Ouro em queda, dólar em alta: o balanço de uma semana nervosa
O ouro caminha para a terceira semana consecutiva a perder, o dólar bateu máximos de um ano e a Goldman cortou a previsão. O que mexeu os mercados.
Se andou de olho no ouro esta semana, já reparou: o brilho perdeu fulgor. O metal caiu para perto dos 4.150 dólares por onça na sexta-feira, o valor mais baixo desde o início do mês, e segue a caminho da terceira semana seguida em queda. Não é um colapso — é mais um arrefecimento depois de meses quentes.
O culpado tem nome: o dólar. Subiu para máximos de um ano depois de a Reserva Federal dos EUA ter deixado os juros inalterados, mas com um discurso mais duro. Nove dos dezanove decisores da Fed já contam com pelo menos uma subida de juros ainda este ano. Quando o dólar fica forte e os juros ameaçam subir, o ouro — que não paga juros a quem o guarda — perde encanto.
O que isto quer dizer
Até a Goldman Sachs ajustou as contas: cortou a previsão para o fim do ano de 5.400 para 4.900 dólares por onça. Continua bem acima do valor atual, atenção — ninguém está a dizer que o ouro acabou.
Para a carteira lá de casa, a lição é a do costume: o ouro mexe-se aos solavancos e reage ao dólar e aos juros tanto quanto às crises. Quem o tem como seguro de longo prazo encolhe os ombros a semanas destas. Quem entrou a pensar em ganho rápido leva um lembrete de que isto também desce.
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