Os mercados andam nervosos — e agora fala-se em subir juros, não baixar
Um relatório de emprego forte nos EUA virou as apostas do avesso. O ouro arrefeceu, o petróleo continua caro e a bolsa teve a pior semana em meses.
Quem esperava cortes de juros antes do verão levou um balde de água fria. Um relatório de emprego nos Estados Unidos bem mais forte do que o previsto — 172 mil postos de trabalho quando se contava com cerca de 80 mil — pôs os mercados a fazer contas ao contrário. De repente, em vez de descer juros, já há quem aponte para uma subida ainda este ano.
A Reserva Federal não mexeu na sua reunião de meados do mês, como toda a gente esperava. O problema é o que vem a seguir: com a inflação a teimar, sobretudo por causa da energia, o dinheiro continua caro durante mais tempo. O petróleo Brent anda acima dos 92 dólares e isso vai-se sentindo em quase tudo.
Resultado: o ouro, que tinha disparado, devolveu boa parte dos ganhos de 2026 (continua perto dos 4.500 dólares, ainda assim 30% acima de há um ano), e as bolsas tiveram a pior semana desde o final de março.
O que isto tem a ver connosco
Juros altos lá fora não ficam lá fora. Significam Euribor teimosa, prestações da casa que não aliviam e crédito mais caro para quem precisa. Não é pânico — é prudência: quem puder, evita endividar-se à pressa e deixa o dinheiro a render onde for seguro.
Imagem ilustrativa · Foto: Alex Luna / Pexels