Economia portuguesa ganha balanço no arranque de 2026
O PIB cresceu 2,3% no primeiro trimestre, apesar de tempestades e energia cara — e a OCDE vê mais resiliência do que se temia.
O ano começou às curvas para a economia portuguesa — tempestades em janeiro e fevereiro, um salto nos preços da energia na primavera — e mesmo assim os números surpreenderam pela positiva. O PIB cresceu 2,3% em termos homólogos no primeiro trimestre, acima do ritmo modesto de 2025.
O que está a puxar
O motor está dentro de portas. A procura interna, e em especial o investimento, foi o grande contribuidor, sinal de que as empresas estão mais confiantes em gastar e expandir. Boa parte desse fôlego vem dos fundos do PRR, que este ano devem aproximar-se de 2,3% do PIB em despesa — um empurrão e tanto.
Nem tudo é vento de feição. As importações cresceram mais depressa do que as exportações, e a procura externa líquida pesou negativamente no resultado. A inflação deve rondar os 3% em 2026 e o desemprego mantém-se nos 6,3%, com salários a subir um pouco acima dos preços.
O retrato da OCDE
A leitura da OCDE é de uma economia mais robusta do que se temia, com a dívida pública a continuar a descer — projetada em 86,7% do PIB este ano. Não é um boom, mas é estabilidade num continente nervoso.
Veja também: a inflação nos EUA e o regresso da conversa dos juros e o ouro a encadear quedas. Os boletins do regulador estão no Banco de Portugal.
Imagem: Wikimedia Commons