação. Quem já tinha pago passa a credor comum, e o prazo para reclamar conta-se a partir da sentença.

A empresa que geria a loja online das marcas Cristina, Love Cristina e Daily Cristina foi declarada insolvente. A Blissfulbreeze viu a insolvência decretada a 11 de agosto pelo juízo de comércio de Vila Nova de Gaia e segue agora para liquidação, com o Santander, a Vodafone e a Amor Ponto, empresa de Cristina Ferreira, entre os credores. A apresentadora esclareceu que a relação comercial com a Blissfulbreeze se limitava à produção e comercialização de…

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Táxi de Lisboa em fila numa rua estreita da baixa, entre carros particulares e carris de elétrico
Negócios 1 de setembro de 2026

A nova lei dos TVDE entra hoje em vigor. O anexo do próprio diploma diz 1 de novembro

A Lei n.º 59/2026 acaba com o teto da tarifa dinâmica, deixa os táxis entrar nas plataformas e permite publicidade nos carros. Uma associação de operadores diz que a data de arranque está escrita duas vezes e de duas maneiras.

Oito anos depois de o setor ter sido regulado pela primeira vez, a lei que governa os TVDE mudou. A Lei n.º 59/2026 foi publicada a 25 de agosto e o seu artigo 7.º manda-a entrar em vigor hoje, 1 de setembro. É a primeira revisão de fundo desde a Lei n.º 45/2018, que previa uma avaliação ao fim de três anos e nunca a teve. Começa pelo nome. Os TVDE deixam de ser transporte em veículos descaracterizados e passam a ser transporte remunerado de passageiros…

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Gráfico de barras com os proveitos do turismo em julho de 2026: Algarve 323 milhões de euros, Grande Lisboa 196 milhões, Norte 130 milhões
Negócios 31 de agosto de 2026

O Algarve ficou com 35% do dinheiro do turismo em julho. Grande Lisboa foi a única região a perder

Os proveitos totais somaram 923,7 milhões de euros, mais 4,9% do que há um ano. Subiram em todas as regiões menos numa: na Grande Lisboa caíram 2%, e o rendimento por quarto disponível recuou 7,3%.

O alojamento turístico português faturou 923,7 milhões de euros em julho, mais 4,9% do que no mesmo mês do ano passado. Os dados saíram esta segunda-feira e trazem um detalhe que raramente chega aos títulos: o dinheiro subiu em todas as regiões do país, com uma exceção. Na Grande Lisboa, os proveitos totais caíram 2%. É uma descida pequena em percentagem e grande em significado, porque a Grande Lisboa é a segunda região que mais recebe — 21,2% de tudo o…

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Gráfico de barras Tugadaily com o custo de encher 50 litros antes e depois de 31 de agosto de 2026, para gasóleo e gasolina
Negócios 31 de agosto de 2026

Se conduz a gasóleo, o depósito fica hoje quatro euros mais barato

O gasóleo simples desce cerca de 7,5 cêntimos por litro esta semana e a gasolina 95 sobe 1,5. Com estas contas, os dois trocam de lugar e o gasóleo volta a ser o mais barato dos dois.

Quem abasteceu no domingo escolheu mal o dia. A partir de hoje, e até 6 de setembro, o gasóleo simples deverá descer cerca de 7,5 cêntimos por litro em Portugal continental, o suficiente para o preço médio passar de 2,071 para perto de 1,995 euros. Num depósito de 50 litros são quase quatro euros de diferença. A gasolina 95 vai no sentido contrário, embora com muito menos entusiasmo: sobe à volta de 1,5 cêntimos, para cerca de 2,004 euros por litro.…

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Castro Almeida, ministro da Economia e Coesão Territorial, apresenta a execução do PRR numa conferência de imprensa em Lisboa
Negócios 31 de agosto de 2026

O PRR fecha hoje. O Governo diz que não devolve um euro a Bruxelas

Castro Almeida anunciou a 28 de agosto que o plano está totalmente executado. São 22 mil milhões de euros, 403 mil candidaturas aprovadas e um décimo pedido de pagamento ainda por entregar.

O Plano de Recuperação e Resiliência fecha hoje. Foi esta a data que Portugal negociou com Bruxelas para dar por cumpridos os marcos e as metas do plano, e o Governo chegou a ela com o discurso já pronto: numa conferência de imprensa em Lisboa, a 28 de agosto, o ministro da Economia e Coesão Territorial garantiu que o PRR "está totalmente executado".

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Gráfico de barras Tugadaily com as operações do mercado transacional português até julho de 2026: ativos 68, venture capital 53, private equity 44
Negócios 30 de agosto de 2026

O mercado de fusões e aquisições encolheu 28% até julho (e o imobiliário é quem continua a comprar)

Foram 289 operações e 4,5 mil milhões de euros nos primeiros sete meses de 2026, segundo a TTR Data. O imobiliário lidera com 44 negócios e a maior transação de julho foi a compra da Luz Saúde pela Macquarie.

