Ouro firme, petróleo a respirar: os mercados esperam pelo número do Fed
O ouro segura-se perto dos 4.100 dólares, o crude alivia com mais barris a fluir e os investidores aguardam o índice PCE desta semana.
Dia de mercados em modo de espera. O ouro manteve-se firme, a rondar os 4.100 dólares por onça, segurando os ganhos da véspera. Não disparou, não tombou — ficou à espreita, como quem aguarda o próximo sinal.
E o sinal tem nome: o índice de preços PCE dos Estados Unidos, que sai esta semana e é o indicador de inflação preferido da Reserva Federal. Depois de o Fed ter mantido os juros na última reunião, mas com um discurso mais duro, os investidores querem perceber se a inflação dá folga para cortes mais à frente. Daí a calmaria tensa.
Petróleo a aliviar
No crude, a história é de alívio. Os primeiros sinais de progresso nas negociações de paz entre os EUA e o Irão acalmaram os ânimos, com Washington a conceder a Teerão uma licença de 60 dias para vender petróleo nos mercados internacionais. Com mais barris a entrar no sistema — e o tráfego no Estreito de Ormuz a normalizar — a pressão sobre os preços afrouxou.
O que isto quer dizer para a carteira
Tradução prática: menos sustos no preço da gasolina à vista, e um ouro que continua a ser o porto de abrigo preferido de quem anda nervoso. Para já, o mercado está de braços cruzados — mas basta um número de inflação fora do guião para o sossego acabar depressa.
Imagem ilustrativa · Foto: Robert Lens / Pexels