Compram-se menos empresas em Portugal este ano. Entre janeiro e julho registaram-se 289 operações de fusões e aquisições, num total de 4,5 mil milhões de euros, o que representa menos 28% de negócios do que no mesmo período de 2025 e menos 20% de capital movimentado. Os números são da TTR Data, e vale a pena guardar uma ressalva: só 31% das operações revelaram o valor, por isso o montante real é maior do que o que se consegue contar.

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A estação ferroviária de Soure, com o nome da terra pintado na fachada e a passagem superior sobre a Linha do Norte
Negócios 27 de agosto de 2026

O troço de alta velocidade que ninguém quis construir em 2024 tem agora duas propostas

O concurso da concessão Oiã-Soure foi extinto há dois anos por falta de propostas válidas e relançado em janeiro. Abriram duas: 2.038 milhões de euros do consórcio da Sacyr com a DST e a Alberto Couto Alves, e 2.300 milhões do agrupamento liderado pela Mota-Engil. O preço vale 80 por cento da decisão.

Em julho de 2024, a Infraestruturas de Portugal pôs a concurso a concessão do troço entre Oiã e Soure da linha de alta velocidade Porto-Lisboa. Não recebeu uma única proposta válida e o procedimento foi extinto. Em janeiro deste ano, depois de o Governo mandatar a IP para rever tudo, o concurso foi relançado com o processo reformulado. Desta vez apareceram duas.

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Um avião de ataque ligeiro A-29 Super Tucano, com hélice em rotação, a rolar na pista de uma base aérea
Negócios 26 de agosto de 2026

O Governo abriu caminho a uma fábrica de Super Tucano em Beja. Os 12 aviões portugueses não precisam dela

O Conselho de Ministros reconheceu interesse público nacional na instalação de uma linha de montagem final do A-29N na Base Aérea n.º 11. Não é um contrato assinado nem uma primeira pedra.

Na reunião de 20 de agosto, o Conselho de Ministros reconheceu o interesse público nacional na instalação de uma linha de montagem final dos A-29N Super Tucano em Portugal, apontando, em determinadas condições, para as instalações da Base Aérea n.º 11, em Beja. Vale a pena separar o que a decisão é do que ela não é. Reconhecer interesse público nacional é um instrumento administrativo: destrava procedimentos, sinaliza prioridade e facilita licenciamentos.…

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Gráfico com os tectos legais para pagamentos em numerário em Portugal: 3.000 euros na regra geral, 1.000 para empresas e 500 para impostos
Negócios 25 de agosto de 2026

Quanto pode pagar em dinheiro em Portugal? O limite são 3.000 euros

A regra portuguesa é mais apertada do que a europeia e já está em vigor: acima de 3.000 euros, nem o comprador pode pagar nem o vendedor pode receber em numerário. Dividir a compra em prestações não resolve, e há dois patamares mais baixos que quase ninguém conhece.

Há uma pergunta que aparece sempre que alguém vai comprar um carro em segunda mão ou pagar uma obra: qual é, afinal, o tecto legal para pagar em dinheiro em Portugal? A resposta são 3.000 euros, e é mais apertada do que muita gente supõe. A regra está no artigo 63.º-E da Lei Geral Tributária e já vigora há anos. Proíbe pagar ou receber em numerário montantes iguais ou superiores a 3.000 euros. Repare no detalhe: iguais ou superiores. Uma transacção de…

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Trânsito nos dois sentidos da autoestrada A1 junto a Fátima, com um painel a indicar Leiria a 20 quilómetros e Porto a 192
Negócios 25 de agosto de 2026

O tribunal europeu chumbou a contribuição rodoviária em 2022. Ela continua no preço de cada litro

A Contribuição de Serviço Rodoviário foi considerada incompatível com o direito europeu em 2022 e passou a ser cobrada dentro do ISP. Em 2025 rendeu 710 milhões de euros à Infraestruturas de Portugal. As Finanças dizem que o modelo atual cumpre a lei.

Cada vez que enche o depósito, uma fatia do que paga segue para a Infraestruturas de Portugal através de uma componente do ISP cuja versão original foi considerada contrária ao direito europeu. São 8,7 cêntimos em cada litro de gasolina, 11,1 cêntimos em cada litro de gasóleo e 12,3 cêntimos por cada quilograma de GPL Auto. A história começa em fevereiro de 2022. O Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu que a Contribuição de Serviço Rodoviário não…

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Fileiras de plantas de canábis em floração dentro de uma estufa comercial licenciada
Negócios 23 de agosto de 2026

Portugal exportou 66 toneladas de canábis medicinal em seis meses

Os dados do Infarmed para o primeiro semestre de 2026 mostram 66.305 quilos exportados, mais de 80% de tudo o que saiu do país em 2025. A Alemanha continua a ser o grande comprador.

Há uma indústria a crescer em Portugal quase sem se dar por ela, e os números do regulador acabaram de a tornar difícil de ignorar. No primeiro semestre de 2026 saíram do país 66.305 quilos de canábis para fins medicinais. Em seis meses, portanto, já se exportou mais de 80% de tudo o que Portugal exportou durante o ano inteiro de 2025. A trajetória é curta e íngreme. Em 2024, as vendas ao exterior foram de 32.558 quilos. Em 2025 passaram para perto de 80…

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